As escritas dos idiomas mudam (IV)

Hai só um século "ella fué á la Coruña" era correto. Atençom a essas letras: é, á (acentuadas), l (em minúscula).

Em relaçom ao topónimo da Corunha em castelhano, nom sei a frequência nem a norma disto, mas era habitual que o L só fosse em maiúscula quando abria título ou iniciava frase. No resto dos casos, ou se omitia ou ia em minúscula, segundo procedesse.

Surpreende que isto coincide coa norma que atualmente seguimos em galego-português: "estivem no Porto", "fum ao Porto", mas o topónimo é Porto, nom O Porto (e muito menos Oporto como escrevem em espanhol).

Analogamente, o topónimo é Corunha, sem artigo. Ex. "estivem na Corunha" (nom "em A" nem "n'A") Ex. "fum à Corunha" (nom "a A").

Tendo aprendida da escola outra norma, talvez nos resulte mais chamativo "levei algo para a Corunha" (nom "para A ").

Ao que se chega é a incluir o artigo que vai co topónimo nos mapas, a seguir, em minúscula e entre parénteses: "Corunha (a)".

@emgalego: "Outras normas do galego tomam o exemplo castelhano e fam o artigo parte do topónimo (A Coruña, O Porto, As Pontes...), mas isso causa hesitaçons à hora de usá-lo numha frase (Veño de A Coruña? Veño da Coruña? Veño d'A Coruña?). Já agora, o correto nessa norma é 'Veño da Coruña'."

Contudo, remitindo-me de volta ao início sublinho que, lendo documentos antigos, mesmo hai certa relatividade nessa norma do espanhol.

P.e. no Diccionario Geográfico-Estadístico de España y Portugal (Madrid, 1826) escrevem Coruña como topónimo em espanhol (nom La Coruña).

Nas tabelas desse livro consta "Coruña". E nos textos redigidos o "la" precedente ao topónimo vai sempre em minúscula.