Spider-Gwen: clássico instantáneo

Nom lembro um desenho de indumentária superheróica na última década que me parecesse tam logrado como o de Robbi Rodriguez para Spider-Gwen.

Spider-Gwen: clássico instantáneo

I'm not sure what exactly makes [it] work. It could be the color choices, it could be the minimalism or it could just be that hoodie. ... Everyone has a favorite aspect and enjoys how the rest works with it.
- Robbi Rodriguez

In my opinion, Robbi just nailed that deceptive mix of simplicity and complexity. There’s a feeling of timelessness to it
- Jason Latour

Rodriguez é um monstro nas páginas de BD tamém. Tem um dinamismo tremendo, influenciado polo manga, mas sem ser decalque del:

Spider-Gwen: clássico instantáneo

E, por se fosse pouco, vam as cosplayers como Megan Starbuxx e levam a roupa ao mundo real dum jeito total:

Spider-Gwen: clássico instantáneo

O desenho original do personagem tamém tem presença num dos melhores filmes animados em sair dos EUA ultimamente:

Estávamos trabalhando no layout de uma sequência, valorando se pela quantidade de diálogo pedia uma página ou duas. Então me perguntaram se uma linda prancha de Javier Pulido para “Jessica Jones”, vista estes dias nas redes sociais, não me resultava um bocadinho confusa. Não. E vou explicar por que.

Temos aprendido, consciente ou inconscientemente, que se a olhada percorrendo a linha branca que normalmente separa as vinhetas (gutter em inglês, calle em espanhol, etc) não bate em nenhum canto, seguimos. Se pelo contrário há um canto, uma esquina, cambiamos de fileira.

A ordem de leitura ocidental é esquerda-direita, de riba para baixo. Começamos no quadrinho primeiro, o superior à esquerda. Os cantos (círculos verdes) vão indicando-nos o primeiro curso:

Depois os indicados com círculos de outras cores:

A leitura faz-se então evidente:

Contudo, Pulido toma uma licença artística, faltando precisamente à norma antes descrita dos cantos como fitos na via da leitura visual. Eu diria que ele procura um efeito estético de contiguidade entre estes dois quadrinhos como feche da dupla página e do diálogo porque ambos pertencem ao mesmo protagonista, Nick Fury:

Porém há uma última linha que talvez passe desapercebida mas é essencial para a edição em papel. A que delimita a separação física das duas páginas, a que terás nas mãos à esquerda e à direita. E essa linha é importante que não passe por cima de balões de diálogo, de figuras, ou de caras “pequenas”.


Fantástico trabalho por parte de um artista genial!