Alá no meio da Ditadura um senhor de Brandonhas entrou na sala de audiências de Corcubiom, citado como testemunha. O juiz mandou-lhe tirar a boina. El respondeu-lhe que nom se descobria "nem diante do Altíssimo"... e achantárom.

Só com dizer isso retava dous dos três principais poderes do regime.
El guardava os emails da persoa amada; todos, porque às vezes, ao relê-los um tempo depois, diziam algo totalmente distinto.

Sign o' the times

«People who say "I have nothing to hide" misunderstand the purpose of surveillance. It was never about privacy. It's about power.»
Edward Snowden

«As pessoas que dizem "não tenho nada a esconder" interpretam mal o propósito da vigilância. A questão nunca foi a privacidade. Trata-se do poder.»

«Qu'on me donne six lignes écrites de la main du plus honnête homme, j'y trouverai de quoi le faire pendre.»
Cardinal Richelieu

«Dêem-me seis linhas escritas pela mão do homem mais honesto e encontrarei algo pelo qual o fazer enforcar.»
I find the following in Whitaker's Almanac :‐ “ The line (or rather lines) of native sovereigns is a very long one ; some Irish historians have traced the succession to about the period of the flood, ‘ before which time there were many princes,’ but unfortunately the records have not been preserved. According to Keating, the first sovereigns after the Milesian Conquest, of whom there is any ‘ absolute certainty,’ were Heber and Heremon, Milesian princes from Galicia, in Spain, who conquered Ireland, and gave to its throne a race of 171 kings. These two princes reigned jointly from the year 1300 B.C. till 1291, when Heremon alone ruled. Of their successors, who reigned from the year 1285 B. C. to the Christian era, about 169 in number, only 15 died comfortably in their beds; four died of the plague or some malignant distemper, the rest being assassinated, killed in battle, or dying other violent deaths. Home Rule in all its beautiful simplicity was in existence from the earliest times till after the Conquest of Ireland by Henry II, in 1172; the rultes, however, appear to have had anything but a peaceable quiet time.” (An “ authentic ” list of Irish sovereigns is also given.)

From The North Wales Chronicle and Advertiser for the Principality (18th February 1888)

Captura manual do vídeo que JW oculta

Às vezes queremos ter um jeito fácil de descarregar vídeos de Internet sem precisarmos instalar software específico. Alguns webs especializados como Keepvid.com dam modos fáceis para sites comuns p.e. Youtube.

Porém outros sites nom o põem fácil. O método de inabilitar o Flash nos complementos do navegador e que o erro na recarga desvelasse o ficheiro .mp4 já nom funciona em webs que fragmentam o vídeo. CRTVG é um deles, usa atualmente o JW Player 7.12.1

http://www.crtvg.es/informativos/o-deportivo-non-foi-rival-para-o-barcelona-na-sua-visita-ao-camp-nou-4-0

Contudo hai um jeito caseiro de descarregar: olhando o código fonte, localizando o .mp4

http://ondemand-crtvg-origin.flumotion.com/videos/00/1096/1096_20171219131404.mp4

... que se tentássemos descarregar como tal, diretamente, daria "Internal Server Error".

Desse URL podemos tirar a lista de reproduçom e o bloco adicionando os seguintes sufixos:

http://ondemand-crtvg-origin.flumotion.com/videos/00/1096/1096_20171219131404.mp4/playlist.m3u8
http://ondemand-crtvg-origin.flumotion.com/videos/00/1096/1096_20171219131404.mp4/chunk.m3u8

Ambos se podem abrir com um editor de texto simples. O chunk neste caso é:

#EXTM3U
#EXT-X-VERSION:3
#EXT-X-TARGETDURATION:12
#EXT-X-MEDIA-SEQUENCE:0
#EXTINF:5.4,
n_0_0_0.ts
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n_6_0_0.ts
#EXTINF:6.8,
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n_11_0_0.ts
#EXTINF:9.96,
n_12_0_0.ts
#EXTINF:6.68,
n_13_0_0.ts
#EXTINF:10,
n_14_0_0.ts
#EXTINF:7.92,
n_15_0_0.ts
#EXTINF:10,
n_16_0_0.ts
#EXTINF:6.56,
n_17_0_0.ts
#EXTINF:10,
n_18_0_0.ts
#EXTINF:10,
n_19_0_0.ts
#EXTINF:6.6,
n_20_0_0.ts
#EXTINF:8.16,
n_21_0_0.ts
#EXTINF:8.44,
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#EXTINF:10.96,
n_23_0_0.ts
#EXTINF:7.2,
n_24_0_0.ts
#EXTINF:9.36,
n_25_0_0.ts
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n_26_0_0.ts
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#EXTINF:11.36,
n_28_0_0.ts
#EXTINF:6.88,
n_29_0_0.ts
#EXTINF:8.4,
n_30_0_0.ts
#EXTINF:7.8,
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n_33_0_0.ts
#EXTINF:9.32,
n_34_0_0.ts
#EXTINF:5.397,
n_35_0_0.ts
#EXT-X-ENDLIST


... contendo pois as referências aos microvídeos correlativos n_0_0_0.ts
a n_35_0_0.ts

... os quais se podem descarregar com curl, wget, etc. e concatenar co mágico FFMPEG

https://trac.ffmpeg.org/wiki/Concatenate

Um caso simples para poucos ficheiros nom precisa a assistência nem dum ficheiro de texto auxiliar:

ffmpeg -i "concat:n_0_0_0.ts|n_1_0_0.ts|n_2_0_0.ts" -c copy output.ts

VLAN é o melhor reprodutor de vídeo que tenha usado jamais e já reproduze os .ts sem conversom, mas caso de querermos o ficheiro resultante em .mp4 hai conversores de formato em linha com só googlar.

As bisbarras galegas

Obviadas no itinerário educativo como entendo que o som no âmbito político, as bisbarras parecem-me o elemento geográfico essencial na estruturaçom do nosso país. Por muito que nom se estudassem bem na escola e se ignorem na prática -derivando determinados papeis quer para o nível superior (provincial), quer para o inferior (municipal)- dá-me a sensaçom de que as comarcas recolhem as verdadeiras partes orgánicas de Galiza; nom só na contiguidade natural, senom tamém nas relações sociais, económicas... mas @s expert@s dirám.

Em termos legais o artigo 40 do Estatuto de Autonomia dizia que se poderá (sic, que já é triste) reconhecer a comarca como entidade local com personalidade jurídica e demarcaçom própria. A partir daí a Lei 7/1996, o Decreto 65/1997, etc. Porém por muito que se recolham nominalmente no ordenamento jurídico provavelmente nunca as tenhamos percebido de jeito concreto e afinal parece que estamos organizados em províncias (essa sim que a vejo como umha estrutura alheia, e mais sendo 4 e nom 7) e daí para baixo diretamente em concelhos.

Tal parece a desconsideraçom oficial para as comarcas dos que mandam que se fusionam dous municípios (Cotobade e Cerdedo), pertencentes a duas bisbarras distintas, e no decreto (134/2016) que lhe dá forma legal a essa uniom nem sequer se molestam em dizer a qual das duas comarcas pertencerá o concelho resultante. Explico-o mais de vagar aqui. De momento, a calada por resposta.

É possível que tradicionalmente houvesse percepções intuitivas no povo galego de quais eram as comarcas e qual espaço geográfico abrangia cada umha, de um jeito mais informal e menos delimitado. Com certeza eram percebidas e se correspondiam à vida e trabalho da nossa gente em cada regiom galega. Mas à hora de fixar límites ou fronteiras afinal hai sempre necessariamente um certo grau de arbitrariedade. Aqui vamos ver várias formas de interpretar a vertebraçom do nosso território.

A Junta de Galiza optou originalmente por umha disposiçom que é a que segue, com um total de meio cento de comarcas:





Curiosamente tam ou mais conhecida que essa organizaçom legal é a sugerida pola organizaçom Nós-UP a primeiros da década dos 2000, umha disposiçom que, por nom se cinguir ao espaço oficialmente concedido à Comunidade Autónoma de Galicia provocou protestos da parte espanhola. Promotores alegárom pretender "ultrapassar a visom quadriprovincial espanhola que hoje constitui" a C.A.G. considerando as partes hoje administradas por Astúrias ou Castela "territórios tradicional, cultural e lingüisticamente galegos". Anedota adicional foi que inadvertidamente esse mapa fosse tamém utilizado polos opostos ideológicos num vídeo publicitário.

O que se vê a seguir é essencialmente aquela disposiçom, ainda que variaram um pouco algumhas demarcações municipais desde que foi criado e, principalmente, leva o milenário topónimo de Nemancos em vez desse invento do s. XX e tam fixado popularmente como é "A Costa da Morte". Assim como o primeiro mapa tem a toponímia oficial este outro leva-a em grafia reintegrada seguindo maiormente o "Manual galego de língua e estilo" (2ª ed., 2010). Eis o segundo mapa:





Além de disquisições políticas e debates entre umha fórmula e outra, reflete a ignorância das comarcas e da própria territorialidade o feito de que se podam redigir artigos jornalísticos sem nem sequer mencionar a certa existência dumha Galiza estremeira, já contemplada no anteprojeto do Estatuto de Autonomia de Galiza (1931) e no próprio Estatuto (1936). Quando se ignora isto, dá que pensar sobre o conhecimento que temos da nossa própria história, da organizaçom "natural" do nosso país e da proximidade cultural, lingüística e mesmo afetiva com terras que se dim atualmente nom galegas.

Martín M. Passarim: "[Eu] som dos Ancares e fum à escola a Návia de Suarna. Na minha aula havia rapaças de Íbias e Val de Ferreiros, e falam e som igual de galegas que nós. No Eu-Návia fala-se galego-português, nom asturiano. A Galiza estremeira precisa de mais atençom."

No Atlas Sonoru de la Llingua Asturiana (fragmento na metade direita da imagem infra) recolhem-se 32 registros sonoros (os marcados com ícones azuis) do que a todas luzes é língua galega, embora ali classificada como gallego-asturiano (sic), aqui umha escolma.

As bisbarras galegas

Nas gravações galegas de Alan Lomax hai polo menos um registro de cantos infantis em galego na Seabra samorana em 1952.

O ILG tem divulgado gravações galegas recolhidas na Veiga asturiana, em Candim e Carrucedo (hoje província de Leom) e em Ermisende e Lubiám (hoje Samora).

Incidentalmente em 2017 a Associaçom Galega da Língua (AGAL) compilou umha lista cos nomes galegos de concelhos que para a minha ideia omite 31 municípios da Galiza estremeira, comete um erro evidente (Vila de Cães nom é concelho) e deixa-me com um par de dúvidas toponímicas. Debulho aqui tudo, de momento sem resposta.
Dixem sudamericánico em vez de sudamericano e bolivariano em vez de boliviano. O que tinha esse vinho, taberneiro?

Espera que vou para prémio: magic carpenter em vez de magic carpet XD
La historia, deshuesada con pérfida intención
La gobernanza, monopolizada
la cruz en la fachada, hipócrita ilusión
cultura y tradición, adoctrinadas
para seguir igual.

La sangre derramada, la reconciliación
y la solapa llena de medallas
La mente, lacerada, olvido y represión
la misera traición, enmascarada
para seguir igual.

Ya no sentimos dolor, ya nada ofende
y todo nos parece bien
Si sopla el viento a favor, nada sorprende
y todo nos parece bien,
Con el amparo de Dios, se sobrentiende
y todo nos parece bien

Insigne la cruzada, extinta la escisión
la mansedumbre está garantizada
dejando en la estacada el sueño y la intuición
la conmiseración ¡qué bufonada!
para seguir igual.

(Rosendo Mercado "¡Qué bufonada!")

O estranho caso do Dr Cotobade e Mr Cerdedo

Como dizíamos, tal parece a desconsideraçom oficial para as comarcas dos que mandam que se fusionam dous municípios (Cotobade e Cerdedo), pertencentes a duas bisbarras distintas, e no decreto (134/2016) que lhe dá forma legal a essa uniom nem sequer se molestam em dizer a qual das duas comarcas pertencerá o concelho resultante.

O estranho caso do Dr Cotobade e Mr Cerdedo
Fig. 1.- Detalhe de comarcas oficiais ao S.O. de Galiza, sem resolver o caso Cotobade-Cerdedo

Como a Junta de Galiza nom parece ter umha página oficial das comarcas perguntei hoje à Axencia Galega de Desenvolvemento Rural, que depende da própria Xunta e tem un mapa delas (Fig. 1) onde está sem resolver esta inconsistência. Quando me contestarem -se o fam- direi aqui o quê.

A criaçom do concelho Cerdedo-Cotobade, promovido em 2016 como resultado da uniom de Cerdedo (bisbarra de Taveirós) -comarca oficial Tabeirós-Terra de Montes- e de Cotobade (bisbarra de Terra de Montes) -comarca oficial, assim como partido judicial e mancomunidade de Pontevedra- passa por riba de qualquer interpretaçom das comarcas de Galiza que conhecéssemos antes, ficando o município resultante num limbo aparentemente irresolto.

O estranho caso do Dr Cotobade e Mr Cerdedo
Fig. 2.- Detalhe de bisbarras nom oficiais ao S.O. de Galiza

Considerando as bisbarras nom oficiais (Fig. 2) consigno-o para Terra de Montes (TO) porque de recorrer à alternativa, pondo-o em Taveirós (TV), o concelho de Campo Lameiro ficaria ailhado dos três restantes municípios de TO (Ponte Caldelas, Lama, Fornelos de Montes), o qual nom teria sentido.

O estranho caso do Dr Cotobade e Mr Cerdedo
Fig. 3.- Detalhe de comarcas oficiais ao S.O. de Galiza

No caso das comarcas oficiais (Fig. 3) nom se dá umha circunstância análoga porque Campo Lameiro está incluido na comarca de Pontevedra, de maneira que por lógica espacial-geográfica Cerdedo-Cotobade tanto poderia dar-se a esta última como á comarca de Tabeirós-Terra de Montes.

Nas bisbarras nom oficiais a de Ponte Vedra nom é umha opçom para Cerdedo-Cotobade porque nem o extinto município de Cerdedo nem o de Cotobade se ligavam coa bisbarra de Ponte Vedra, assim que a uniom de ambos tampouco teria lógica o pôr nela.

O que se vê com este caso Cotobade-Cerdedo é que as bisbarras nom contam com nengum amparo legal ou prático efetivo e que aos concelhos -lembremos, a comarcalizaçom nom é cousa deles, senom do governo galego- lhes avonda com terem em conta outras adscrições como áreas metropolitanas, mancomunidades ou partidos judiciais.

Se, a diferença de mim, és jurista ou expert@ na matéria, por favor contata-me, toda explicaçom ou correçom é bem-vinda.

Contratos em galego de hai 600 anos

"Documento 5: Torre Xunqueiras. Dominga Domínguez e María Pérez, con outorgamento do seu marido, Pedro Calmele, doan a Gonzalo López Dózon o quiñón do casal na Eira dos Galos. 1379, novembro, 15. 1 doc. en perg., 180,5 x 220 mm. Galego, letra gótica precortesá. Sign.:29380/31."

Era de mil e cuatroçentos e XVII años, e qontados XV dias andados de novembro. Conusçuda cousa seia que eu Dominga Dominguez e eu Maria Perez con outorgamento de meu marido Pero de Calmele, que esta presente e outorga, damos a vos Gonzalo Llopez Docon o noso quinnon do casal e formaulle de Eyra dos gallos e de campo da Eyra dos Gallos en doaço, asy como doaçon pode seren mays firme e mays valledeyra entre vyvos para todo sempre. Testemoinas Fernan de Fumyneo e Llopo do Llago, Fernan Martines e Afonso Branco e outros moytos.

Eu Fernan de Lema, notario jurado por noso señor el Rey en terra de (Signo) Nemancos, a esto presente foy e confirmo e meu nome e sinal fece quee tal e.


Era de mil e quatroçentos e desa e sete anos e qontados XVI dias andados de novembre. Sabean todos que eu Elvyra de Castelo dou e doo en doaçon a vos Gonsalvo Llopez Docon, por been e defindymento que de vos reçebo, a miña leyra de sobre llavillera que topa en hun dos cabyçeyros en no mormirral e outro vay contra o llago e a mynna lleyra de Llagares que yat sobre llo agro de San Martiño de Funteyna et yat de soaao en sobre llomar et yat entre Fernan de Fumyneo e Gonçalo Eanes Doçon. E mays vos dou a meadade de tres marrdes que yat entre eyra dos Gallos et de Gonçalo Eanes a par da parrede de eyra de Gonsalvo Eanes e vem da parede da Seara ata o portall do corrall de Gonçalo Eanes. E esto vos dou con outorgamento do meu marrido, Joane Gonçales, que esta presente, e outorgo para todo sempre e que non aga poder de rovogar en vyda nen morte. Testemuños Roy Doçon, Garcia Gonçales, Fernan de Fumyneo, Garcia de Nemancos e outros moytos.

Eu Fernan de Lema, notario de Nemancos por noso señor el Rey, a esto presente foy e confirmo

e meu nome e sinal pono que tal e. (Signo)


Fonte. Achado por pesquisa específica no Arquivo do Reino de Galiza, dá este resultado sem informaçom contextual ou ligaçom para imagem do original manuscrito. O nome Torre Junqueiras alude ao lugar de onde os técnicos o levárom para o ARG.

Tamém de Torre Junqueiras procede outro pergaminho de 1363 (Sign.:29380/37) que recolhe um aforamento entre particulares. J. E. Benlloch del Río transcreveu-no nas p.16-17 de Nalgures VI (2010):

Era de mill et CCCC et hun anos et o quod XXII dias dabril, sabam todos commo eu Martin Peres dito Gordo, morador en Sarantes, et minna moller Marina Oanes, que presente esta, confesamos et outorgamos que avemos a seer parçeyros de pan lavrar de vos Johan Fernandes, fillo que sodes de Fernan Carnyçeyro de Mogia, et de vosa moller María Oanes e de vosa vos en o voso casal que vos avedes en a Villa de Sarantes, que he en a friguesia de San Giao de Moyrame, por termino de IX annos primeyros syguintes que se començaran por dia de San Miguell de setenbro primeyro que ven. A saber que vos avemos a dar a terça parte de quanto pan lavrarmos en a vosa herdade et quarta do millo, e avemos de lavrar quanta herdade vos teedes et avedes en a villa sobredita que iaz en a chousura do agro, et prometemos e outorgamos de vos non poer sennor a rostro en este termino et avemosvos a fazer çerviço duas veses en o anno, por San Miguell et por entroydo, et hunna colleyta quando partiredes voso pan e hun porquo ou XXX soldos, et avedes a min a dar por benfeytoria hun boy et hunna oytava de pan, hunna capa ou sayo de voso corpo ou hun pano que seia de a niingun, a qual benfeytoria confesamos et outorgamos que avemos ja en noso poder et en noso jur. Et eu Johan Fernandes et a dita minna moller et nosas vozes avemosvos de quitar da moeda et da fosedeyra e doutro juizo mao, a salvo dereitos de meyrim, et avemosvos de erger IIIIe casas en a dita villa en este tenpo sobredito. Et fiido este tenpo que vos Martin Peres et a vosa moller et vosa voz que vos vades con vosas avenças et con vosos corpos quitos et desenbargados de nos et de nosas voçes, salvo se deverdedes (sic) deveda sabuda, que nola pagedes ante que ende saades. Et esto se deve agardar ontre nos so penna de cc morabedís que peyte a parte que o non conprir a parte que o conprir et agardar, et a pena levada ou non levada ho praço seia firme et vala. Testemuyas Fernan Oanes, monge de Moyrame, Fernan Rodrigues de Donila? et Estevo Nunes et Joan Coseyro et Johan Alvares et outros

Eu Roy de Verdaas notario por dom Fernan Ruiaga? de Castro no sou (sic) lugar de Mugia a esto presente foy et meu nome et sinal y ponno tal (Signo).


Note-se a conversom de datas: no documento supra "Era 1417" -38 = ano 1379, no documento supra "Era 1401" -38 = ano 1363.

Florence and the Machine. Cosmic love @ KEXP