Boíssima esta explicaçom de P. Mendes a T. Mendonça via Priberam:

- Pergunta: (...) Qual é a forma correta: "para Carlos não lhe perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda" ou "para Carlos não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda"?

- Resposta: (...) trata-se de informação lexical (...) e para a qual não há regras fixas. (...)

(...) depende [de] (...) se o verbo selecciona um objecto directo (ex.:
comeu a sopa = comeu-a) ou um objecto indirecto (ex.: respondeu ao professor = respondeu-lhe) (...)

O verbo
perturbar, quando usado como transitivo, apenas selecciona objectos directos não introduzidos por preposição (ex.: a discussão perturbou a mulher; a existência perturbava Carlos), pelo que deverá apenas ser usado com pronomes clíticos de objecto directo (ex.: a discussão perturbou-a; a existência perturbava-o) e não com pronomes clíticos de objecto indirecto.

Assim sendo, das duas frases que refere, a frase “para Carlos, não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda” pode ser considerada mais correcta, uma vez que respeita a regência do verbo perturbar como transitivo directo.(...)



Nom queiramos o leísmo reinante/tolerado no castelhano (*le mató) para o galego (matou-no)

(Le mató ¿qué? ¿le mató el perro?)

*exemplos em El País

Máis información