Pouco mais de cem páginas. Prodigioso exercício de literatura autobiográfica. Dos melhores livros que tenha lido nunca.

Reading booth (unstaged)

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Este ano relim "Memorias dun neno labrego" na ediçom de Biblioteca 120 porque era a que tinha a mão. Semanas depois, coincidiu de feito após o passamento do próprio Neira Vilas, vinherom-me coa nossa velha 3ª ediçom, a que me leram tendo eu seis, sete anos nos primeiros oitenta. No meio, guardadas, várias cartas da correspondência que mantivemos naquela década, quando o autor ainda morava na Havana.



Naquela ediçom, de 1971, maravilhosa a arte de Díaz Pardo acompanhando o texto, impresso -diríamos hoje- à velha usança.

Reading booth (unstaged ;-)

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 Unha memoria mineral recorda:
o túnel cara á morte,
o medo esborrexendo,
o estrépito da ira;
mortos arreo e con todo o posto
unha hora antes das primeiras luces.

 E aínda houbo valor para outros días.