Adaptar um texto de prosa vetusta -ou contemporânea- pode ser o inferno à hora de fazer BD, especialmente quando a margem de jogo não vai muito além de duas pessoas falando entre elas. A capa, que não me parece mal nem em termos de composição nem de desenho, não faz justiça ao interior, porque as pranchas de Fernando Iglesias são bonitas como elas sozinhas. Sendo como é, junto com Miguel Robledo, dos poucos artistas com os que realmente lamento nunca fazer um álbum, a minha admiração polos seus cómics está fora de toda dúvida. Contudo, se a obra original (ou, alternativamente, o imperativo de ter que respeitar a sua integridade) é mesmo um lastre, tenho que seguir à espera de algo melhor, novo e cento por cento persoal de Kohell.