A vingança do aluno que a professora de Lengua Española ridiculizava foi um dicionário cujas definições começavam todas por "Es cuando..."

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

Hai só um século "ella fué á la Coruña" era correto. Atençom a essas letras: é, á (acentuadas), l (em minúscula).

Em relaçom ao topónimo da Corunha em castelhano, nom sei a frequência nem a norma disto, mas era habitual que o L só fosse em maiúscula quando abria título ou iniciava frase. No resto dos casos, ou se omitia ou ia em minúscula, segundo procedesse.

Surpreende que isto coincide coa norma que atualmente seguimos em galego-português: "estivem no Porto", "fum ao Porto", mas o topónimo é Porto, nom O Porto (e muito menos Oporto como escrevem em espanhol).

Analogamente, o topónimo é Corunha, sem artigo. Ex. "estivem na Corunha" (nom "em A" nem "n'A") Ex. "fum à Corunha" (nom "a A").

Tendo aprendida da escola outra norma, talvez nos resulte mais chamativo "levei algo para a Corunha" (nom "para A ").

Ao que sim se chega às vezes é a incluir o artigo que vai co topónimo nos mapas, a seguir, em minúscula e entre parénteses: "Corunha (a)".

@emgalego: "Outras normas do galego tomam o exemplo castelhano e fam o artigo parte do topónimo (A Coruña, O Porto, As Pontes...), mas isso causa hesitaçons à hora de usá-lo numha frase (Veño de A Coruña? Veño da Coruña? Veño d'A Coruña?). Já agora, o correto nessa norma é 'Veño da Coruña'."

Contudo, remitindo-me de volta ao início sublinho que, lendo documentos antigos, chego a pensar que ortograficamente o artigo frequentemente nom se tratava como parte do topónimo. Por pôr um caso de documento oficial, na Gaceta de Madrid n.º 186 (4-7-1912) lemos da "Dirección General de Obras Públicas" que "S. M. el Rey (...) ha tenido á bien declarar la utilidad pública de los caminos vecinales siguientes: (...) Provincia de Coruña (...)". Mais mostras:

" de la Coruña" impresso, 1788:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" Coruña" e " de la Coruña" impresso, 1851:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" de la Coruña" manuscrito, 1852:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" Coruña " manuscrito, 1852:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" Coruña " impresso, 1865:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

E outros dous exemplos, e nom dous exemplos quaisquer, senom de fontes especializadas em geografia som:

No Diccionario Geográfico-Estadístico de España y Portugal (Madrid, 1826) escrevem Coruña como topónimo em espanhol (nom La Coruña).

Nas tabelas desse livro consta "Coruña". E nos textos redigidos o "la" precedente ao topónimo vai sempre em minúscula.

No Boletín de la Sociedad Geográfica de Madrid, tomo III, ano II, número 10, de outubro de 1877 (via prensahistorica.mcu.es):

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?
Hoje dizia 1 ministra q 85% d famílias 'monomarentais' som mulheres com filh@s

Em pequeno estudo q tou fazendo hai 200 anos eram o 100%

Desde entom para acó, dous exemplos:
J. nasceu em 1875.
F., sua nai, tivo-o como solteira.
F. pola sua vez era filha de M, =mente nai solteira.

S. nasceu em 1903. Seu pai E sua nai foram filhos de solteira.

(NB. Nom se podem assumir causas paternalistamente: gente podia nom ter pai x n motivos. Pq era casado, pq nom reconhecia, pq era crego...

entom sim, havia filh@s trás da silveira, obviamente, mas tm havia voluntariedade: que queriam filh@s mas nom um/*esse* homem.)

Total, às vezes parece que só agora se "inventou a pólvora", mas lembrai: os/as antig@s podiam ser mui modern@s...

... e em contornos rurais podiam ser muito + tolerantes com famílias com 1 único progenitor(a) que em sociedades urbanas/posteriores (!).

Twitter
Choiando num projeto, fascinado x apelidos infrequentes.
Se os levas és um tesouro!
.gz/.es: INE
Fornelinho/Forneliño: 0
Limideiro 50

A escrita condiciona muito: a forma que entendo castelhanizada Hermo é bastante frequente mas co apelido Ermo só nos ficam sete persoas!

Porém nom sempre a forma galega foi relegada: Vieites ganha-lhe em termos absolutos a Vieitez

Às vezes os mapas falam.
Silvarinho/Silvariño: 105
O seu mapa do INE parece contar umha história bastante concreta



A extinçom que vem?
Brenlhe/Brenlle: 10
... todas com el como 2º apelido
(todas na prov. da Corunha)
NB: a forma Brenlla está + forte.

Nom frequentes: Arantón, Rieiro, Camafreita, ... Aparentemente desaparecidos: Pantiñobre, Corposanto, ...

Tenho 1 Deaes (sic) q suponho atualmente seria:
Deães .pt
Deáns .es INE dá quase x : em total 19
dos quais, 16 nascidos fora d .es

Twitter
Falando del perguntárom polo seu preço e alguém que o conhecia dixo que seria barato, que custaria aí o que um traidor.


I was attorney for the "Q"
And the Indemnity Company which insured
The owners of the mine.
I pulled the wires with judge and jury,
And the upper courts, to beat the claims
Of the crippled, the widow and orphan,
And made a fortune thereat.
The bar association sang my praises
In a high-flown resolution.
And the floral tributes were many-
But the rats devoured my heart
And a snake made a nest in my skull.


Edgar Lee Masters
Therefore, build no monument to me,
And carve no bust for me,
Lest, though I become not a demi-god,
The reality of my soul lost,
So that thieves and liars,
Who were my enemies and destroyed me,
And the children of thieves and liars,
May claim me and affirm before my bust
That they stood with me in the days of my defeat.
Build me no monument
Lest my memory be perverted to the uses
Of lying and oppression.
My lovers and their children must not be dispossed of me;
I would be the untarnished possession forever
Of those for whom I lived.


Edgar Lee Masters
Mantêm-se aí impassíveis, como vinte e quatro máquinas de calcular às portas do Inferno.




O Tratado de Versalhes proibira aos alemães o fabrico de tanques, as empresas alemãs produziram-nos pois no estrangeiro, por intermédio de sociedades-sombra. Já por aqui se vê que a engenharia financeira tem servido desde sempre para as manobras mais nocivas.


Éric Vuillard
Desfrutou despreocupadamente do hotel de luxo até descobrir que o sabonete estava feito co trabalho de presidiárias.
This old man, who knew the impermanent nature of the world and had tasted the bitterness of human society more than he ever wanted, dreamt without knowing he was shedding tears.

Kazuo Koike
Rather a thousand times the county jail
Than to lie under this marble figure with wings,
And this granite pedestal
Bearing the words, "Pro Patria."
What do they mean, anyway?


Edgar Lee Masters

Adorei.

Adorei.

o director plantara un gran cartel onde se lía en letras negras: PROPIEDADE PRIVADA. PROHIBIDO ATRACAR.
-Baixemos a terra -dixo a avoa, que estaba moi anoxada.
Sophia parecía asustada.
-Isto é moi distinto -explicou a avoa-. Ningunha persoa educada desembarca en illa allea cando non está o dono. Pero se poñen un letreiro, sí, porque é unha provocación.
-Claro -asentiu Sophia, e así ampliou o seu coñecemento da vida.
Amarraron o bote ó letreiro.
-Isto que facemos -continuou a avoa- é un acto de protesta. Para manifestar o noso desacordo, entendes?

Concelhos galegos por partido governante

Florence + The machine. Dog days are over