Dei-me conta de que nunca figem a distinçom devida entre o ressio (ro-'si-o, pronunciamos) e a giada. Estraviz recolhe esta nossa variante para geada, DRAG só xeada. Porém Xiada como nome para meninas já se dá, legalmente e acho bem lindo! Se Elsa fosse galega Frozen podia intitular-se assim.
Como pronuncio "Pode-se":

de poder » o aberto
de podar » o fechado

(o 1° é indicativo e o 2° exortativo)
De sempre usamos na casa estar como umha calde[i]reta por estar completamente tolo.
Em português a parte estreita das garrafas di-se gargalo. Hoje sentim em galego chamarem-lhe gorgulha. O Estraviz di que esta última forma significa erupçom na pele e que a correspondente à garganta dos objetos é gorgola. Ainda assim esse segundo o pode-se fechar facilmente na pronúncia e já estaríamos mais práximo da palavra que ouvim.

Patim e patinete

Estava vendo no Priberam que o que de cote dizemos coa palavra espanhola descansillo, um chão no alto de escadas, é patim ou patamar; daí vou ao Estraviz e efetivamente coincide coa palavra galega de uso tradicional patim

Casa do Patim
Patim e patinete

E dado que patim tamém é calçado com rodas, quase prefiro que lhes chamemos a estes patinete elétrico como em castelhano e nom scooter elétrico como tenho visto por aí. Postos a escolher barbarismo, sempre antes um latino (do francês patinette, di o Estraviz) que um inglês.

Do que pesquisei estes dias pergunto-me se em Portugal dim trotinete e em Brasil patinete.
Leio um escrito em galego de 1273 que di Eu, don Arias Pérez, ensenbla con mía muller (...)

Nunca tal galicismo, https://dicionario.priberam.org/ensemble, vira na nossa língua. Mar Fernández pergunta-me se nom se usa para agrupações musicais e digo que sim, mas nesse contexto (relaciono-o sobretudo co jazz) sempre entendim que era um decalque, nom um termo (barbarismo?) incorporado à língua comum.

No Estraviz nom está mas no Dicionário de Dicionários sim, e nom pouco...!

ensembla
ensembra

Mais curiosidades:

1274 AD: Loba como nome de mulher.

1312 AD: Eu (...) estando con todo meu syso et con toda mía memoria, depárteo o cassar que ffoy de meu padre (...)
De meu pai aprendim a expressom ter arneiro, que vem sendo estar curtido; experiente e endurecido polas circunstâncias já vividas.

O coche já tá arrumbado, di a tia com tudo pronto para ir-se em boa hora.

O Estraviz dá arrumbar como variante de arrombar e a quinta aceçom acho que é a certa: Arrumar, pôr em ordem as cousas.
Vim umha denozinha por primeira vez, saindo dum erval (ou mais bem, viu-me ela a mim). Que cara tam curiosa.

Ese pesar foi por hua
bestiola que muit'amava
el Rei, que sigo tragía
e a que mui ben criava
a que chaman donezya
os galegos.

(das Cantigas de Santa Maria, di https://gl.wikipedia.org/wiki/Donicela)
Deveu de ser em 1981. Ela tiña uns sete aninhos e perguntárom-lhe onde nascera. Em vez de dizer em Ínsua, o lugar, respondeu "Na pedra parromeira". O sítio exato.

A parromeira é a pedra a pé do forno na lareira das cozinhas tradicionais.

É de imaginar que, como tantas outras, sua nai fora para ali para estar quentinha no transe.


Nós dizemos espurrifada (substantivo) mas a forma verbal recolhida no Priberam e Estraviz é "esborrifar" ou "borrifar".

Os porquinhos e o que foi deles

Sei q 'precisais' 1 sequência sobre os porcos e ei-la. A minha tese infundada e acientífica é q viviam + felizes até meados do s. XX. Será certo?

1º com certeza m 'preocupa' pq os matamos+comemos

S polo - vivissem ceivos...

Bom, certo, na minha infância ainda tinham 1 morte péssima mas e a vida?

D miúdo horrorizava-me q passassem toda a sua existência no cortelho. Em q momento passou a ser assim? Falando c/velhos descobrim q antes nom.

Passavam horas ao ar livre no Campos dos porcos #microtopónimo + lameiras perto de fontes. Andavam 'ceivos' mas controlados. Saíam do cortelho

para a canheira e andavam polas corredoiras e campos arredor das casas, bulando na terra e na lama

http://estraviz.org/bular

Na lama, no barro húmido, gostavam de se ençoufar e se 'banhar'. Havia q ter cuidado deles para q nom marchassem, mas tavam em semiliberdade.

Quando perderom isso? Pode q no final dos 70. Deixárom d sair qdo as canheiras deixárom de ter cancelas e passárom a ser totalmente abertas.

Até esse momento os lugarinhos q tomo como ref. pra comentar isto tinham vias de entrada e saída com cancelas q s podiam abrir a mão, sem fecho

mas q acoutavam o espaço das casas + próximas, davam 1 'respeito' e até, se fazia falta, evitavam q animais fugissem, do pº de vista prático

(o resto do cerrado na volta aportavam-no as próprias construções, os valados das leiras e horas arredor, etc)

Coa concentraçom parcelária abrírom-se as pistas, os corrais dos lugares desaparecerom, e tamém as corredoiras e os caminhos de lugar;

as eiras perderom privacidade e os porquinhos qualidade de vida. Assim que se tiverdes porquinhos oxalá lhes tenhais currunchinhos jeitosos nos campos

pq, olhando pra trás, ao = q às vacas lhes devemos + do q talvez diríamos.

E, se nom somos veganos, polo - podemos ser omnívoros com algo+ d coraçom