BANCOS



INTRO





O nobel Krugman dixo em maio de 2012 que haveria umha retirada massiva do dinheiro dos bancos de Espanha e Itália para os levar para Alemanha (e tamém que Grécia sairia daquela do euro...). Nesta altura polo menos o que é a fuga de capitais desde o Estado está reconhecida.


Que os bancos som todos maus, a estas alturas, já o temos todos claro...


A questom é que nom podemos viver (facilmente) sem dinheiro (além de intentos de alternativas tipo landra, eco, galeuros, etc etc etc) e tampouco sem o guardar. Visto o escaralhamento massivo do tecido produtivo -e dos aforros- e o rol criminal da alta actividade financieira no choio, a pergunta que a todas nos assalta é: Onde pôr os meus "cartiños", se os bancos som parte do problema e nom da soluçom?


Hai umha componente prática/passiva nessa pergunta (como os pôr para nom os perder = para os proteger) e outra ética/activa (como os pôr para contribuir àqueles agentes contrários ao roubo do que somos vítimas = para os activar). Nom tenho resposta para nengumha das duas, só uns detalhes para partilhar a partir de conversas com meia dúzia de persoas.





VELHOS e GRANDES






Por começar por algum lado esta breve e caótica colheita de apontamentos, hai um tempo consultárom a um conhecido dum amigo sobre que fazer com um praço fixo que lhes ia rematar a persoas de mediana idade sem nengum conhecimento bancário especial. A situaçom que descrevia o meu amigo era comum: A gente tem medo, nom sabe que fazer, desconhece os condicionantes de qualquer produto bancário complexo, e nunca cambiou de entidade bancária. O que é mais, além disto, para os mais maiores, mover uns poucos miles de euros da sua conta, em localidades pequenas, pode supor umha experiência desagradável: Conhecem-te persoalmente, fam-che perguntas incômodas, etc.


A previssom da persoa consultada era netamente pessimista sobre a evoluiçom da situaçom, prevendo umha queda de entidades financieiras por etapas, até ficar "a curto-meio praço" apenas três grandes grupos a nível estatal: BBVA, Santander (co 'lastre' de Banesto) e Caixa Bank (La Caixa). A tese era que alguns deles nom só dependiam do mercado espanhol e assim safavam melhor. Acontece que persoas idosas podem nom terem oficina fisicamente próxima de nengum destes bancos, entom a sugestom consistia em deixarem na entidade exclussivamente o preciso para o pagamento das contas habituais (água, luz, etc) e -isto chocou-me- que retirassem todo o seu dinheiro do seu banco de toda a vida, levando-o para esses bancos mencionados, nomeadamente "melhor" repartindo-o entre os três (por aquilo de nom pôr todos os ovos no mesmo cesto).


O conselho era: "que nom busque fórmulas raras. Só praço fixo, como muito, e sempre com garantias absolutas de retirada dos fundos em qualquer momento, embora ser perdendo interesses".


Quanto à mecânica, os bancos destinatários, pola conta que lhes trai, já se encargarám de mover o dinheiro desde a antiga entidade, evitando as explicações persoais que podem pressionar o/a cliente/a numha localidade pequena.


Quanto aos contratos, as persoas maiores devem ir acompanhadas polos seus filhos para evitar enganos e confussões, melhor que lhe dêem por escrito os compromisos, e levar para a casa para ler de vagar antes de assinar nada.





em galiza: umha OUTRA CAIXA (é possível)?






Já falamos um pouco do perfil dumha persoa maior. Que acontece com os jovens, mais aventurados e arriscados? e se (como um amigo meu por motivos éticos) nom querem optar por esses três valores supostamente seguros?


A espoliaçom que sofrimos de todas as nossas caixas de aforros (porque eram nossas, e no-las roubárom) fai chamativo um detalhe menor: Existe aínda umha grande desconhecida, que é a Caixa Rural Galega, sociedad cooperativa de crédito limitada gallega com sede na rua de Montero Ríos nº 24, Lugo. Tal como descreve o seu web, é umha entidade de crédito suxeita a supevissom do banco de espanha. Da mesma fonte extrato e abrevio:


  • "En 1989, 23 Cajas Rurales crearon la actual Asociación Española de Cajas Rurales. Posteriormente se han incorporado otras 54 Cajas Rurales, dando lugar a uno de los principales grupos bancarios operativos en el sistema financiero español.

  • "Caja Rural es uno de los principales grupos bancarios operantes en España. Cuenta con más de 3.600 oficinas y 13.000 empleados y su gran solidez financiera y patrimonial se plasma en unos activos de mas de 59.000 millones de euros y unos fondos propios de mas 4.700 millones de euros.

  • "El sistema de banca por el que ha optado el Grupo Caja Rural se caracteriza por su descentralización operativa y por la aplicación del principio de subsidiariedad, desarrollado sobre la base del criterio de independencia jurídica y de decisión de cada miembro."



A reacçom diante da Caixa Rural adoita ser a mesma sempre "semelha interessante, hai que estudá-la". Conhecidos de conhecidos têm conta ali (persoas e associações) e de momento nom tenho notícia de queixa. Se te perguntas polos três produtos básicos (conta, nômina e fixo) aqui umhas notas:



  • Conta de poupança (a libreta de aforros de conta corrente de toda a vida): Só tem comissom de mantemento (6,01 €) se o saldo meio é inferior a 60,11 € no semestre de liquidaçom. Se é superior, hai. Nom existe comissom de administraçom.

  • Conta nômina (onde che ingressan a paga do teu trabalho): Mesmas condições que a anterior, mais adicionando nove transferências e nove ingressos de cheques grátis durante cada semestre de liquidaçom.

  • Praço fixo (com disponibilidade total sujeita a pago de interesses): Em caso de cancelaçom anticipada existe umha penalizaçom do 4% polos dias trascorridos desde o início da impossiçom até a cancelaçom, que nunca poderá superar o importe dos interesses devengados desde a data de constituiçom.



Entre os colegas comentam-me desta caixa que actualmente "é do mais interessante que hai. A nossa única caixa supervivente. De momento as cooperativas de crédito estám passando por baixo do radar, aínda que com estes governos entregados ao capital qualquer sabe... podem-che mudar as condições destas entidades tamém na noite para a manhã".


Outra persoa explica-me: "Eu abrim aí umha conta justo à espera de que funcione Fiare de maneira equivalente. Nom é que conheça grande cousa da Caixa Rural, só geralidades polo que di a gente. É umha cooperativa, federada ou algo assim coas demais caixas rurais do Estado. É pequena, baseada en Lugo e com um negócio mui tradicional, orientado a servir ao seitor agrário e gandeiro. Por este motivo, diz-se que está saneada e que nom se viu afectada pola léria da construiçom. De facto, está en expansom, abrindo novas oficinas por Galiza. Polo demais, acho que é umha caixa de aforros convencional (suponho que menos voraz que as grandes)".





BANCA ÉTICA?





A chamada banca ética é outra área que muitos aínda estamos a descobrir, aqui umha bitácora sobre o conto. Defini-la tem o seu aquel, assim que nom vou entrar além desse qualificativo co que se dota a si mesma -ou a dotam os demais-.


Umha das primeiras das que ouvim falar foi Triodos, asinha acompanhada de comentários negativos. Conheço três ou quatro persoas em Triodos, e umha deles di-me "fora dalgum problema de desmagnetizaçom do cartom corre muito bem", além de reconhecer que sabe que o fundárom uns antroposofistas. Outro conhecido incide nas críticas: "nom me chista nada polo seu vencelhamento fundacional coa antroposofia e o Rudolf Steiner" e passa-me esta ligaçom e esta outra.


Hai quem di que nem por essas, que qualquer entidade supostamente ética é um lugar menos seguro para depositar o poupado que a materializaçom desse dinheiro em forma física, nomeadamente em terras férteis, preferivelmente com umha casa de aldeia onde morarmos. Para quem opina assim, essa é a melhor opçom para os tempos que vêm.

Eu dera com este sítio sobre alternativas financieiras, mas um amigo opina que lhe parece mais confiável como referência este outro.





economia alternativa em GALIZA






Fum informado da existência de O peto, que se apresenta como umha "asociación sen ánimo de lucro (...) autoxestionaria" que "promove unha forma solidaria de aforro e de inversión ética a través de microcréditos a proxectos diversos".


Três dos meus próximos falam-me de Fiare, à que lhe falta pouco para "desembarcar como alternativa (até o de agora nom permitiam aforradores particulares)". Podes consultar perguntas frequentes e um decálogo informativo.


Aporto esta explicaçom que me fam chegar: "Estou aderido a Fiare, aínda que só sigo o processo de criaçom de longe, nom estou trabalhando directamente. Está-se desenvolvendo o grupo para o lançamento da entidade em Galiza. Conheço várias persoas mui metidas, companheiras na cooperativa de consumo Zocamiñoca). Acho se está a fazer um labor a conciência e totalmente de base, partindo do assentamento e a articulaçom real no território (se nom hai essa activaçom desde o sítio, Fiare nom se instala e nom procura a captaçom de fundos).


Justamente esta é umha das principais diferenças com entidades como Triodos, que nom responde a nengumha iniciativa de desenvolvemento endôgeno nem tem como objectivo nengumha activaçom social local, apenas capta clientes e presta serviços baixo determinados principios "éticos". Aliás, Triodos é dos seus donos, nom da gente; por exemplo, Triodos poderia ser propriedade do Banco Santander e simplesmente atender coa sua oferta "ética" a um segmento do mercado com tal inquedança (e um nom se inteiraria, claro); e cos benefícios fará o que os seus donos decidam.


Agora mesmo nom sei se Fiare funciona no Estado já como alternativa às funções das que um dispom com umha entidade convencional (movimentos, cartões, autorizaçom de débito periódico na conta bancária, etc), acho que nom, que por agora só se podem ter depósitos sem outras funcionalidades. Mais sim é um objectivo a curto praço. E, insisto, é resultado do trabalho de gente maiormente implicada em entidades cidadãs e movimentos sociais"
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outras





Mencionam-me Arç, a cooperativa catalã que funciona no campo dos seguros, entre outros e Coop57, cooperativa "de segundo grão": Pode haver entidades socias (cooperativas, ONGs, associações...) e persoas aderidas como colaboradoras, mas só dá serviços de financiaçom a entidades e nom a persoas (as persoas estariam contribuíndo cos seus depósitos a financiar o tecido social).