Esta ediçom de 419 páginas contém os seguintes contos: Agafia; Enemigos; El beso; La cigarra; El estudiante; El profesor de lengua; Campesinos; Iónich; El hombre enfundado; La grosella; Del amor; Por asuntos del servicio; Un ángel; La nueva dacha; La dama del perrito; El obispo; La novia.

De todos o que mais me impressionou foi o primeiro, Agafya (Агафья, 1886); acabei de ler o livro e antes de o pousar re-lim essa primeira história, parece-me genial, o melhor. Tchékhov escreve sempre como os anjos, mas surpreendentemente alguns dos relatos dos que melhor me falaram, como A dama do cachorrinho, nom me namorárom especialmente. Sim me pareceu mui original e humano, curiosamente, O bispo (1887).

Da traduçom nom opino além de que os leísmo/laísmo espanhois me matam: nesta ediçom usam "le temía" (a ella) e "la pegaba" (a ella) quando eu diria justo ao revês "la temía" (tinha medo dela) e "le pegaba" (batia nela). O pior é como depois por mimetismo a gente acaba passando esses fenômenos madrilenos ou castelhanos para o galego.

Em qualquer caso, mui boa leitura.

O mais chamativo -e nom descubro eu nada- é a modernidade do autor. Atençom a isto que foi escrito por el hai 113 anos como mínimo e que ainda hoje temos sem alcançarmos como espécie:

Cuando Stártsev intentaba hablar, incluso con personas de talante liberal, por ejemplo, sobre que, a Dios gracias, la humanidad avanza y que con el tiempo ésta prescindirá de los pasaportes y de la pena de muerte, el hombre se lo quedaba mirando de reojo y preguntaba con desconfianza: “¿O sea que, entonces, todo el mundo podrá romperle la cabeza a quien le parezca?”.


Ou, na versom em português de Passei Direito:

Quando Stártsev tentava conversar com um burguês, mesmo um liberal, a respeito, por exemplo, da idéia de que a humanidade, graças a Deus, está avançando e de que, com o tempo, os documentos de identidade e a pena de morte serão dispensáveis, o tal burguês o olhava de esguelha e perguntava desconfiado: “Quer dizer então que qualquer um vai poder degolar quem quiser na rua?”