Falando de sistemas culturais, viçoso o que mantém umha publicaçom assim para a rapazada. alguns autores excelentes e 100 páginas no especial de verão. Zorglub (Munuera), Ralph Azham (Trondheim), Le Royaume de Blanche-Fleur (Feroumont), Imbattable (Jousselin)... e por suposto Spirou, entendo que L'espoir malgré tout, de Émile Bravo, que é glória bendita. Aliás, mais autores bons que nom conhecia, como Burniat, Dab's, o próprio Feroumont, Jouvray, Le Boucher, Mo CDM, Thibaut-Jouvray, ... E por último, o preço. Adivinhais?
2,90 euros. Insisto, cem páginas.
Como nom se vai comprar, é para diretamente se subscrever.

Este álbum é uma maravilha. Passando por alto que não ficasse isento de polémica pelo seu tratamento de diversos pontos sensíveis numa BD infantil-juvenil (consideremos incidentalmente que, além do anti-semitismo contém homicídio, sexo, torturas, maltrato infantil, retaliações dos dois bandos contra a população civil, colaboracionismo com a ocupação, …), digo, que apesar do que se lhe quiser criticar, eu achei entretido, engraçado e imprevisível em termos de argumento. Está ateigado de referências à BD europeia e a pessoas e personagens, nomeadamente àquelas vinculadas de um jeito ou outro com Bruxelas, caso de Audrey Hepburn, Hergé ou as criações deste último. E poucas vezes tenho visto algo tão absolutamente esquisito no desenho, não em vão Chaland -homenagem incluída- é um referente maior. Para mim som livros como estes que põem a BD europeia no mais alto, ali onde nem a BD dos EUA nem o manga japonês a podem alcançar; porque nem sequer joga “ao mesmo”, joga “ao seu” e aí é imbatível. Igual que tu não podes comparar Kirby com Tezuka ou Franquin…? Nom procede, verdade? Pois quando um álbum do mercado franco-belga sabe de onde vem, qual é a sua escola clássica e porém logra fazer algo moderno, virtuoso sem perder agilidade, tens de resultado um trabalho magnífico como “Le groom vert-de-gris”.