Feliz aniversário, Sr Moore

Libraries are so important at least to me because they've made me what I am in all sorts of ways. To me a library was a kind of temple of learning. I used to visit the libraries as often as I could, I used to stand in that strange little alcove where they had all the books upon sciences and hypnotism, the atmosphere was incredible and even in my dreams at night I would find myself in the library. That's how much it meant to me. It gave me a way out of the Spring Boroughs area and by extension out of any circumstances of deprivation in any area like that, it gave me the way to get out of there and to become the person that I am today where I can actually go back and help those areas. That is how much libraries mean to me! And if my work means anything to anybody out there then they shouldn't thank me for it, they should thank the institution of libraries that created me.


Alan Moore

Fonte Youtube
Via DIYCaptions

Detalhaço de bons amigos

Detalhaço de bons amigos

"Campos Velhos"

Conservamos os bastões de Joaquín Benlloch Campos (Mogia, 1924-2013) e de José Campos Buyturón (Mogia, 1848-1920).
O avô e o avô do avô. Ambos alcumados "Campos Velhos". Nom sei se para o tataravô seria o que dizemos tradicionalmente de mal nome, mas o que é Joaquinzinho nom gostava um adarme de miúdo (de maior tomava com humor), e nom duvidava em começar a pedradas com qualquer rapaz que o chamasse assim.
No aviom sentaram umha senhora maior de mobilidade reduzida a pé do corredor, estando eu sentado à esquerda dela, onde a janela, e livre a vaga entre nós os dous. Quando houvo um pequeno problema cos assentos um amável viageiro se interessou para ajudá-la e eu tamém falei com ela, dei-me conta polo sotaque de que era alguém do rural. Ao chegar eu tivem que esperar a que a ajudassem a sair e no entanto falámos algo. Um nunca se acaba de afazer de tudo a falar um idioma que, por que nom dizê-lo, vem a ser em muitos contextos o que usam apenas os velhos e ninguém mais. Havia no aviom, havia porém, alguns homens jovens (nom sei por que pensei podiam ser marinheiros) que falavam galego, mas tu vais para a tua terra com saudade e faria-che ilusom algo mais. Em qualquer caso quando encontro umha velhinha assim, que vai sozinha e que precisa assistência, nom podo evitar lembrar-me das minhas avozinhas. A senhora era dum município a onde eu casualmente fum à escola quatro anos de menino, fica próximo da minha pátria pequena, assim que nom era difícil que me tocasse o coraçom. Foi agradável no meio dumha maioria monolíngue alheia ter interlocutor na nossa fala, aliás com umha fonética profunda, essa que estimo tanto e que a gente da cidade já temos praticamente perdida. Fixo-me graça ademais como ela mencionou a "cadeira de rodas" (quando no cotiám é tam habitual dizer "silla") e se referiu para mim coa fórmula de cortesia "o senhor" -"O senhor vem de longe?". Ela vinha do Brasil :-)



 Unha memoria mineral recorda:
o túnel cara á morte,
o medo esborrexendo,
o estrépito da ira;
mortos arreo e con todo o posto
unha hora antes das primeiras luces.

 E aínda houbo valor para outros días.

Cromwell and his soldiers came
started centuries of shame
but they could not make us turn
We are a river flowing"


Irish ways and Irish laws


a versom que escuito é de um cantor de rua que conhecim em compostela que se chama paul o'reily e a quem comprei um cd que é dos mais prezados da minha coleçom. nom só porque gosto muito de todos os temas, senom porque nunca encontrei nada del em internet. (olho, que nom é o de pauloreilly.ie)
dessa cançom acabei de ver que hai umha versom de sinéad o'connor que nom conheço.


o'reilly tem umha versom de working class hero de lennon bem linda. adoro a gente que só coa sua voz e com umha guitarra e a pé de rua che pom a carne de galinha (já só cos primeiros acordes de "wonderful disguise"). o repertório do seu cd é umha escolma boíssima:


1.- Fighting for peace
2.- Dock of the bay
3.- Irish ways and Irish laws
4.- Any day now
5.- If I were a carpenter
6.- Spancil Hill
7.- Unknown legend
8.- Exile on the Main Street
9.- Summer in Dublin
10.- Working class hero
11.- Wonderful disguise
12.- Stringman


a 1.- e a 8.- som autoria del.


I am Paul. I am Irish. I am a busker. Everything else is up for opinion.
da folha do CD, datada por el como "Santiago de Compostela 04"

O castelo de Cagliostro (1979)
O castelo no céu (1986)
O meu vizinho Totoro (1988)
O túmulo dos pirilampos (1988)
Akira (1988)
Kiki, a aprendiz de feiticeira (1989)
Memórias de ontem (1991)
Porco Rosso, o porquinho voador (1992)
Posso ouvir o mar (1993)
Pom Poko (1994)
Ghost in the Shell (1995)
O sussuro do coração (1995)
A Princesa Mononoke (1997)
Perfect Blue (1997)
A viagem de Chihiro (2001)
Millenium Actress (2001)
Tokyo Godfathers (2003)
O castelo andante (2004)
Tekkon Kenkreet (2006)
Paprika (2006)
A moça do salto temporal (2006)
Ponyo à beira-Mar (2008)
Summer wars (2009)
Arietty (2010)
Uma carta para Momo (2011)
A colina das papoulas (2011)
O conto da princesa Kaguya (2013)

se a globalizaçom fosse isto...

que risos com isto: hábitos adquiridos por ter morado em muitos países distintos. é algo longo mas está engraçadíssimo.

algumhas cousas passarom-se-me pola cabeza algumha vez...

e fai-me graça como na minha casa tínhamos o hábito de sempre tirar os sapatos ao entrar e frequentemente andávamos descalços. desenvolvim a noçom de que entrar calçado em casa de alguém além do vestíbulo era descortês e antihigiênico. tardei anos aínda em descobrir que aquilo era o habitual em países como japom.

BANCOS



INTRO





O nobel Krugman dixo em maio de 2012 que haveria umha retirada massiva do dinheiro dos bancos de Espanha e Itália para os levar para Alemanha (e tamém que Grécia sairia daquela do euro...). Nesta altura polo menos o que é a fuga de capitais desde o Estado está reconhecida.


Que os bancos som todos maus, a estas alturas, já o temos todos claro...


A questom é que nom podemos viver (facilmente) sem dinheiro (além de intentos de alternativas tipo landra, eco, galeuros, etc etc etc) e tampouco sem o guardar. Visto o escaralhamento massivo do tecido produtivo -e dos aforros- e o rol criminal da alta actividade financieira no choio, a pergunta que a todas nos assalta é: Onde pôr os meus "cartiños", se os bancos som parte do problema e nom da soluçom?


Hai umha componente prática/passiva nessa pergunta (como os pôr para nom os perder = para os proteger) e outra ética/activa (como os pôr para contribuir àqueles agentes contrários ao roubo do que somos vítimas = para os activar). Nom tenho resposta para nengumha das duas, só uns detalhes para partilhar a partir de conversas com meia dúzia de persoas.





VELHOS e GRANDES






Por começar por algum lado esta breve e caótica colheita de apontamentos, hai um tempo consultárom a um conhecido dum amigo sobre que fazer com um praço fixo que lhes ia rematar a persoas de mediana idade sem nengum conhecimento bancário especial. A situaçom que descrevia o meu amigo era comum: A gente tem medo, nom sabe que fazer, desconhece os condicionantes de qualquer produto bancário complexo, e nunca cambiou de entidade bancária. O que é mais, além disto, para os mais maiores, mover uns poucos miles de euros da sua conta, em localidades pequenas, pode supor umha experiência desagradável: Conhecem-te persoalmente, fam-che perguntas incômodas, etc.


A previssom da persoa consultada era netamente pessimista sobre a evoluiçom da situaçom, prevendo umha queda de entidades financieiras por etapas, até ficar "a curto-meio praço" apenas três grandes grupos a nível estatal: BBVA, Santander (co 'lastre' de Banesto) e Caixa Bank (La Caixa). A tese era que alguns deles nom só dependiam do mercado espanhol e assim safavam melhor. Acontece que persoas idosas podem nom terem oficina fisicamente próxima de nengum destes bancos, entom a sugestom consistia em deixarem na entidade exclussivamente o preciso para o pagamento das contas habituais (água, luz, etc) e -isto chocou-me- que retirassem todo o seu dinheiro do seu banco de toda a vida, levando-o para esses bancos mencionados, nomeadamente "melhor" repartindo-o entre os três (por aquilo de nom pôr todos os ovos no mesmo cesto).


O conselho era: "que nom busque fórmulas raras. Só praço fixo, como muito, e sempre com garantias absolutas de retirada dos fundos em qualquer momento, embora ser perdendo interesses".


Quanto à mecânica, os bancos destinatários, pola conta que lhes trai, já se encargarám de mover o dinheiro desde a antiga entidade, evitando as explicações persoais que podem pressionar o/a cliente/a numha localidade pequena.


Quanto aos contratos, as persoas maiores devem ir acompanhadas polos seus filhos para evitar enganos e confussões, melhor que lhe dêem por escrito os compromisos, e levar para a casa para ler de vagar antes de assinar nada.





em galiza: umha OUTRA CAIXA (é possível)?






Já falamos um pouco do perfil dumha persoa maior. Que acontece com os jovens, mais aventurados e arriscados? e se (como um amigo meu por motivos éticos) nom querem optar por esses três valores supostamente seguros?


A espoliaçom que sofrimos de todas as nossas caixas de aforros (porque eram nossas, e no-las roubárom) fai chamativo um detalhe menor: Existe aínda umha grande desconhecida, que é a Caixa Rural Galega, sociedad cooperativa de crédito limitada gallega com sede na rua de Montero Ríos nº 24, Lugo. Tal como descreve o seu web, é umha entidade de crédito suxeita a supevissom do banco de espanha. Da mesma fonte extrato e abrevio:


  • "En 1989, 23 Cajas Rurales crearon la actual Asociación Española de Cajas Rurales. Posteriormente se han incorporado otras 54 Cajas Rurales, dando lugar a uno de los principales grupos bancarios operativos en el sistema financiero español.

  • "Caja Rural es uno de los principales grupos bancarios operantes en España. Cuenta con más de 3.600 oficinas y 13.000 empleados y su gran solidez financiera y patrimonial se plasma en unos activos de mas de 59.000 millones de euros y unos fondos propios de mas 4.700 millones de euros.

  • "El sistema de banca por el que ha optado el Grupo Caja Rural se caracteriza por su descentralización operativa y por la aplicación del principio de subsidiariedad, desarrollado sobre la base del criterio de independencia jurídica y de decisión de cada miembro."



A reacçom diante da Caixa Rural adoita ser a mesma sempre "semelha interessante, hai que estudá-la". Conhecidos de conhecidos têm conta ali (persoas e associações) e de momento nom tenho notícia de queixa. Se te perguntas polos três produtos básicos (conta, nômina e fixo) aqui umhas notas:



  • Conta de poupança (a libreta de aforros de conta corrente de toda a vida): Só tem comissom de mantemento (6,01 €) se o saldo meio é inferior a 60,11 € no semestre de liquidaçom. Se é superior, hai. Nom existe comissom de administraçom.

  • Conta nômina (onde che ingressan a paga do teu trabalho): Mesmas condições que a anterior, mais adicionando nove transferências e nove ingressos de cheques grátis durante cada semestre de liquidaçom.

  • Praço fixo (com disponibilidade total sujeita a pago de interesses): Em caso de cancelaçom anticipada existe umha penalizaçom do 4% polos dias trascorridos desde o início da impossiçom até a cancelaçom, que nunca poderá superar o importe dos interesses devengados desde a data de constituiçom.



Entre os colegas comentam-me desta caixa que actualmente "é do mais interessante que hai. A nossa única caixa supervivente. De momento as cooperativas de crédito estám passando por baixo do radar, aínda que com estes governos entregados ao capital qualquer sabe... podem-che mudar as condições destas entidades tamém na noite para a manhã".


Outra persoa explica-me: "Eu abrim aí umha conta justo à espera de que funcione Fiare de maneira equivalente. Nom é que conheça grande cousa da Caixa Rural, só geralidades polo que di a gente. É umha cooperativa, federada ou algo assim coas demais caixas rurais do Estado. É pequena, baseada en Lugo e com um negócio mui tradicional, orientado a servir ao seitor agrário e gandeiro. Por este motivo, diz-se que está saneada e que nom se viu afectada pola léria da construiçom. De facto, está en expansom, abrindo novas oficinas por Galiza. Polo demais, acho que é umha caixa de aforros convencional (suponho que menos voraz que as grandes)".





BANCA ÉTICA?





A chamada banca ética é outra área que muitos aínda estamos a descobrir, aqui umha bitácora sobre o conto. Defini-la tem o seu aquel, assim que nom vou entrar além desse qualificativo co que se dota a si mesma -ou a dotam os demais-.


Umha das primeiras das que ouvim falar foi Triodos, asinha acompanhada de comentários negativos. Conheço três ou quatro persoas em Triodos, e umha deles di-me "fora dalgum problema de desmagnetizaçom do cartom corre muito bem", além de reconhecer que sabe que o fundárom uns antroposofistas. Outro conhecido incide nas críticas: "nom me chista nada polo seu vencelhamento fundacional coa antroposofia e o Rudolf Steiner" e passa-me esta ligaçom e esta outra.


Hai quem di que nem por essas, que qualquer entidade supostamente ética é um lugar menos seguro para depositar o poupado que a materializaçom desse dinheiro em forma física, nomeadamente em terras férteis, preferivelmente com umha casa de aldeia onde morarmos. Para quem opina assim, essa é a melhor opçom para os tempos que vêm.

Eu dera com este sítio sobre alternativas financieiras, mas um amigo opina que lhe parece mais confiável como referência este outro.





economia alternativa em GALIZA






Fum informado da existência de O peto, que se apresenta como umha "asociación sen ánimo de lucro (...) autoxestionaria" que "promove unha forma solidaria de aforro e de inversión ética a través de microcréditos a proxectos diversos".


Três dos meus próximos falam-me de Fiare, à que lhe falta pouco para "desembarcar como alternativa (até o de agora nom permitiam aforradores particulares)". Podes consultar perguntas frequentes e um decálogo informativo.


Aporto esta explicaçom que me fam chegar: "Estou aderido a Fiare, aínda que só sigo o processo de criaçom de longe, nom estou trabalhando directamente. Está-se desenvolvendo o grupo para o lançamento da entidade em Galiza. Conheço várias persoas mui metidas, companheiras na cooperativa de consumo Zocamiñoca). Acho se está a fazer um labor a conciência e totalmente de base, partindo do assentamento e a articulaçom real no território (se nom hai essa activaçom desde o sítio, Fiare nom se instala e nom procura a captaçom de fundos).


Justamente esta é umha das principais diferenças com entidades como Triodos, que nom responde a nengumha iniciativa de desenvolvemento endôgeno nem tem como objectivo nengumha activaçom social local, apenas capta clientes e presta serviços baixo determinados principios "éticos". Aliás, Triodos é dos seus donos, nom da gente; por exemplo, Triodos poderia ser propriedade do Banco Santander e simplesmente atender coa sua oferta "ética" a um segmento do mercado com tal inquedança (e um nom se inteiraria, claro); e cos benefícios fará o que os seus donos decidam.


Agora mesmo nom sei se Fiare funciona no Estado já como alternativa às funções das que um dispom com umha entidade convencional (movimentos, cartões, autorizaçom de débito periódico na conta bancária, etc), acho que nom, que por agora só se podem ter depósitos sem outras funcionalidades. Mais sim é um objectivo a curto praço. E, insisto, é resultado do trabalho de gente maiormente implicada em entidades cidadãs e movimentos sociais"
.






outras





Mencionam-me Arç, a cooperativa catalã que funciona no campo dos seguros, entre outros e Coop57, cooperativa "de segundo grão": Pode haver entidades socias (cooperativas, ONGs, associações...) e persoas aderidas como colaboradoras, mas só dá serviços de financiaçom a entidades e nom a persoas (as persoas estariam contribuíndo cos seus depósitos a financiar o tecido social).


O açúcar mais saboroso

nada mais lindo no mundo que a toponímia galega

enche-se-che a boca só com pronunciar os nomes em voz alta!


A Ramisqueira
Cardeira de Meroi
Gradailhe
Martinga
Os Avosendos
Paranhoi
Tiquiom
A Espariça
A Bouça Valada
Engarde
A Teijugueira
Duio
Denle
Padrís
Par da Vedra
Casal de Feás
Igom
Tarnas
Drada
A Ponte de Doiras
Chão de Prazia
Corneantes
Jantes
Cagide
Ivil
Verengo
Mercurim

e assim ad infinitum

ça n'a RIEN À VOIR


"(...)


ils avaient un sens d'un devoir et ils étaient récompensés, pas par de l'argent.


Alors...


[pour leur] participation à l'assemblée, on les payait, mais rien: on les payait une demi-journée d'ouvrier! Donc, on les payait vraiment "trois francs six sous"...


Et puis ensuite, quand on les récompensait, vous verrez quand on parlera des récompenses, c'étaient des honneurs.


C'est pas de l'argent: des honneurs. Les humains, ils marchent bien à l'honneur.


Il y a des tas de gens qui font des tas de choses pour l'honneur, pour la gloire, pour l'impression d'avoir servi le bien commun, et le regard des autres leur suffit.


Le regard des autres reconnaissants, ça suffit. Il y a plein de gens qui marchent à ça.


(...)"



Etienne Chouard
fonte texto
fonte vídeo


(o negrito é meu)

em finlândia o 98% das escolas som públicas


  • a educaçom é completamente gratuíta.

  • têm o 0,2% de abandono escolar.

  • quando se quer fazer umha reforma legal nom vai adiante sem os mestres e mestras.

  • o único momento da sua história em que recortárom em educaçom foi quando caiu a URSS e o país perdeu o 50% das suas exportações. o produto dessa decissom foi a chamada "geraçom perdida" de fineses, que agora estám em torno à trintena e que som os desempregados do país.



todo isto e mais, em SALVADOS

em todas partes hai herois: "El chófer que salvó la biblioteca andalusí de Tombuctú"

Baba Pascal Camara custodió el Fondo de la destrucción yihadista

Papeles de hace cinco o diez siglos o incluso más, de cuando Tombuctú se convirtió en el gran centro intelectual islámico de África, que hablan del Corán y de actos jurídicos, pero también de medicina, farmacopea, matemáticas o poesía.