Os moinhos da Corunha segundo o Catastro de Ensenada (1752)

(...) un Molino Arinero del Biento sin uso (...)
(...) Las Azeñas del Puente Gaiteiro, o dela Palloza con nuebe Ruedas arineras de todo grano pertenecientes à Don Miguel Jazpe, y mas consortes, las que muelen doze dias del mes con el agua que sube delas Mareas, y encada uno catorze oras, y dan por Arrendamiento en cadaun año ducientos ochentayocho ferrados de trigo, setentaydos de Maiz, y otros setenta y dos de centeno =
Dos Molinos de Agua dulze con una Rueda cadauno, en el Lugar dos Moiños pertenecientes eluno a don Juan Antonio de españa, vezino desta ciudad, y el otro a dn. Joseph Pangou, vezino dela de Betanzos que muelen la quarta parte del año, y en cada dia y noche de este tiempo ocho ferrados de todo grano (...)


(A transcriçom do manuscrito é minha e quaisquer erros nela tamém)

Margens da Corunha segundo o Catastro de Ensenada (1752)

(...) Linda por L. [Leste] con el Rio y Puente llamada Gaiteiro que la devide con la feligresia de Santa Maria de Oza, por el Sur, con Feligresia de San Christoval das Viñas, y por el P. [Poniente] con la de San Pedro de Bismas, contando su termino desde el expresado Puente por el Rio arriva, asta el lugar de Monelos, y desde este à Parromeira, y desde alli alos lugares de Nelle, y Bioño, por la agra de Bragua, parte arriva de la hermita de Santa Margarita, y descendiendo desde esta sigue hasta el Rio que baja de San Pedro, y termina en el Lugar dos Moiños, y por el N. [Norte] con la thorre, y pradeyra de ercoles siendo como es Peninsula por estar porlas mas partes circundada de Mar como lo demuestra sufigura.


(A transcriçom do manuscrito é minha e quaisquer erros nela tamém)

Dia das Letras Galegas: lugares de nascimento

O evangelho segundo Maria de Magdala

O evangelho segundo Maria de Magdala

A autora deste livro é umha teóloga estadounidense. O seu estudo dum evangelho apócrifo (leia-se "oculto" e nom "falsificado") centrado na figura de Maria Madalena vai além da análise unipersoal e dá pé a umha valoraçom global dos primeiros séculos do cristianismo em clave de gênero.

A leitura que se fai desse antigo escrito, do qual apenas se conservam fragmentos, nom deixa em bom lugar a vários apóstolos, especialmente Pedro, polo seu caráter (irascível) e prejuízos (machistas).

In the Gospel of Mary (...) Peter (...) models what the spiritually underdeveloped person is like: fearful, arrogant, jealous, ignorant.


The conclusion of the Gospel of Mary leaves the reader with little confidence that these disciples, especially Peter and Andrew, will be able to preach the gospel of the Realm. And since, as we have noted, the Gospel of Mary questions the validity of apostolic succession and authority, it is little wonder that later orthodox theologians, who founded their own authority upon apostolic reliability, would decry the Gospel of Mary as heresy.


Assinala-se Maria como a discípula mais avançada de Jesus. Se nom lembro mal o ensaio fala de sete homens e cinco mulheres como primeiros seguidores del, sem distinçom por sexo. Quem sabe se daí nasce umha tradiçom que séculos mais tarde perviviria cos mosteiros medievais dúplices.

Clearly Mary is spiritually more advanced than the male disciples; because she did not fear for her life (...) and did not waver at the sight of him in her vision (...) Pagels suggested that the Savior's injuction was written specifically against Paul's attempt to silence women (...)


A conclusom é que o papel e a presença das mulheres na igreja original foi apagada ou deixada num segundo plano e que nesse contexto de reelaboraçom do relato Maria passa de ser umha profetisa a umha prostituta.

Yet in every century, from the first to the twenty-first, women's leadership has been opposed. The attempts of some of their fellow Christians to exclude them from roles as prophets, teachers, and preachers must have been a bone of contention, even as it is today.


Os escritos dos primeiros tempos do cristianismo após Jesus morrer som dumha época de transmissom oral de feitos e de lendas. Resulta arbitrário dar legitimidade a priori a uns escritos e negar-lha a outros. Jesus nom escreveu o que ensinava, daí que todas as fontes da mesma época (ss. I-II) som, por definiçom, secundárias. Imagino que o ideal é conhecer todos os escritos para poder valorá-los em conjunto e individualmente. Além disso em termos científicos, tanto o estilo como a dataçom material quando se conservam restos físicos será essencial à hora de valorar autenticidades.

When Jesus died, he did not leave behind an established church with a clear organizational structure. The patriarchal and hierarchical leadership of the church developed only slowly over time and out of a range of possibilities. Early Christians experimented with a variety of formal arrangements (...). In many, women and slaves were important leaders; others resisted this reversal of the dominant social order and worked to exclude them.


O ensaio parece-me detalhado, mui interessante e de amena leitura, mas nom tenho conhecimentos para o valorar além disso. A autora já se retractou publicamente de teses que anteriormente defendera. A primeira sobre o próprio evangelho de Maria. No livro conta que em princípio o valorava como umha re-elaboraçom de textos anteriores, mas que segundo o foi analisando ao longo do tempo concluiu o contrário, que tinha demasiados elementos originais como para ser simples cópia/variaçom de evangelhos prévios. Outro caso aconteceu com um fragmento de nom hai muitos anos que se supunha provava que Jesus estivera casado, mas que agora parece se ter concluido que é umha falsificaçom.

Incidentalmente, o livro fala dos irmãos de Jesus, em concreto do seu irmão gêmeo (que p.e. na Wikipédia em espanhol nem se menciona), Judas Tomás, e ainda outro, Santiago. Eu sempre pensara que Jesús nom os tinha. Polo que persoa experta me di, tivo polo menos quatro: Jacob, José, Judas e Simom além de várias irmãs. Isto polo que me dim fica claro no Evangelho segundo Marcos cap. 6, 1-4 e confirma-o Matéu cap. 12, 46-50. Outras referências vêm de escritos apócrifos, o qual nom significa que sejam falsos senom que nom forom aprovados polos líderes da igreja primitiva. A distinçom entre canónicos (aqueles que foram aceites) e apócrifos (os que nom) é dacordo com quem sabe do assunto, mui subjetiva e interessada.

Hispanicae Regionis Nova Descriptio

Agradeço a quem me interpretou a caixa de texto a pé deste mapa encabeçado como umha "nova descriçom da regiom hispánica".

Hispanicae Regionis Nova Descriptio

Dacordo coa Wikipédia o original da Cosmographia seria em alemão ("earliest German-language description of the world"). Segundo isto, o que se reproduze infra seria umha segunda traduçom (sempre assumindo a premisa de que o mapa supra faga parte da dita Cosmographia). Porém, se entendo bem, da Biblioteca Nacional de Espanha colige-se que o original foi o latim e daí se traduziu para alemão ("La Cosmographia de Ptolomeo, editada por Sebastian Münster en 1544 en Basilea, tuvo numerosas reediciones, traduciéndose a otros idiomas como el (...) alemán"). For como for, eis a descriçom textual que acompanha a cartográfica:

As montanhas dos Pirinéus separam a Hispánia da Gália. E lá dous braços de montanhas emergem sobre esta regiom, um dos quais se estende até Portugal, separando-o da Galiza; e os nomes comuns som variados, postos à toa a partir das pessoas que lá moram. Os nomes dos rios, assim como das cidades, quase todos mudaram atualmente. Betis é agora chamado Guadalquivir; o Ana, Guadiana; o Tago, Tejo; o promontório céltico, Finisterra; o Íbero, Ebro; a Valéria, Concha; Calagurrio, Calahorra; de tal tipo de nomes se dirá que som mais abundantes na Hispánia do sul.

As bisbarras galegas

Obviadas no itinerário educativo como entendo que o som no âmbito político, as bisbarras parecem-me o elemento geográfico essencial na estruturaçom do nosso país. Por muito que nom se estudassem bem na escola e se ignorem na prática -derivando determinados papeis quer para o nível superior (provincial), quer para o inferior (municipal)- dá-me a sensaçom de que as comarcas recolhem as verdadeiras partes orgánicas de Galiza; nom só na contiguidade natural, senom tamém nas relações económicas... mas @s expert@s dirám.
Em termos legais o artigo 40 do Estatuto de Autonomia dizia que se poderá (sic, que já é triste) reconhecer a comarca como entidade local com personalidade jurídica e demarcaçom própria. A partir daí a Lei 7/1996, o Decreto 65/1997, etc. Porém por muito que se recolham nominalmente no ordenamento jurídico provavelmente nunca as tenhamos percebido de jeito concreto e afinal parece que estamos organizados em províncias (essa sim que a vejo como umha estrutura alheia, e mais sendo 4 e nom 7) e daí para baixo diretamente em concelhos. É possível que tradicionalmente houvesse percepções intuitivas no povo galego de quais eram as comarcas e qual espaço geográfico abrangia cada umha, e com certeza eram percebidas e se correspondiam à vida e trabalho da nossa gente em cada regiom galega. Mas à hora de fixar límites ou fronteiras afinal hai sempre necessariamente um certo grau de arbitrariedade. A Junta de Galiza optou por umha disposiçom que é a que segue, com meio cento delas:





Curiosamente tam ou mais conhecida que essa organizaçom legal é a sugerida pola organizaçom Nós-UP a primeiros da década dos 2000, umha disposiçom que, por nom se cinguir ao espaço oficialmente concedido à Comunidade Autónoma de Galicia provocou protestos da parte espanhola. Promotores alegárom pretender "ultrapassar a visom quadriprovincial espanhola que hoje constitui" a C.A.G. considerando as partes hoje administradas por Astúrias ou Castela "territórios tradicional, cultural e lingüisticamente galegos". Anedota adicional foi que inadvertidamente esse mapa fosse tamém utilizado polos opostos ideológicos num vídeo publicitário.
O que se vê a seguir é essencialmente aquela disposiçom, ainda que variaram um pouco algumhas demarcações municipais e, principalmente, leva o milenário topónimo de Nemancos em vez desse invento decimonónico tam fixado popularmente como é "A Costa da Morte". Assim como o primeiro mapa tem a toponímia oficial este outro leva-a em grafia reintegrada seguindo maiormente o "Manual galego de língua e estilo" (2ª ed., 2010). Eis o segundo mapa:





Além de disquisições políticas e debates entre umha fórmula e outra, reflete a ignorância das comarcas e da própria territorialidade o feito de que se podam redigir artigos jornalísticos sem nem sequer mencionar a certa existência dumha Galiza estremeira e já isso deveria dar que pensar sobre o conhecimento que temos da nossa própria história, da organizaçom "natural" do nosso país e da proximidade cultural, lingüística e mesmo afetiva com terras que se dim atualmente nom galegas.

Quando Corunha foi portuguesa

Quando Corunha foi portuguesa

Ontem fixo-se um ano da publicaçom deste artigo de Xosé Alfeirán, em que contava como durante quatro anos do século XIV, Corunha foi fiel ao rei Fernando I, em ocasiões referido, além de como rei de Portugal e dos Algarves, tamém como rei de Galiza. Segundo o relato o monarca foi recebido polos vizinhos da vila -ao inquérito "Hu vem aqui meu senhor el-Rei Dom Fernando?"-. Encabeçava-os o regidor Joám Fernandes de Andeiro, um nobre galego natural da parte de Cambre, que se vinculou ao reino luso. Hoje Alfeirán apresenta um novedoso e extenso trabalho sobre a Torre de Hércules atravês da história, centrado no período que vai do s. XI ao XVII.

No momento de escrever estas linhas páginas em galego e espanhol da Wikipedia dim literalmente -e de jeito equívoco, suspeito- que Fernando se "coroou" na Corunha. À sua chegada o rei mantivo en uso a Real Casa da Moeda da Corunha, acunhando moeda co símbolo por antonomasia da cidade, o faro romano. A página "Monedas gallegas" explica que entre os tipos de moeda acunhada se contam dous, chamados "de escudo" por apresentarem o português no anverso. Nun caso, flanqueado por duas estrelinhas, e sobre o mesmo aparece a Torre de Hércules entre aspas; noutro, mantém-se a Torre, mais os demais adornos som substituidos.

Para saber mais:



Em janeiro de 1809 Sir John Moore morre na Corunha depois da batalha de Elvinha. Em maio do mesmo ano em Londres imprime-se esta gravura à memória do general. Conservam-se exemplares dela em diversas instituições como o Museu Nacional Marítimo daquela cidade ou na Biblioteca Nacional de Portugal. A imagem supra procede da primeira fonte, em versom mais luminosa, mas a segunda tem na sua página de Internet umha cópia de tom mais tétrico a maior tamanho digital, e nesta última podem-se apreciar melhor os detalhes.

Em conjunto a imagem, intitulada como vista desde o sul do alto próximo ao convento de Santa Margarida, resulta a um tempo familiar e estranha à olhada dum corunhês. A sensaçom é de que certas proporções estám alteradas, quase como se se tratasse dumha Corunha distinta ou recriada com licenças artísticas a partir da memória. Porém o texto inferior afirma que o original foi desenhado in situ, polo reverendo Francis Lee.

O texto inferior no original descreve, de esquerda a direita:
  • vista para o cabo de Fisterra [S],
  • aqueduto e gram estrada para Madri,
  • faro,
  • entrada a Ferrol entre os dous pontos de terra mais distantes,
  • Corunha, porto e cidadela,
  • aldeia e jardins,
  • forte de Sam Filipe,
  • montanhas galegas em direçom à baía de Biscaia [N].

Som inúmeras as perguntas que me surgem olhando.



  1. Sabia dos moinhos de vento em Monte Alto -quatro, se representam na ilustraçom- mas por que a Torre (1) se vê tam distinta da atual? Nom se supom que a reforma de Gianinni estava conclusa na altura de 1809?

  2. A que corresponde a casa (2) a pé do Faro?

  3. Havia umha guarita (3) no areal da Berbiriana, hoje conhecido como Matadoiro?

  4. O que é essa fortaleça no meio da enseada do Orçám (4)?

  5. O aqueduto parece ir direito desde Santa Margarida até o Orçám mas interrompe-se ali abruptamente? Polo lido, o aqueduto ia desde Visma até o atual Passeio das Pontes, entendo que depois do tramo conservado hoje (direçom grosso modo [W-E]) devia fazer um giro pronunciado ao [N] para enfiar em direçom da atual Avenida de Fisterra até o seu destino na fonte de Santo André, ao pé da igreja homónima.

  6. Havia um convento, como di o título da gravura, em Santa Margarida? Incidentalmente, é o moinho à direita da imagem completa o que se conserva ainda em pé no parque, próximo à rua Padre Sarmiento? No web da freguesia de Santa Margarida di-se que eram vários os moinhos no alto de Santa Margarida. Próxima estava a capela, datada em 1663 e que desapareceu, como tantas cousas na nossa cidade, nos anos 60.

  7. As bandeiras dos barcos no porto som as blue e red ensigns? Hai umha terceira bandeira? Qual é?

  8. O inscripto "Fort of S.t Phillip" é um erro? Refere-se à área dos jardins de Sam Carlos? Ao castelo de Santo Antom? Ao forte de Sam Diego?

  9. O inscripto "Village & Gardens" nom sei se se refere à zona da Pescadaria ou já ao tramo que vai para Sam Diego.

  10. Quanto à legenda "Aqueduct & great Road from MADRID", nom entendo como o autor associa o aqueduto a umha suposta estrada principal para a Meseta. Em todo caso imagino que o aqueduto acompanharia a direçom natural para Bergantinhos... mas o caminho natural para Madri -e por onde de feito entraria depois o ferrocarril primeiramente na cidade- nom seria polas Júvias?



Tenho tamém curiosidade por saber a que se correspondem as construções mais altas desde Monte Alto até o que depois tem sido o Hospital Militar: (a), (b), (c) entendo que compreendidas entre o Campo da Lenha e a rua Troncoso; (d), (e), (f) já na Cidade Alta: Santa Maria do Campo? Dominicos?

In comisso de faro ecclesia sce. marie in conduzo. sca. eulalia in carolio. scm. petrum in letaonio. scm. tirsum in oseyro.

Tomo II de Historia de la Santa A. M. Iglesia de Santiago de Compostela (1899) de Antonio López Ferreiro

A bandeira galega na imprensa dos s. XIX-XX

A bandeira galega na imprensa dos s. XIX-XX

Todas as citas procedentes de Prensa Histórica, a imagem de Galiciana.

Son las armas de aquella región el caliz y la sagrada ostia por semejanza de Galicia y Calicia, su bandera es blanca

La España Regional [citando a Manuel Murguía]
1886



un lazo blanco, color de la bandera de Galicia.

El bien público
1893



franja blanca y azul, que son los colores de la bandera de Galicia.

El Eco de Santiago : diario independiente
1902



escribía en 1550, al ocuparse de Lugo y del culto que era objeto el Sacremento, añade "y de aquí este reino tiene por armas una hostia en un caliz". (...) la que tenía bordadas la bandera de Galicia, que procedente de la batalla navel de Lepanto (...) se veía la custodia flanqueada por dos ángeles adoradores. Y no más, pues la leyenda latina fué añadida más tarde, así como las siete cruces, que no significan más que las siete provincias del reino y empezaron a verse en nuestro escudo desde el primer tercio del siglo XVII.

El Eco de Santiago : diario independiente
1905
(Fonte)



En Coruña. Curros Enríquez. La capilla ardiente. (...) El féretro está envuelto en el pendón de la ciudad y en la bandera de Galicia.

La Correspondencia de España : diario universal de noticias
1908



la bandera de Galicia blanca y azul

El Eco de Santiago : diario independiente
1910



corona de flores naturales, a la que sujetaba un gran lazo de los colores nacionales y de la bandera de Galicia

El Progreso : diario liberal
1914



ambos colores blanco y azul pálido, formando ambos colores la bandera de Galicia.

El Progreso : diario liberal
1916



trasladaron á la Academia gallega, donde fué izada la bandera de Galicia, que saludó el gentío con entusiasta ovación

La Correspondencia de España : diario universal de noticias
1917



la 'Irmandade', entre la que había varias señoras, comenzó a agitarse la bandera de Galicia por un joven. Manolo Quiroga (...) besóla con ferviente unçión varias veces

Heraldo Alavés : Diario independiente de la tarde
1919



y junto a la bandera de Galicia la efigie de Sofía Casanova.

El Progreso : diario liberal
1922



Sobre el piso del coche fúnebre se colocó la bandera de Galicia y encima la caja con los restos de Pastor Díaz

El Progreso : diario liberal
1923



La fiesta del patrón de España (...) fue izada en el balcón central del Ayuntamiento la bandera de Galicia al lado de la española, ejecutando la música la Marcha Real.

La voz : diario gráfico de información
1930



la Academia Gallega fué aprobada (...) La bandera de Galicia será blanca, con una franja azul dispuesta en diagonal del ángulo izquierdo al inferior de la derecha y de ancho proporcionado a las dimensiones de la enseña. En el centro llevará el escudo regional, consistente en un cáliz áureo y sobre una hostia de plata en campo de azur en el que se destacarán las siete cruces evocadoras de las siete provincias del antiguo reino de Galicia. (...) Se solicitará del ministerio de Marina el restablecimiento del uso de la bandera de la matrícula del puerto de La Coruña usada hasta el año 1891, puesto que desde la constitución de la República de Rusia cesaron las circunstancias que aconsejaron la modificación.

El Pueblo : diario republicano de Valencia
1930



sobre los colores blanco y azul de la bandera de Galicia.

Las Provincias
1933



Fallece el catedrático señor Cabeza de León (...) Los escolares bajaron el féretro, que iba envuelto en la bandera de Galicia

La Libertad
1934



Entendo as reservas de quem considerar o Samhain umha modernidade e calco americano, mas dá-me a sensaçom de que algum substrato deve de haver. Dous parentes, um de sangue e outro político, que moravam em localidades da costa corunhesa, distantes entre si noventa quilómetros, e ambos viverom a sua infância nos anos 50 -quando a influência da cultura popular estadounidense era próxima a nula-, um a pé da cidade e outro numha vilinha marinheira, lembram ambos, cada um polo seu lado, o jogo de esvaziar cabaças por este tempo de Defuntos. Deixavam-se com velas prendidas dentro, sobre os valados e, polo que se conta, punham medo especialmente às velhinhas e/ou às beatas.

Outro costume que nos diziam hoje era o de fazer "rosários de castanhas" para os meninos.

Noutra ordem de cousas, sempre me pareceu mui engraçado como os galeguistas do século XX se esforçavam por 'galeguizar' os nomes dos meses. Estas som algumhas das formas que lhes tenho visto usar:

  • março: Marzal
  • junho: San Xoán (polo dia 23)
  • julho: Santiago (polo dia 25)
  • outubro: Outono
  • novembro: Santos (polo dia 1)
  • dezembro: Nadal

Acabei de ver que na Wikipédia em galego hai mais informaçom. Un exemplo na fala encontramo-lo no programa da TVG "Alalá" n.º 207, intitulado "Pandereteiras de Muíño", no qual a vizinha Socorro Santos usa espontaneamente o nome do mês de "Santiago" (19'52''), a tal ponto que nem se lembra no momento do nome de julho: "(...) pola Santa, o mês de Santiago; eu chamo-lhe como antes, o mês de Santiago, nom sei quê mês é". Incidentalmente, dacordo co acordo ortográfico da língua portuguesa, popularmente conhecido como AO ou AO90, os meses escrevem-se começando por minúscula.

Gallegans in te uol

Protector de indígenas em Cuba
Ulpiano Benito Piña luchó contra el analfabetismo y trató a la población contra el paludismo, la sífilis y la lepra en Cuba, donde logró vivir a salvo de la persecución política que tuvo en Tui, en el año 1936, por sus ideas políticas republicanas.

Comissário chefe no Bronx
Nacido en Mugardos, o ex policía Anthony Bouza dirixiu as máis sonadas comisións de anticorrupción policial e inspirou películas e libros, ademais de escoltar a J.F.Kennedy e a Fidel Castro.

'Padrinho' de Dylan
Richard Fariña, personaje del movimiento contracultural estadounidense de los 60 y marido de la hermana de Joan Baez, impulsó la carrera del autor de 'Like a rolling Stone'

Soldado em Vietnám
Antonio Portela: "Antes de la guerra, yo era un joven pues como todos, un poco inconsciente. Quizá por eso decidí presentarme voluntario al conflicto y ese fue mi error"

Criada para John Lennon
Rosaura López, asistenta gallega, aún trabaja en el mismo bloque de Central Park y mantiene relación con Yoko Ono

Avogada para Obama
Diana Villarnovo, hija de un cedeirés y una asturiana emigrados a EEUU, trabaja para el Departamento de Estado del Gobierno de Obama

Marinheiros em Terranova
Gallego, castrapo y francés se entremezclaban alegremente durante las más de tres décadas en las que los congeladores del Finisterre español dominaron la pesquería del bacalao en aquellas gélidas aguas

Futebolista com Pelé e Beckenbauer
Santi Formoso, emigrante gallego, recuerda su paso por el Cosmos: "Yo jugué en un equipo de monstruos"

Máxima responsável da educaçom em NYC
Carmen Fariña, chanceler de Educación da cidade de Nova York, de orixe galega

Capitã-general da frota de Felipe II e governadora de Santa Cruz
Isabel Barreto, primera y única almiranta de la historia de la Armada española

O primeiro 'Robinson' do Pacífico
Gonzalo de Vigo, mariñeiro, desertor e intérprete

O pontevedrês que governou a Luisiana
Manuel Gayoso de Lemos

A rosa dos ventos na Torre de Hércules

A rosa dos ventos na Torre de Hércules

Ei Armórica, Cornubia e Cambria
Escócia, Erín, Galiza,
e a illa de Man
son as sete nacións celtas
fillas do pai Breogán

[Versos datados circa 1932]

Ontem turistas forâneos visitavam a Rosa dos Ventos ao pé da Torre de Hércules, lendo em voz alta a entrada em espanhol da Wikipédia relativa à rosa dos ventos -genérica- e ao final forom-se sem entender nada do que representava esta em particular. Nom estaria de mais um painel informativo in situ que explicasse os sete países celtas que figuram nesta obra de Correa Corredoira:

[Imagem transformada a partir do original de Xosé Calvo na Wikipédia.]

120º aniversario de Lázaro Cárdenas: gracias, Presidente, gracias México

(...) México, país que se singularizara por apoiar sen vacilacións á República española durante a Guerra Civil, acolleu os refuxiados españois sen limitacións e mantivo o recoñecemento oficial da República no exilio ata a súa extinción en 1977. A actitude de acollida dos exiliados por parte do xeneral Lázaro Cárdenas, presidente de México (1934-1940), foi contundente. Durante a Guerra Civil avogara na Sociedade de Nacións pola República española denunciando as flagrantes violacións da "Non Intervención". No verán de 1937 acollería xa a cincocentos nenos evacuados. E en 1939, ao ter coñecemento das condicións infrahumanas nas que se atopaban os refuxiados nos campos do sur de Francia, puxo en marcha unha xenerosa política de asilo. (...)

Experiencia organizativa e proxección político cultural do exilio republicano galego en México. María Xosé Rodríguez Galdo. USC

(...) Al finalizar la guerra con el triunfo del ejército sublevado, Cárdenas puso bajo su protección a los exiliados españoles en Francia, incluyendo al Presidente Manuel Azaña, quien murió bajo protección diplomática mexicana y fue enterrado envuelto en una bandera mexicana, porque las autoridades colaboracionistas francesas se negaron a que fuera enterrado con la bandera española republicana. (...)

Wikipedia

"Campos Velhos"

Conservamos os bastões de Joaquín Benlloch Campos (Mogia, 1924-2013) e de José Campos Buyturón (Mogia, 1848-1920).
O avô e o avô do avô. Ambos alcumados "Campos Velhos". Nom sei se para o tataravô seria o que dizemos tradicionalmente de mal nome, mas o que é Joaquinzinho nom gostava um adarme de miúdo (de maior tomava com humor), e nom duvidava em começar a pedradas com qualquer rapaz que o chamasse assim.