Molar em galego é outra cousa. Melhor formas galegas que gíria espanhola. Temos campar, que campa muito, e tamém coloquialmente arrasar, que arrasa...!

Pilares que eram troncos de pinheiros espetados em vertical no chão, assim se ergueu o edifício do Banco Pastor na Corunha. Está na memória local e familiar. Os mais velhos contavam-no. Meu bisavó, que tinha trinta e poucos anos quando se construiu, a meu pai, sendo este neno.

Sempre contamos tamém o mesmo: o Pastor, com esses pilares à venezana, foi durante quatro anos o edifício mais alto do Estado.

Tá a velha morrendo e inda vai aprendendo

Um nunca deixa de surpreender-se cos detalhes da fala, ou da língua. Hoje escrevim, sem pensá-lo, duas cousas:

- É-che-vos complicado, i. e. um duplo pronome de solidariedade que, se algumha vez na escola estudara que se dava, tinha completamente esquecido. Apesar de ser como é umha forma totalmente familiar e própria.

- (...) espera e vemos. Eu te contato quando for. Esse te está colocado onde nom deve, dacordo coa norma geral, que dita que em galego, ao ser a frase afirmativa, há de pôr-se depois do verbo (Eu contato-te). Respondem-me que é por influência do espanhol que a eu considero válida, mas nom concordo. Igual que me soa bem, obviamente, Contato-te eu, quando for e igual que, como paleofalante, nunca diria Te contato eu quando for, defendo que Eu te contato quando for me soa perfeita. Igual que Eu te levo me parece tam válida como Levo-te eu. Para mim é como se a énfase do Eu posicionado no início dessas frases estivesse "legitimando" o "chamar para pé de si" o pronome, para antes do verbo. Como nom som filólogo nom vo-lo podo explicar melhor nem justificar teoricamente, se é que "se pode". Dim-me que nom se pode tal, e tamém que os velhos nom falavam assim.

Enfim, que sei eu.

A língua é algo vivo, tamém dentro de mim, imagino.

E parafraseando U2, "She moves in mysterious ways".

Jane's Addiction. Sympathy for the devil



1987. Ainda que eu tardaria uns treze anos em chegar a ela, ou ela a mim.

Hai que ser mui botadinho pra diante para debutar discograficamente com um direto.

Com esta joia, justo com esta versom, que para mim supera o original, tenho
um idílio perene.
Hai décadas havia em ativo dous políticos conhecidos, de similar sesgo ideológico, um num partido mais minoritário, outro noutro algo maior. Os dous, figuras respetadas, faziam polo país mas o do pequeno atacava muito o outro.

Em resposta este último um dia dixo algo que me ficou gravado: em política é crucial distinguir quem é um rival de quem é um inimigo. Se para ti todos os rivais som inimigos... mal.

Ironias da história, o do partido pequeno acabou no partido maior. O outro já nem está.

Telephone. Un autre monde

Temaço, nenos.

Se se trata de propor escalas/unidades para o Mal eu proponho o wertoro = Wert + Montoro

P.ex. estado da política no reino de Espanha a data de hoje: 7/10 wertoros

Hoje fam-se trinta anos da queda do muro de Berlim

Lembro aquela noite diante da TV. Numha noite fora erguido décadas antes, numha noite caiu. Nom acreditávamos que aquilo que conhecéramos toda a vida acabasse tam subitamente.

Hoje fam-se trinta anos da queda do muro de Berlim

O DL deste mapa é do 1985 mas teria pensado que era do 89-90 e tamém que os mapas segregavam RFA e RDA nitidamente, igual que os álbumes de cromos dos mundiais de futebol. Teria que buscar os escolares.

Saez. Jeunesse, lève-toi

Puisque c'en est sonné la mort du politique
L'heure est aux rêves
Aux utopiques
Pour faire nos ADN
Un peu plus équitables


Saez

A Renfe é mais odiosa que Lexcorp

Hai que esforçar-se muito por fazê-lo tam mal. E sempre (dacordo, com honrosas excepções) com mala cara: que é o vosso trabalho, que isto é ao que vos dedicais...! E pagamos dúzias de viagens por adiantado, sem direito direto a viajar quando queiramos. Porque o das reservas, controis, etc. clama ao céu, nem que embarcássemos para voar a Nova Orleães. Muito controle, nulo serviço.

Com expendedoras e canceladoras para automatizarem o assunto evitando contratarem persoal e afinal por vezes nom che resolve um problema concreto nem a máquina nem o persoal na bilheteira.

Nom o quero pagar coas persoas empregadas de Renfe e da Adif mas têm que ser conscientes da quantidade de problemas cotiáns que a pobreza de serviço causa aos usuários. Di Charlie que "Ós traballadores deben empatizar co humor co que nos fan viaxar a nós". Abofé. Se eu estou no seu sítio o primeiro que respondo é olha, já sei que isto é umha merda e sinto-o mas temos estas limitações etc., nom pôr-che Essa Cara Renfe/AdifTM de "A culpa é sempre do cliente".

Porque para eles, "The customer is always wrong".

"Bilinguismo"

Hai quem saca peito porque as suas crianças som "bilingues" (isso aqui significa só umha cousa: espanhol e inglês).
Sei de filhos/as de imigrantes que estám falando em nada três idiomas:
- a língua natal de seus pais, for da Europa do Este, ou árabe ou falas do sudeste asiático;
- inglês ou francês, dependendo da língua franca da sua família em contexto de emigraçom prévia, língua colonial ou itinerância familiar;
- espanhol.

E infelizmente nom incluo o galego na equaçom porque temos um sistema educativo orientado ao monolinguismo em espanhol em vez da imersom linguistica em galego, que é o que lhes garantiria as quatro (incluido sobradamente o castelhano).

Gilles Bertin In Memoriam

Qui saura nous faire exploser
Qui vaincra pour s'exprimer
Tous unis pour réussir
Tous unis pour en finir

Pour la gloire, pour la gloire
Eh eh pour la gloire!

Quelle force pour batailler
Quelle voix pour rassembler
Chaque branleur est sûr de soi
Chacun pour soi en avant!


'Pros' aos que ninguém pede contas

Tamém vos digo que gente que leva quarenta anos dedicada à polítiva profissional sem ganhar umhas malditas eleições talvez deva colher e marchar para a casa.

Nom vale com pedir o voto cego e fiel, queremos resultados e se nom és quem de os alcançar, fai sítio a outra gente, que a hai a eito.
Ai... Hai quem, como nunca tem morrido antes, se crê imprescindível.

Bom, tenho duas más notícias entom...


Ótimo episódio, mas muito bocapodre.
USA: "When in Rome do as Romans do"

España: "Allí donde fueres, haz lo que vieres"

Galiza: NA TERRA DOS LOBOS OUVEAR COMO TODOS

(via Álvaro de Canduas)


Como a citaçom está questionada ponho-vo-la coa imagem adequada.

Peixe de ida e volta

(...) podo asegurarvos ao 100% de dúas das latas e ao 99% da outra que o peixe foi capturado en augas territoriais españolas ou portuguesas, desembarcado en portos galegos, conxeado e enviado a Cabo Verde e Marruecos para á súa transformación. Hai desembarcos nos portos dali pero non chegan nin de lonxe á cantidade de latas que saen das fábricas
Ten xeito facer esto? Económicamente si porque o precio da man de obra e moito máis baixo e as normativas de todo tipo menos estrictas. Dende outro punto de vista acho unha locura gastar petroleo en levar peixe pala e traelo de volta paca. (...)


Segui Mar Fernández para mais detalhes desta loucura dos #humanosDoCapitalismoSerôdio


Cuidado na rua, hai agentes secretos da arroba polícia da moda ponto gov