Cinemas da Corunha na minha infância

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

Hai só um século "ella fué á la Coruña" era correto. Atençom a essas letras: é, á (acentuadas), l (em minúscula).

Em relaçom ao topónimo da Corunha em castelhano, nom sei a frequência nem a norma disto, mas era habitual que o L só fosse em maiúscula quando abria título ou iniciava frase. No resto dos casos, ou se omitia ou ia em minúscula, segundo procedesse.

Surpreende que isto coincide coa norma que atualmente seguimos em galego-português: "estivem no Porto", "fum ao Porto", mas o topónimo é Porto, nom O Porto (e muito menos Oporto como escrevem em espanhol).

Analogamente, o topónimo é Corunha, sem artigo. Ex. "estivem na Corunha" (nom "em A" nem "n'A") Ex. "fum à Corunha" (nom "a A").

Tendo aprendida da escola outra norma, talvez nos resulte mais chamativo "levei algo para a Corunha" (nom "para A ").

Ao que sim se chega às vezes é a incluir o artigo que vai co topónimo nos mapas, a seguir, em minúscula e entre parénteses: "Corunha (a)".

@emgalego: "Outras normas do galego tomam o exemplo castelhano e fam o artigo parte do topónimo (A Coruña, O Porto, As Pontes...), mas isso causa hesitaçons à hora de usá-lo numha frase (Veño de A Coruña? Veño da Coruña? Veño d'A Coruña?). Já agora, o correto nessa norma é 'Veño da Coruña'."

Contudo, remitindo-me de volta ao início sublinho que, lendo documentos antigos, chego a pensar que ortograficamente o artigo frequentemente nom se tratava como parte do topónimo. Vamos ver dous exemplos, e nom dous exemplos quaisquer, senom de fontes especializadas em geografia.

No Diccionario Geográfico-Estadístico de España y Portugal (Madrid, 1826) escrevem Coruña como topónimo em espanhol (nom La Coruña).

Nas tabelas desse livro consta "Coruña". E nos textos redigidos o "la" precedente ao topónimo vai sempre em minúscula.

No Boletín de la Sociedad Geográfica de Madrid, tomo III, ano II, número 10, de outubro de 1877 (via prensahistorica.mcu.es):

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

Galicia, the garden of Spain

Galicia, the garden of Spain

Galicia, the garden of Spain
Fonte

The English Illustrated Magazine (11/1910)

Esquece Monelos: aquelas duas luzes no final do túnel

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

A primeira vez que concebim a possibilidade de matarem um rio foi -como nom- lendo um álbum de BD. "Brüsel", do mítico ciclo das "Cidades Escuras" de Schuiten e Peeters. Até esse momento nem se me passara pola cabeça tamanha aberraçom. Teria imaginado o hipotético: hai um rio? A cidade crescerá em todo caso arredor del, en todo caso aos seus lados... nunca por riba del. O rio é vida. Nom o esmagas, verdade? Mentira. O choque que me produziu "Brüsel" nisso permaneceria para sempre comigo.

Anos depois moraria na rua do rio de Monelos e passando polo baixinho arco da sua ponte de pedra contariam-me que sob os nossos pés ia aquel rio exilado ao subsolo, caladinho, castigado por nom se sabe bem que falta. Um curso fluvial cuja existência eu nem conhecia de menino, e que fum descobrindo segundo se começavam a partilhar por Internet fotos antigas da cidade e os seus contornos.

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

"Esquece Monelos" é a história desse rio da cidade da Corunha, dum dos rios destruídos em boa medida polo maldito "desarrollismo" dos 60 (dirá-se-me que me aferro ao romanticismo dum passado inexistente, que o rio causava muitos problemas e que encaná-lo e enterrá-lo era necessário; escusam fazê-lo).

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

Com umha claridade asinha posta sobre a mesa e o ponto justo de poesia e de olhada contemplativa, o que nos propom a diretora Ángeles Huerta nesta película é um caminharem colhidas da mão duas histórias: a primeira, a do próprio rio, desde o seu surgimento polo alto da Furoca -lugarinho que via de longe passando todas as manhãs durante a metade da minha infância- até chegar a água doce a se fundir coa salgada do mar. Entre ambos extremos, entre nascimento e morte, um feixe de vidas e lembranças.

A segunda história e a própria de quem supomos o pai da diretora, personagem quase elíptico porém essencial como motor do relato, enfrentado ao mal do alzheimer. A elegância coa que ambos fios, o do rio e o do senhor, se entrelaçam na tela do cinema há de dever muito à boa mão e bom olho na montagem de Sandra Sánchez, experimentada realizadora ela tamém. Nom quero deixar sem destacar tampouco a sobriedade e acerto do diretor de fotografia -Jaime Pérez- e a excelente companhia musical em toda a viagem -nom dou encontrado o crédito-.

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

A partir das duas linhas do conto obviamente hai umha sucessom previsível, mas mui lograda, de símiles, e por descontado poderosas metáforas, boa parte inerentemente vinculadas à memória e à perda desta, tanto a involuntária como a voluntária (que estragamos para o "progresso"? Vale a pena?).

Que umha história tam profundamente corunhesa seja narrada com tal classe, graça, emoçom (as velhas vizinhas de Monelos coas bagulhas ao lembrarem quando lhes guindárom as casas), pluralidade de perspetivas (as famílias ciganas expulsadas da Covela, o alcaide do tardofranquismo, o técnico-braço executor do projeto sem remordimento nengum, etc) e enfim, em conjunto com tal savoir faire cinematográfico-documental produze-me umha enorme alegria.

Porque esta é umha história com muita fealdade nela (a doença, a destruiçom natural, a ruína, o cimento, esses horríveis labirintos de scalextric que medram como um cáncer a partir da Avenida de Glasgow, que isolárom Sam Cristóvão das Vinhas, e que invadem tudo desde Meicende até Mesoiro) mas que apesar de tudo dá construído, a partir dos seus dous farois -o familiar/humano e o comunitário/natural-, um lindo monumento ao recordo, umha homenagem aos trabalhinos de quem nos antecedeu e a necessária e tam demorada recuperaçom dumha parte da nossa cidade, que nos roubaram sem pedir permissom.

E porque, como reza o lema do filme, "o que nom se di non fai parte da história".

E felizmente, aqui já se di, e di-se com tacto e beleza.

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

Os moinhos da Corunha segundo o Catastro de Ensenada (1752)

(...) un Molino Arinero del Biento sin uso (...)
(...) Las Azeñas del Puente Gaiteiro, o dela Palloza con nuebe Ruedas arineras de todo grano pertenecientes à Don Miguel Jazpe, y mas consortes, las que muelen doze dias del mes con el agua que sube delas Mareas, y encada uno catorze oras, y dan por Arrendamiento en cadaun año ducientos ochentayocho ferrados de trigo, setentaydos de Maiz, y otros setenta y dos de centeno =
Dos Molinos de Agua dulze con una Rueda cadauno, en el Lugar dos Moiños pertenecientes eluno a don Juan Antonio de españa, vezino desta ciudad, y el otro a dn. Joseph Pangou, vezino dela de Betanzos que muelen la quarta parte del año, y en cada dia y noche de este tiempo ocho ferrados de todo grano (...)


(A transcriçom do manuscrito é minha e quaisquer erros nela tamém)

Margens da Corunha segundo o Catastro de Ensenada (1752)

(...) Linda por L. [Leste] con el Rio y Puente llamada Gaiteiro que la devide con la feligresia de Santa Maria de Oza, por el Sur, con Feligresia de San Christoval das Viñas, y por el P. [Poniente] con la de San Pedro de Bismas, contando su termino desde el expresado Puente por el Rio arriva, asta el lugar de Monelos, y desde este à Parromeira, y desde alli alos lugares de Nelle, y Bioño, por la agra de Bragua, parte arriva de la hermita de Santa Margarita, y descendiendo desde esta sigue hasta el Rio que baja de San Pedro, y termina en el Lugar dos Moiños, y por el N. [Norte] con la thorre, y pradeyra de ercoles siendo como es Peninsula por estar porlas mas partes circundada de Mar como lo demuestra sufigura.


(A transcriçom do manuscrito é minha e quaisquer erros nela tamém)

Nom, Corunha nom é a cidade galega em que menos galego se fala

#corunhofobia de galeg(uist?)as em RRSS. Um clássico.

Em Ferrol e Vigo fala-se menos galego que na Corunha mas é esta a que leva a má fama.

Nom, Corunha nom é a cidade galega em que menos galego se fala

Nom, Corunha nom é a cidade galega em que menos galego se fala

#corusplaining a ti, que levas toda a vida morando ali.

Quando Corunha foi portuguesa

Quando Corunha foi portuguesa

Ontem cumpriu-se um ano da publicaçom deste artigo de Xosé Alfeirán, em que contava como durante quatro anos do século XIV, Corunha foi fiel ao rei Fernando I, em ocasiões referido, além de como rei de Portugal e dos Algarves, tamém como rei de Galiza. Segundo o relato o monarca foi recebido polos vizinhos da vila -ao inquérito "Hu vem aqui meu senhor el-Rei Dom Fernando?"-. Encabeçava-os o regidor Joám Fernandes de Andeiro, um nobre galego natural da parte de Cambre, que se vinculou ao reino luso. Hoje Alfeirán apresenta um novedoso e extenso trabalho sobre a Torre de Hércules atravês da história, centrado no período que vai do s. XI ao XVII.

No momento de escrever estas linhas páginas em galego e espanhol da Wikipedia dim literalmente -e de jeito equívoco, suspeito- que Fernando se "coroou" na Corunha. À sua chegada o rei mantivo en uso a Real Casa da Moeda da Corunha, acunhando moeda co símbolo por antonomasia da cidade, o faro romano. A página "Monedas gallegas" explica que entre os tipos de moeda acunhada se contam dous, chamados "de escudo" por apresentarem o português no anverso. Nun caso, flanqueado por duas estrelinhas, e sobre o mesmo aparece a Torre de Hércules entre aspas; noutro, mantém-se a Torre, mais os demais adornos som substituidos.

Para saber mais da numismática luso-corunhesa:

  • "Moedas da Corunha (carta a propósito das 'raridades numismáticas' do Dr. Batalha Reis" (Luís Pinto Garcia, 1949)

  • "A Torre de Hércules e as emissões monetárias de D. Fernando I de Portugal na Corunha" (Rui M. S. Centeno, 2016). Deste último procede a imagem supra, co pé de imagem "NUMISMA LEILÕES. Colecção Algarve - Parte II (Lote 65). Colecção Joaquim Fontes Pacheco"

  • Podemos ler os feitos referidos no seguinte relato do Chronicon Conimbricense medieval, tal como o dá España sagrada. Theatro geographico-historico de la iglesia de España (2a ed.) / . Tomo XXIII. Continuacion de las memorias de la santa iglesia de Tuy y collecion de los chronicones pequenos publicados, é ineditos, de la historia de Espana... (1799) de Enrique Flórez, recolhido pola sua vez na Gallica, a biblioteca dixital da Biblioteca Nacional de França [consulta 27-11-2017]:

    (...) el Rey D. Pedro de Portugal foise à Galizia è tomou Tuy, è Ourem, è Salvaterra, è Redondela, è Bayona , è à Chrunha, è outros Lugares muytos em Galiza, è fez bater sua moeda de prata , è douro, è na Crunha , è em Tuy , para pagar ò soldo aos que ò serviaõ , è nesto comeyos Fernaõ Dafonso da Camara , è Joaõ Affonso desse logo cada hum sobre si lhe vierom fazer vassallagem , è deram ahy à Cidade de Camera, è ganhou em esse anno Saõ Felices , è Valenza , è Alcantara , è outros muytos Lugares em Castella , è quando ò Anrique soube como ò ditto Rey D. Fernando era en Galiza, juntou suas gentes , è foise à Santiago de Galiza , è el Rey Dom Fernando era ja em Portugal , è veose entom ò Anrique à Tuy , è cercou-o , è tomou-o , è passou ò Minho , è veose lanzar sobre Braga, è tomou-a, è foise entom caminho de Braganza , è foi-a cercar , è filhou-a , (...)


Em janeiro de 1809 Sir John Moore morre na Corunha depois da batalha de Elvinha. Em maio do mesmo ano em Londres imprime-se esta gravura à memória do general. Conservam-se exemplares dela em diversas instituições como o Museu Nacional Marítimo daquela cidade ou na Biblioteca Nacional de Portugal. A imagem supra procede da primeira fonte, em versom mais luminosa, mas a segunda tem na sua página de Internet umha cópia de tom mais tétrico a maior tamanho digital, e nesta última podem-se apreciar melhor os detalhes.

Em conjunto a imagem, intitulada como vista desde o sul do alto próximo ao convento de Santa Margarida, resulta a um tempo familiar e estranha à olhada dum corunhês. A sensaçom é de que certas proporções estám alteradas, quase como se se tratasse dumha Corunha distinta ou recriada com licenças artísticas a partir da memória. Porém o texto inferior afirma que o original foi desenhado in situ, polo reverendo Francis Lee.

O texto inferior no original descreve, de esquerda a direita:
  • vista para o cabo de Fisterra [S],
  • aqueduto e gram estrada para Madri,
  • faro,
  • entrada a Ferrol entre os dous pontos de terra mais distantes,
  • Corunha, porto e cidadela,
  • aldeia e jardins,
  • forte de Sam Filipe,
  • montanhas galegas em direçom à baía de Biscaia [N].

Som inúmeras as perguntas que me surgem olhando.



  1. Sabia dos moinhos de vento em Monte Alto -quatro, se representam na ilustraçom- mas por que a Torre (1) se vê tam distinta da atual? Nom se supom que a reforma de Gianinni estava conclusa na altura de 1809?

  2. A que corresponde a casa (2) a pé do Faro?

  3. Havia umha guarita (3) no areal da Berbiriana, hoje conhecido como Matadoiro?

  4. O que é essa fortaleça no meio da enseada do Orçám (4)?

  5. O aqueduto parece ir direito desde Santa Margarida até o Orçám mas interrompe-se ali abruptamente? Polo lido, o aqueduto ia desde Visma até o atual Passeio das Pontes, entendo que depois do tramo conservado hoje (direçom grosso modo [W-E]) devia fazer um giro pronunciado ao [N] para enfiar em direçom da atual Avenida de Fisterra até o seu destino na fonte de Santo André, ao pé da igreja homónima.

  6. Havia um convento, como di o título da gravura, em Santa Margarida? Incidentalmente, é o moinho à direita da imagem completa o que se conserva ainda em pé no parque, próximo à rua Padre Sarmiento? No web da freguesia de Santa Margarida di-se que eram vários os moinhos no alto de Santa Margarida. Próxima estava a capela, datada em 1663 e que desapareceu, como tantas cousas na nossa cidade, nos anos 60.

  7. As bandeiras dos barcos no porto som as blue e red ensigns? Hai umha terceira bandeira? Qual é?

  8. O inscripto "Fort of S.t Phillip" é um erro? Refere-se à área dos jardins de Sam Carlos? Ao castelo de Santo Antom? Ao forte de Sam Diego?

  9. O inscripto "Village & Gardens" nom sei se se refere à zona da Pescadaria ou já ao tramo que vai para Sam Diego.

  10. Quanto à legenda "Aqueduct & great Road from MADRID", nom entendo como o autor associa o aqueduto a umha suposta estrada principal para a Meseta. Em todo caso imagino que o aqueduto acompanharia a direçom natural para Bergantinhos... mas o caminho natural para Madri -e por onde de feito entraria depois o ferrocarril primeiramente na cidade- nom seria polas Júvias?



Tenho tamém curiosidade por saber a que se correspondem as construções mais altas desde Monte Alto até o que depois tem sido o Hospital Militar: (a), (b), (c) entendo que compreendidas entre o Campo da Lenha e a rua Troncoso; (d), (e), (f) já na Cidade Alta: Santa Maria do Campo? Dominicos?

Sobre a microtoponímia corunhesa

Se a toponímia, e as fontes que sustentam umha eleiçom oficial de nome, é complicada, a microtoponímia mais, porque as referências som necessariamente mais escassas. Na Corunha dá a sensaçom de que está tudo por fazer dado que durante décadas (séculos?) sobre as vias e lugares imperou a deturpaçom quase absoluta.

Existe atualmente a polémica de se a avenida da Vedra, à que eu provavelmente lhe chame assim até que morra, se deve converter numha sorte de horrível scalextric a escala Godzilla ou assemelhar-se mais a um amplo boulevard que compatibilize veículos a motor, peões, ciclistas e esse bem marciano na urbe: árvores (som cousas altas com folhas verdes e os passaros pousam-se nelas). No debate público estám-se empregando duas formas de raiz popular do nome, A Vedra e Lavedra. Esta última coa premisa de que a forma aparentemente castelanizada nom era tal e que o La- inicial nom se corresponde co determinante anexado senom que fazia parte inseparável do topónimo. Gostaria de ter mais informaçom para ponderar, e só sei de partida o meu (nosso) hábito de lhe chamar e mais a cita que aporta a Wikipedia em espanhol e em galego:

Es conocida popularmente como Lavedra, resultado de la castellanización del lugar conocido como A Vedra, que se encontraba entre la Fábrica de Armas y el Barrio de Palavea.

Alfonso García López (2009). «Alcalde Alfonso Molina (avenida)». En Espacio Cultura Editores. Calles con historia.

Hoje mencionárom-me tamém um roteiro feito por Carme Sanjulián e Pilar García Negro nos anos 90 que emprega Lavedra, eu nom sei se se tratará daquel plano da cidade que tinha de miúdo, mas gostaria de saber quais som as fontes primárias para este caso concreto que comento.

Umha consideraçom puramente numérica, mas que pode nom ser determinante, é que o nomenclator da Xunta de Galicia nom mostra nada por lavedra (apenas Vilavedra, onde semelha claro que se juntam vila e vedra, que se entende vem do latim vetera, velha) e tampouco dá resultado nengum por labedra. O Dicionário de Dicionários da USC/ILG nom aporta nada que faga reconsiderá-lo.

Porém o nomenclator junteiro apresenta 141 (!) nomes que têm no seu interior a cadeia vedra, incluindo acidentes terrestres, augas, entidades humanas, nomes de terras e de vias. Literalmente A Vedra consta como acidente terrestre em Ribeira de Piquim e em Rio Torto (A Volta da Vedra, além dumha terra chamada A Vedra e outra As Vedras), em Pastoriça hai um lugar que se chama Moinho da Vedra, aparece tamém A Vedra em Trabada e na Ponte Nova.

Um escritor e jornalista cuja opiniom consultei perguntava-se se o nome da via como Lavedra derivaria do antropónimo, já repartido polo mundo, mas dá-me por pensar que nom é o caso e mesmo que o próprio apelido deve ser tamém castelanizaçom.

Nom som filólogo nem experto na matéria, só me interessa como cidadám (como usuário, diria por deformaçom profissional) e na medida em que projetos em que participo tocam tangencialmente essa questom básica de como lhe chamamos aos lugares. E é mui importante que depois de anos e anos de afazer-nos a dizer Avenida de Finisterre ou Calle Panaderas normalizemos as formas galegas: avenida de Fisterra ou, como gosto eu de dizer, a rua das Padeiras. Porque no caminho nom só se estandarizárom "cousos" como *Riego de Agua (desde neno entendim que era rego de regato, nom de regar) ou Calle Rúa Ciega, senom que se perderom os artigos que precedem naturalmente os nomes. Por exemplo colhes um ponto chamado a ponte da Passagem e subitamente parece que se chama *Puentepasaje, numha única palavra. No mesmo processo "fussionador" é frequente escreverem *Matogrande ou *Montealto, quando para mim os hai que escrever como o que som, duas palavras separadas em ambos casos, sustantivo e adjetivo, Mato Grande e Monte Alto.

O caso é que nos assaltam muitas dúvidas pola proscriçom que a fala própria sofriu durante tanto tempo das formas escritas e nom digamos já das formas legendadas nos indicativos, as "oficiais".

Agrela é um bom exemplo que aínda agora está tomando a via de se fixar. Durante muito tempo parecia que lhe chamávamos polos grelos e só agora, dacordo c@s expert@s, começa a se usar a forma que significa "agra pequena". Contudo estamos nas mesmas, eu entendo que sendo um sustantivo feminino nom devemos perder o "A" que púnhamos antes diante de *Grela. De maneira que o microtopónimo leve o artigo diante igual: se se opta por "A Sapateira" (A Zapateira na forma oficial), e nom unicamente "Sapateira", por que nom "A Agrela"? E igualmente nas formas compostas: i.e. "os veículos que passam pola Agrela", "a via que vem da Agrela". Um efeito colateral da castelanizaçom dos nomes vem quando cho "devolvem cambiado de gênero": A Agra do Orçám > El Agra del Orzán > *O Agra. Nooot.

Outro "clássico moderno" das dúvidas é o comumente usado Os Rosales. A construçom do "novo bairro" e do centro comercial a pé de (do?) Labanhou propiciou a que se fixara o topónimo em espanhol: Los Rosales. Um amigo que na época estudava Humanidades em Elvinha comentara-me que um professor lhes dixera na aula que o nome do lugar vinha nom das rosas senom de roçar o monte, Os Roçais (Os Rozais seria em norma oficial, mas segundo isso haveria que sessear: Os Rosais). As consultas neste sentido que tenho feito por vias diversas nunca me arrojárom luz sobre o particular, entom continuo sem saber por que se permite a terminaçom -ales quando os plurais em galego se fam em -ais. Isto perguntei à Xunta, sem resposta, que propom até quatro microtopónimos Os Rosales (além do da Corunha, em Cangas, Cambre e Ribeira de Piquim) e a câmbio, sete Os Rosais por toda a geografia galega. Nom entendo esta aparente inconsistência.

Incidentalmente em Portugal por exemplo só vejo um Rosais, umha freguesia nos Açores.

Outro detalhe que me contaram e que tenho ainda por confirmar é que a Calle Caballeros nom se devia de chamar assim senom Rua dos Alcavaleiros, porque ali era onde se pagavam as alcavalas para aceder à cidade, que nom tem nada a ver com cavaleiros. No tocante a nome de vias opino que seria fantástico poder incorporar de algum jeito ao roteiro da cidade os nomes velhos e populares. Por exemplo, a Costa da Uniom, que eu sempre pensara que era Pla y Cancela (assim o usam alguns negócios, de feito) mas que em vários meios jornalísticos locais se tem indicado que corresponde a Gómez Zamalloa.

Nomes já se têm recuperado, no nosso tempo: agora provavelmente todo o mundo sabe onde fica o Campo da Lenha, ou que a do Humor é a Praça dos Ovos e que Azcárraga era tamém a Praça da Farinha. Mas hai muito que recolher. Eu ainda soubem hai pouco que a Juan Flórez nos 60 lhe chamavam o Caminho Novo.

Obviamente nisto tudo, dito figuradamente, estou pensando em voz alta e presentando dúvidas e possibilidades, nom sentando cátedra. Insisto em que provavelmente eu continue usando A Vedra, igual que nom me vejo dizendo algo distinto a Praça do Toural: hai anos em Compostela dixeram-me que havia umha tese segundo a qual se devia chamar Praça Doutoral por mor de nom sei que ritual que faziam os licenciados em medicina (?). Tamém se dizia que a forma correta era Praça do Toral, que nom era um castelanismo.

Diversas das cousas que comentei aqui as consultei em distintos momentos coa Junta, com SNLs e com filólogos e em geral nunca dei, a verdade, com respostas claras.

Eu tenho mais perguntas que respostas, mas gostaria de poder contribuir a umha aportaçom positiva nesta recuperaçom. Afinal fai falta umha posta em comum de fontes, um debate e a assunçom dumha forma autóctone como referência principal. Depois que cada quem lhe chame como lhe pete.

E se o Depor quixesse alinhar a Verónica Boquete?

O futebol jogado por mulheres nom dá dinheiro porque nom se inviste nel é umha obviedade e gostaria que fóssemos um bocadinho mais adiante que umha premisa tam simples. Sobretudo porque qualquer cousa na que se invista escassamente é provável em geral que dê pouco dinheiro e atraia pouco interesse. Mas se falamos de desportos, e mais precisamente de desporto profissional, essa regra de ouro se pode aplicar a qualquer disciplina: por exemplo eu podo afirmar que as traínhas nom dam dinheiro porque nom se inviste nelas o que se deveria. O que é mais, nom é só questom de investimento de dinheiro senom tamém de investimento monetário indireto (ou direto em outras cousas, como o tempo de cobertura informativa e o apoio simbólico por parte dos poderes públicos): quero dizer que se jogos desconhecidos para o gram público fossem devidamente promocionados polos canais televisivos -já nom digo mais, mas polo menos os públicos- o seguimento deles cresceria. Neste sentido, temos um caso de atençom nos desportos tradicionais em Euskadi.

Eu estimo os desportos e especialmente o futebol, mas hai dous rasgos cos que nunca acabarei de estar de acordo. Primeiro, a excessiva mercantilizaçom derivada da loucura económica que rege os grandes jogos (subscrevo o lema Odio eterno ó fútbol moderno que lhe vim luzir aos Riazor Blues), e com ela, a máfia do traspasso de jogadores, das apostas ilegais, dos amanhos, do amparo das grandes esquadras em detrimento das pequenas, da ludopatia derivada das apostas legais em Internet, e mil cousas mais. Segundo, a separaçom por sexos, como se na vida homens e mulheres nom pudéssemos fazer o que for juntos e mesturados. Que é isso de que, se umha equipa de primeira divisom quer alinhar umha mulher nom o poda fazer por proibiçom expressa? Que classe de estupidezes assumimos como normais nesta altura do século XXI? Porque a segregaçom por gêneros é umha herdança cultural rância a extinguir, e os desportos -mais, outra vez sim, os profissionais- modelos de conduta para a sociedade à que se limitam a entreter (outro dia se quereis falamos do panem et circenses). Como consequência, o uso que se fixer dos jogos públicos responde à filosofia material (o físico das persoas, a sua saúde, a prática de exercício, etc) e imaterial (a conduta particular, o comportamento social) que com eles se queira promover... e aí colhem verdadeiros antagônicos.

Abstenho-me de entrar no argumento (falaz?) que nos gravárom a fogo desde a infância de que os homens som mais fortes que as mulheres e em qualquer jogo misto as equipas escolheriam sempre os primeiros, ou que num jogo de tenis a nº1 do mundo nunca poderá bater ao nº1 do mundo. O feito é que existe discriminaçom por sexo no desporto e, em particular, no futebol profissional e amador, como descreve J. Oriol da Faculdade de Direito da U. Pompeu Fabra. Assim que me centro no que me parece fundamental: que nom se pode fazer, que está proibido (WTF), independentemente do nível de acerto que os machistas aprioristas fixarem para segundo quais disciplinas... O que me importa e me molesta é esse recorrente fenômeno cavernário polo qual a umha menina ou a umha moça se lhe proibe jogar coa sua própria equipa, algo inaudito que só um ente saído das tebras dos tempos, neste caso a Real Federación Española de Fútbol, poderia concebir como justo e ajeitado. Claro que, que vamos aguardar de um país em que o dinheiro público sostém a educaçom privada em geral, e a educaçom privada segregadora por gêneros, em particular.

Entom sim, aqui investe-se pouco em futebol feminino e assim um talento de escala internacional como a compostelã Verónica Boquete acaba trunfando em equipas dos EUA, Rússia ou Suécia, quando paradoxalmente de miúda nem sabia da existência de competições de alto nível para mulheres (lógico ignorá-lo! quando se viu tal cousa na TV?).

O panorama é tal que nem conhecemos a nossa própria história, a história das nossas mulheres: na cidade da Corunha, na década dos 20 do s. XX houvo umha porteira mui popular que jogava em equipas masculinas, chamava-se Irene e chegou a dar nome à sua própria esquadra. E quantos sabemos que a primeira liga que ganhou o Depor... foi a feminina? O Karbo Deportivo estava considerado nos primeiros oitenta a melhor equipa a escala estatal.

E se o Depor quixesse alinhar a Verónica Boquete?

Hoje em dia existe a competiçom para senhoras, co seu próprio Barça ou Athletic, mas no relativo a meter-se em assuntos de homens atualmente nom se chega ao caso da porteira Irene de hai cem anos: apenas hai mulheres no rol de juiza (caso de Amy Fearn) em jogos de homens ou de treinadora (a experimentada Helena Costa anunciara-se tamém para esquadra masculina em França, mas ela renunciou). E apesar de o jogo em si estar aínda vetado, o sexismo continua ensinando o dente, quer por comentários contra mulheres em rol de árbitro (caso da inglesa Sian Massey) quer no de fisioterapeuta (a gibraltarina Eva Carneiro empregada no Chelsea).

Apesar de tudo, as mulheres querem jogar ao futebol, nom em vam de 1994 a 2008 em Galiza passou-se de seis a quarenta e umha equipas. Embora a finais dos 90 se anunciar a legalizaçom do futebol misto -unicamente nas competições organizadas pola federaçom autonômica- os jogos juntos parecem na prática relegados a convocatórias nom oficiais, como a que honrou a seleçom nacional de Galiza fronte ao Sahara hai um par de anos, incidentalmente coa própria Vero Boquete como convidada estrela. No plano cotiám, mesmo no hipotético caso de que, apesar das facilidades legais, as mulheres preferissem jogar com mulheres e nom com homens, tamém estaríamos, na minha forma de ver, diante de um problema cultural a superar.

E se o Depor quixesse alinhar a Verónica Boquete?

E nom, nom pensemos que o problema da segregaçom é único do Association Football, porque a autoridade do gaélico diz-se-que o de homens e mulheres juntos o havia que ver (consulte-se fútbol gaélico en Galicia e Peil Abú)... só resta dizer que viva a Liga Gallaecia ^__^

(E nom, nom pensemos que o machismo só existe nos jogos físicos: nos desportos eletrónicos tamém campa a discriminaçom, a violência verbal e a segregaçom por sexos)

Farto dos arvoricidas compulsivos

Farto dos arvoricidas compulsivos


Enfermidades, "escasso valor", "necessidade" imperativa de aínda mais obras para aínda mais garagens subterrâneas (imagina a quem beneficiam)... qualquer pretexto é bom para o concelho da Corunha talar árvores. Desde hai anos e anos esta compulsom repete-se sem parada: se no Oeste a lei era primeiro disparar e depois perguntar, os Senhores da Motosserra municipal primeiro cortam e depois perguntam. Ou que digo, nem isso, cortam e morra o conto. Esta semana, ao ver cair mais outra meia dúzia de exemplares que bem conhecia, voltei a cagar-me neles. Nos que desde Maria Pita tecem umha cidade aberrante de centros comerciais e furados no solo a ver se colhe um carro mais. Mesmo sem falar da atual desfeita da Marinha, lembro como baixo o escuro manto dos três últimos presidentes da câmara municipal desaparecerom plantas entranháveis, caso das que faziam fila na via de Alferes Provisional, e outras que a mim me fascinavam, anciãos próximos como os que a pé da Porta de Ares faziam curva na rua da Mestrança ou aqueles gigantes que se erguiam no alto da agora mal chamada Praça do Tebeo, acesso à cidade do antigo caminho -aínda empedrado- de Carvalho. E nem tenho umha má fotografia deles para os lembrar... oxalá alguém a tenha em algures...


A Cidade Velha, Beiramar, Os Castros, a Agra do Orçám, A Gaiteira... nom hai zona que fique a salvo da loucura polo cemento e o ódio polas árvores. O desprezo polas zonas verdes é pura ignorância e mais ao tempo que a especulaçom manda e impera. Quanto mais deveríamos respeitar e adequar as intervenções urbanas às árvores, mais na medida da sua idade, se tivéssemos algo de sentido e sensibilidade. Infelizmente, em corrup-politica-trapalhada-lândia toda zona verde é suscetível de que algum construtor cementeiro a destroce a câmbio duns euros. Lamentáveis intervenções em áreas que deveriam ser escrupulosamente respeitadas, como a Universidade Laboral em Colheredo, deixam claro que esta febre polo progresso e o aproveitamento mal entendidos ameaça desde qualquer município, nom só desde o corunhês. E um pergunta-se: tem que ser isto assim por força?


Farto dos arvoricidas compulsivos


Estas cerdeiras som impressionantes e a história atrás delas nom menos. As árvores centenárias forom deslocadas da sua ubicaçom original ao se construir umha pressa de água. Porque os vizinhos dos lugares atingidos assumiam a perda das suas moradas... mas nom das árvores centenárias que acompanharam os seus antergos desde gerações imemoriais. E o que se fijo foi desenvolver um trabalho de engenharia complicado para lograr dar-lhes um novo local e que a auga nom as fixesse desaparecer igual que assolagaria templos e aldeias. Para que, ao agromarem coa chegada da estaçom das flores, a comunidade celebrasse -como manda a tradiçom, à sua sombra- a continuidade e a natureza.


Havia de ser aqui! "Paliadora", motosserra e tira milhas.


Se Galiza tivesse passaporte próprio, na capa deveria ler-se República de Husqvarna.

        D'o mar pol-a orela
      mireina pasar,
      n-a frente unha estrela,
      n-o bico un cantar.
        E vin-a tan sola
      n-a noite sin fin,
¡qu'inda recéi pol-a probe d'a tola
eu, que non teño quen rece por min!

        A musa d'os pobos
      que vin pasar eu,
      comesta d'os lobos,
      comesta morréu...
        Os osos son d'ela
      que vades gardar.
¡Ai d'os que levan n-a frente unha estrela!
¡Ai d'os que levan n-o bico un cantar!


Manuel Curros Enríquez
Á Rosalía
en Obras escogidas
Aguilar (Madrid, 1956)


Hoje foi o 162º aniversário de Curros. Inimaginável atualmente umha homenagem a um poeta como se lhe rendeu na Corunha ao passamento del, "unha multitude de máis de corenta mil persoas no que foi, probablemente, o maior cortexo fúnebre na historia de Galicia." (RAG)



Imagem da comitiva fúnebre passando por Rego de Água

Mondo ful

Corunha vai caminho de se converter num catálogo de horrores desde El Puerto a Marineda City. E agora resulta que nom hai dinheiro para manter tanto monstro.

E logo alguém era tam ingênuo para nom saber que isto ia acontecer? Nom penso que ninguém nos surpreendamos.

O que o artigo de El País nom acerta a abordar é o aspecto essencial do negócio a priori, isto é: o que hai atrás dumha manobra destas dimensões e de que maneira a economia especulativa fai a sua caixa antes destes macro-horrores abrirem.

em quanto a cidade se esvazia de populaçom e de lojas, convertendo as ruas ateigadas de baixos comerciais fechados em cenários dignos dum filme de zombis, e desintegrando assim o tecido comunitário e de serviço, os powers-that-be tentam concentrar em áreas específicas essa absurda fussom do consumo e o ócio.

Porém, mesmo quando o consumo desce abruptamente por culpa da acelerada concentraçom de riqueza e da expansom massiva da miséria entre o comum do povo, nom vam ser os grandes investidores os que perdam dinheiro na 'falhida jogada': esses já tinham tudo ganho antes de que as portas do Disneyworld abrissem o primeiro dia.

Como pesquisar conteúdos em Europeana

Como pesquisar conteúdos em Europeana

Antes de nada umha advertência. Algumhas instituições culturais têm por hábito -nom sei se por temor a usos nom autorizados-, oferecer conteúdos de imagem estática apenas em miniatura ou bem com umha molesta marca de água sobreimpressa.

Quando o material está no domínio público (o que adoita ser o caso) e especialmente quando se trata de entidades públicas, é algo que nom me entra na cabeza... mas é assim.

Europeana, a biblioteca digital europeia, serve cada elemento no seu repertório com um enlace para a entidade fornecedora original.

Dessa maneira, seguiremos a cadeia de ligações até encontrarmos o resultado desejado -quando se puder-. Até entom, iremos tipicamente passando por umha sucessom de esquemas descritivos (metadados tecnicamente estruturados) que podem ter maior ou menor proximidade da linguagem natural... e maior ou menor interesse para um usuário nom especializado.

Alternativamente, tamém se pode provar a pesquisar directamente nos sites das entidades participantes, como a BNE ou os Arquivos Estatais.

p.ex.

http://bibliotecadigitalhispanica.bne.es/R/51I9RHU37QRL2SL16KGVFE9J92QAENAP3814UVIH2QVVUBSMLT-01672?func=results-jump-full&set_entry=000001&set_number=000151&base=GEN01
onde o primeiro link a jpg falha mas o segundo dá o seguinte:
http://bibliotecadigitalhispanica.bne.es/view/action/singleViewer.do?dvs=1348129674855~105&locale=es_ES&VIEWER_URL=/view/action/singleViewer.do?&DELIVERY_RULE_ID=10&search_terms=coru%C3%B1a&adjacency=N&application=DIGITOOL-3&frameId=1&usePid1=true&usePid2=true



Nom é inusual que para pesquisar imagens em Europeana haja que seguir muitas ligações.

Vejamos um exemplo:

  1. Vamos a http://www.europeana.eu e entramos na caixa de pesquisa a palavra coruña (corunha dá-nos resultados igualmente válidos)
  2. Depois, na caixa de cor de cinza à esquerda de http://www.europeana.eu/portal/search.html?query=coru%C3%B1a escolhemos p.ex. IMAGE para pesquisar só conteúdos de imagens estáticas
  3. ... o qual leva para http://www.europeana.eu/portal/search.html?query=coru%C3%B1a&qf=TYPE:IMAGE
  4. Esta página-índice visual contém, entre outras a miniatura inferior esquerda, que calcando leva para http://www.europeana.eu/portal/record/09407a/23F950F9BA1F166127C497D7F101E8CDCF11EE92.html?start=9&query=coru%C3%B1a&qf=TYPE:IMAGE
  5. ... a qual liga (calcando na imagem) para http://bvpb.mcu.es/es/consulta/registro.cmd?id=408041 (este é o momento quando passamos de estarmos na própria Europeana a visitarmos o site da entidade de patrimônio que contribui ao catálogo de Europeana)
  6. O anterior endereço (calcando na imagem) liga para outra página quase em branco,
  7. ... que à sua vez nos guia (calcando no icone do disquete) para http://bvpb.mcu.es/es/consulta/registro.cmd?id=408041
  8. ... e que tem na palavra "Descarga" o link http://bvpb.mcu.es/es/catalogo_imagenes/download.cmd?posicion=1&path=7374
  9. ... o qual (finalmente!!!) dá o ficheiro SG. Ar.E-T.3-C.3-85.jpg de 95,53 cm por 132,77 cm, com 100 pontos por polegada de resoluçom.


É interessante comparar o ficheiro descarregado (olhando algumhas partes del ampliadas umha vez está no nosso computador), co nível de detalhe que permite a aplicaçom em linha para visualizar, nos casos em que esta última existe -o que é frequente-. Um exemplo de visualizador em linha, na seguinte captura de ecrã.

Como pesquisar conteúdos em Europeana

Toponímia:

a. Plaza Vieja
b. Pescadería
c. Castillo Sn. Anton
d. Id. de Sn. Amaro
e. Batería de Praderas
f. Torre de Hércules
g. Monte alto
h. Riazor
i. Sta. Margarita
j. Barrios de Garas y Sta. Lucía
k. Muelle de la Palloza
l. Castillo de Sn. Diego
m. Puente Gaitera
n. Monelos
o. Sn. Pedro
p. Mueiro (?)
q. Casa de piedra
r. Sn. Cristobal
s. Elbina
t. Eiris
u. Castillo de Oza
x. Sta. Maria de Oza

C'E'. Ciadama

y. Pasaje
z. Palabea de abajo
a'. Palabea de arriba
b'. Portazgo
c'. Deans (?)
d'. Burgo
e'. Bilaboa
f'. Castro.
g'. Bioño
A. Alturas del Peñasquedo
B. Monte Mero
C. Alto de Sta. Margarita
D. Monte y vijia de Sn. Pedro
E. Altura del Castro
F. Cordillera de Area
G. Alturas de Sn. Cristobal
H. Puerto y bahía de la Coruña
I. Horzan
J. Ria del Burgo
K. Islas de Sn. Pedro
L. Peñas de las ánimas
M. Peña de los Ingleses
N. Barrera del Pasaje
O. Arroyo de Riazor
P. La Silba

pintada corunhesa

pintada corunhesa