Hoje dizia 1 ministra q 85% d famílias 'monomarentais' som mulheres com filh@s

Em pequeno estudo q tou fazendo hai 200 anos eram o 100%

Desde entom para acó, dous exemplos:
J. nasceu em 1875.
F., sua nai, tivo-o como solteira.
F. pola sua vez era filha de M, =mente nai solteira.

S. nasceu em 1903. Seu pai E sua nai foram filhos de solteira.

(NB. Nom se podem assumir causas paternalistamente: gente podia nom ter pai x n motivos. Pq era casado, pq nom reconhecia, pq era crego...

entom sim, havia filh@s trás da silveira, obviamente, mas tm havia voluntariedade: que queriam filh@s mas nom um/*esse* homem.)

Total, às vezes parece que só agora se "inventou a pólvora", mas lembrai: os/as antig@s podiam ser mui modern@s...

... e em contornos rurais podiam ser muito + tolerantes com famílias com 1 único progenitor(a) que em sociedades urbanas/posteriores (!).

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Choiando num projeto, fascinado x apelidos infrequentes.
Se os levas és um tesouro!
.gz/.es: INE
Fornelinho/Forneliño: 0
Limideiro 50

A escrita condiciona muito: a forma que entendo castelhanizada Hermo é bastante frequente mas co apelido Ermo só nos ficam sete persoas!

Porém nom sempre a forma galega foi relegada: Vieites ganha-lhe em termos absolutos a Vieitez

Às vezes os mapas falam.
Silvarinho/Silvariño: 105
O seu mapa do INE parece contar umha história bastante concreta



A extinçom que vem?
Brenlhe/Brenlle: 10
... todas com el como 2º apelido
(todas na prov. da Corunha)
NB: a forma Brenlla está + forte.

Nom frequentes: Arantón, Rieiro, Camafreita, ... Aparentemente desaparecidos: Pantiñobre, Corposanto, ...

Tenho 1 Deaes (sic) q suponho atualmente seria:
Deães .pt
Deáns .es INE dá quase x : em total 19
dos quais, 16 nascidos fora d .es

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Ou o contamos nós ou ninguém o fará

Ou o contamos nós ou ninguém o fará

Esta madrugada acabámos o livro. Ainda estaremos dias retocando cousas mas é a primeira vez que o "vejo" completo. Em abril tem que estar na rua.

Foi crescendo de jeito mui orgánico. Algo imprevisto, realmente. Nom contávamos com que acabasse sendo o que é. Modesto mas jeitoso.

Começava tendo um foco de atençom concreto mas afinal abriu-se, ramificou-se. Acabou sendo umha mestura de história local, de divulgaçom patrimonial, de livro de memórias, de pequeno álbum fotográfico e tamém um exercício de evocaçom nostálgica familiar e -tam ou mais importante- comunitária. Sem que nengumha das componentes se imponha sobre as demais, o que me parece um equilíbrio bem interessante, e do qual o conjunto sai altamente beneficiado. Algo caótico; provavelmente heterodoxo do ponto de vista académico, mas pouco me importa porque vai ateigado de vida e isso é mais importante que qualquer outra valoraçom.

Acho que alá vam gostar. E que fora tamém, quem lhe quadrar de o ver. É agradável de ler e tem atrás muito trabalho, de Xosé sobretudo entrevistando o persoal e de Manu compondo no desenho. Ambos, aliás, conseguirom peças fotográficas de inegável valor histórico. Cousas das quais eu levava toda a vida ouvindo falar e nunca vira, como a Torre ou a Calçada.

O testemunho de Andrés foi essencial para reconstruirmos o papel central de Severiano e Rosalía fijo um monte de apontamentos interessantes. Meu tio o Covelo igual. Benedita aportou descrições enriquecedoras, e nem todas colherom, por falta de espaço; ficam para outra.

Alguns som mais meus e outros menos, mas trabalhei muito em absolutamente todos os textos do livro. É um labor coletivo, de esforço conjunto, mas ao mesmo tempo é um dos livros que sinto mais próprios dos que tenha feito e estou mui orgulhoso del.

Cada época de bonança material diria que tem entre as suas missões fixar a memória de quem precedeu sem a poder legar mais que oralmente. Eles e elas nom tiverom ocasiom mais que de fazer, nom puderom muito contar. E isso conleva que, se nom o pomos por escrito ou o trasladamos a outro suporte, numha geraçom polo meio corre o risco de se perder para sempre. Confio que nós, nesta altura, cumprimos essa nossa parte em resposta, como homenagem e gratitude.

E espero e desejo que os trinta a quem se dedica o saibam valorar, porque quem me dera a mim de miúdo ter algo assim para ler e descobrir o que nom nos vam contar em nengum outro lado.

Aquilo que, ou o contamos nós, ou ninguém o fará.


Pois umha das cousas que mais mágoa dá trabalhando com arquivos fotográficos é dar com imagens de persoas que já ninguém identifica, nem sequer os seus descendentes. Porque já faleceu quem escreveu no reverso "Recuerdo de mi querido padre" e nom podemos partilhar com essa persoa desaparecida mais que o sentimento por aquela outra. Afinal, todos desaparecemos e tamém a lembrança da nossa existência, mas um nome, umha data, som pequenos fios que nos unem a quem nos precedeu e, se quadra, a quem nos suceder.

Galegos em Castela

O arquivo avança.

Galegos em Castela

©

Bravo, bravíssimo

Bravo, bravíssimo

O outro dia, precisamente a conta dumhas fotos, comentava-lhe a um conhecido que opino que sempre houvo velhos mui modernos e tamém jovens mui râncios. Hoje descobrim que todo um arquivo fotográfico profissional no que se recolhia a memória familiar de incontáveis persoas foi destruído polo estúdio responsável em 1995. Um labor de décadas guindado ao lixo, sem mais. Em 1995. Um pensaria que na altura já teríamos a cabeza um pouco melhor equipada como para estas cousas.


Porém, que é o melhor do assunto? Que a modernidade estivo antes e nom depois: o senhor que o levava antigamente atuara dum jeito louvável. Articulou um espaço ventilado e com bom acondicionamento para a conservaçom física do produto do seu trabalho em casamentos e outros atos sociais. Conservava os negativos. Fazia -isto já é finura- umha cópia de segurança por cada imagem, por se era mester recorrer a ela, e nom a destruía até passados cinco anos. Tenho visto entidades de envergadura proceder de modo infinitamente mais chafalheiro.


Todo isto fazia o senhor antes das ferramentas informáticas, antes de que o conceito de backup fosse tam comum, antes da gestom digital dum arquivo fotográfico.


E entom vem a nova geraçom, a que se supom mais estudada e com mais conhecemento, a que deveria ter a perspectiva ulterior de valorar a relevância desse fundo em termos históricos, etnográficos e antropológicos -já por nom falar da pura memória própria dum país e do valor afetivo-, e diante dum trabalho de tales dimensões o único que sabe fazer é destruir.


De verdade. Eu nom sei para que vos molestastes em ir à escola.