Cansativos, S.A.

nom é por nada pero... entre o extremo de nom me ensinarem nada dum trabalho em curso (tendo que aguardar a que saia para o conhecer completo) e bombardearem-me com mostras continuadas, escolho o primeiro.

vivemos numha época de exibicionismo e onanismo digital máximo e alguns hábitos cansam ao mais pintado. estou preparando um disco, eh, hoje escrevim umha nota, aí vai o áudio de como soa (mp3 de 2'') e os bosquejos da partitura num papel, e depois passados ao programa do composiçom do computador. a que soa bem? assim, dia a dia a dia -quando nom hora a hora a hora-. oh, tenho umha estrofa, oh tenho meia cançom, agora um quarto de disco. e a cada pedaço de fragmento, as lambeduras de rigor por parte da concorrência. queee p* léria. nom sei, que se ponham os óculos estes de google já e que retransmitam tamém quando forem cagar ao wc.

se aborreço os reality shows, como nom vou aborrecer a transmissom ao vivo dum processo criativo? o que me interessa é a obra, nom cada minúscula manobra que compuxo o caminho polo qual se chegou a ela. de facto, essa é OUTRA obra distinta, outra que talvez muita gente apreciará (e outra que, de cote, é paradoxalmente mais atractiva que o próprio produto da mesma, umha vez conhecido realmente este!!).

daquela, acabamos por converter o meio, num fim em si mesmo.

eu particularmente, passo muito.

ensina-me a película: os making of nom me interessam, a priori, o mais mínimo.