Um dos favoritos de todos os tempos. Larry Hama e Ron Wagner numha das suas melhores etapas. Hai trinta anos, os primeiros comic-books que comprei em inglês nunca, 70 p cada um, na loja original de Gosh! fronte ao Museu Británnico. Que lembranças.

A leitura de hoje

A leitura de hoje

... ou mais bem a leitura terminada hoje. Por pouco vou-me a um ano para o ler. Que bom Tezuka. Que maravilha Itália editando manga: preços irrisórios, qualidade impecável.


Se nom o digo rebento: Diego Blanco é o melhor autor de BD que hai.

Por muito que detalhar e refletir sobre o storyboard da minha parte, o que el envia de volta nom só melhora cada enfoque, é que me maravilha o seu sentido compositivo, a limpeza da sua disposiçom dos elementos, a claridade em cada decisom que toma à hora de construir o visível em cada quadrinho.

E depois, o bonito que desenha.

(E isto é só o que el chama de bosquejo...!)

Magistral e admirável a partes iguais.
Nom teriam os trezófilos de acó curiosidade por lerem o Ruen von Perceben, especialmente esses apócrifos?

(...) la recopilación más completa de las historietas se llevó a cabo en la República Federal Alemana entre 1981 y 1983 con nueve álbumes bajo el título Ausgeflippt - Fischstrasse 13 - irre Typen, heisse Sprüche. Tal vez la buena acogida en Alemania de la serie fue lo que motivó Bruguera a retomarla con 36 nuevas historietas que conformaron el décimo álbum recopilatorio. En Alemania se llegaron a publicar cinco álbumes más con historietas nunca vistas en España de dibujantes desconocidos, presumiblemente alemanes. (...)

Wikipedia

A guerra nos cómics

Nom tenho nada de experiência na revisom por pares mas meio contribuim a umha peer review hai pouco, que tratava sobre a banda desenhada como ferramenta para a análise de conflitos bélicos em retrospetiva histórico-pedagógica. Nom considero que aportasse muito, ao desconhecer os títulos analisados, nom publicados em nengum idioma que eu saiba ler, mas chamou-me a atençom que nas conclussões do escrito se considerasse a BD como suscetível à manipulaçom e distorçom ideológica no seu reflexo das guerras do século passado. Como se qualquer arte, nomeadamente o cine e a literatura, ou qualquer tipo de suporte comunicacional, como os ensaios, nom fossem presa dos sesgos políticos mais burdos ao refletirem os atores e eventos da guerra. Lembrei-me de várias obras que demostram que a BD pode nom só desmitificar senom abordá-las com claridade, sentido comum e nulo chauvinismo. Umha delas é 総員玉砕せよ! do mestre Mizuki, editada em inglês (Onward towards our noble deaths), espanhol (Operación muerte), francês (Operation mort) e italiano (Verso una nobile morte).

A guerra nos cómics
A guerra nos cómics

Astiberri, a editora em castelhano, fai este sumário do argumento: Shigeru Mizuki, con una acritud desconocida en él, pasa factura a la Segunda Guerra Mundial y, más concretamente, a la práctica del gyokusai (literalmente, “atacar hasta morir con dignidad”), un eufemismo para evitar decir crudamente lo que era: una ofensiva en la que todos los atacantes debían morir. Hábilmente, y sin caer en la caricatura, Mizuki describe el repugnante desprecio por la vida humana del mando militar nipón. Sin razón válida o sentido estratégico alguno, los jóvenes soldados eran enviados a la muerte con la expresa prohibición de volver vivos bajo pena de ejecución.

É umha obra valiosíssima, para mim por riba até da extensa e maravilhosa autobiografia do creador do clássico Ge ge ge no Kitaro, e só comparável no meu critério coa sua obra mestra Non Non Ba.

Outro trabalho que, inesperadamente este, trata a guerra dum ponto de vista totalmente apatriótico é Mi vida en barco (título espanhol de Gallo Nero). Na parte final deste extenso livro (624 páginas) que ainda acabei de ler ontem, Tadao Tsuge, sem advertência prévia, trata o papel do Japom na II Guerra Mundial, em dous capítulos mui avançados da obra (o volume tem 38 episódios). E fai-no com umha naturalidade pasmosa: um grupinho de velhos falando, simplesmente, isso é tudo. Com sinceridade os homens intercambiam lembranças e impressões que distam muito de narrativas imperialistas e etnocéntricas.

Som apenas dous exemplos do poder que tem a BD para enfrontar questões complexas sem cair na trampa do partidismo nacional e retam a afirmaçom que motivava este meu comentário em primeiro lugar.

DEP Albert Uderzo, 1927-2020

DEP Albert Uderzo, 1927-2020

Tivo o melhor trabalho do mundo, fazer felizes a milhões de crianças, e foi um referente mundial e histórico nisso. Que melhor forma de vida pode haver?

Je ne dis pas que ce que je faisais était merveilleux. Mais j’avais la satisfaction de progresser. Et cela me suffisait.


A tua obra vivirá sempre nos nossos corações, mestre.


PS.- O precioso desenho supra é obra de Hugo Covelo.

Tezuka já é o autor do que tenho mais páginas. Tudo correto.

Tezuka já é o autor do que tenho mais páginas. Tudo correto.