How today I came accross two gigantic truths about Frank Miller, one by an artist and another one by a colourist.

Although I value Frank Miller’s outstanding contribution to American comics and all the classic works his legacy has given us, I am not an unconditional fan of his. Some weeks ago I was wondering which books by him I actually have and this list turned out:

Batman: Year one (DC Comics); Batman: El regreso del
señor de la noche (Ediciones Zinco); Wolverine (Marvel Comics);
Daredevil: Condenados, Daredevil: Elektra, Daredevil: Born again
(Cómics Forum); Daredevil: Man without fear (Marvel Comics); Daredevil.
Visionaries: Frank Miller vol.1 (Marvel Comics); Elektra lives again
(Marvel Comics); Elektra: Assassin (Cómics Forum); Give me liberty
(Norma Editorial); Martha Washington goes to war (Norma Editorial);

300 (Dark Horse);

plus nine Sin City titles (Dark Horse and Norma Editorial).


Also, I don’t know what I’d make of it today, but back in the day I didn’t like issues 1 through 3 of Ronin. That’s about it,
I don’t think I’ve read much more than that.

As the list shows, I haven’t followed him for quite some time now, so I can’t say about DK2 or DKIII. Hell, I’ll probably never read those, as I’ve never read any Before Watchmen (I’m not comparing, remember: I haven’t read them). Nonetheless, as far as the part of his work I know is concerned, I reckon Michel Fiffe absolutely nails it when he says:

“Miller built his technical skill via Neal Adams & Gil Kane. Like Kirby, he nailed the basics and went from there: Moebius/Kojima (RONIN), Pratt (DKR), Muñoz (Sin City), Kurtzman (300), Feininger & Watterson (DK2).”

It’s sad that so many readers don’t know who Kojima or Muñoz are, that’s some basic comics culture you really should get ahold of no matter where you come from. It’s a big world, Charlie Brown, and there’s more to it than the U.S.A.

So. Apparently Miller doesn’t draw as well as he used to and some people have been making fun of it, which, again is sad and something your mom should have taught you about, especially if age and/or health have anything to do with it. Anyhows, Fiffe reblogs the absolutely astounding recolouring
of recent Miller art, by James Harvey, who does an awesome work along the lines of “Frank Miller’s recent work is good, but DC have no idea what to do with it” and in turn quotes his friend Julian Dassai, whose theory you just have to embrace:

“[Miller’s] work is dynamic and, in some cases, verging on abstract. Trying to color his stuff with representational lighting and rendering is pointless, whereas a flat, graphic approach (or just leaving it in b&w) allows the energy to jump off the page”.

Looking at the delivered ‘evidence’ I could’t agree more. I mean, I hadn’t seen those covers before, for Heaven’s sake, what on Earth is that? 90′s Image colouring? DC completely fucked it up. Editor’s contribution here? An utter level of artistic ignorance. Which is pathetic given the fact that comic-books are supposed to be an art industry.

As I said, I don’t think I’ll ever read DKIII. However, if recoloured the right way, as Harvey’s phenomenal approach shows, I just might give it a chance.

Give the man the job. He’s damn well earned it.

Na feira do livro usado da minha cidade vim mal o preço de uns velhos Action Comics e quando ia para pagar descobri que os tinham a 10 euros por exemplar e não a 1 € como eu pensara. Obviamente não levei nem o primeiro. Cheguei à casa, encomendei via Internet aos EUA e em vez de pagar 120 € paguei menos de 24 pela dúzia. De verdade que há gente à que se lhe vai a cachola muito.

Eu, que sempre valorara a consistência argumental das séries americanas que seguia, comecei também a finais dos 90 a molestar-me com o corsé que supunha a tão cacarejada continuidade na sua interpretação mais maníaca, em contraste com a liberdade naïf da que, nas chamadas Era Dourada e De prata da BD estado-unidense, gozaram os autores.

Lendo Whatever happened to the Man of Tomorrow? pensei que o feito de ser tão infrequente aquilo que Alan Moore como escritor e Julie Schwartz como editor lograram era um mal sintoma para os quadrinhos e que, se o preço da continuidade era tão alto, talvez não compensasse pagá-lo. Ainda há uns dias comentava com alguém o lamentável que me pareciam todos os reinícios das premissas fundamentais dos personagens de DC, pelos quais os chefes desta casa tentavam casá-los a posteriori, quando as suas origens eram opostas ao esquema da sua grande competidora: noutras palavras, Marvel fora concebida como um universo coerente a priori, mas o encanto a DC eu encontrava-lho precisamente em ser uma suma de figuras estranhas entre si; e que, se por tentar metê-las numa única moldura perdiam a sua graça, a mim não me parecia que esse fosse o caminho ajeitado. O caso é que se impunha o modelo marvelita de mundo interrelacionado e à teima não lhe ajudava rem vir acompanhada por esse fenómeno de leitores obcecados com a consistência, aos que lhes ia a vida em contrastar feitos fictícios narrados mesmo com décadas de separação e por criadores que nem se conheceram entre si. Total, que DC queria ser Marvel só que cos seus próprios personagens. Sigh. Não sei vós, mas eu hai muitos anos que deixei de tentar entender tanto sarilho de realidades alternativas e bla bla bla. Vês um caso como o de Hawkman e tudo são risos: que trapalhada tentando enquadrar o absurdo. Se temos uma baralha infinita daquela a que vem tentar limitar o jogo? Para isso, prefiro a atitude cómica de Chris Claremont na saga “Cross-Time Caper” da coleção Excalibur. Porque todas as histórias narradas som imaginárias. Som inventadas. Não som umas realidade e as outras fictícias. (Olá? Há alguém em casa?) Nenguma é realidade. Aí está a graça.


Por isso precisamente me pareceu irrisório ver que no final do primeiro volume compilatório de Fear Agent -entretido, mas que se pode perfeitamente esquecer- se incluíam uma seleção de relatos breves, dos quais alguns se assinalavam como cânon (sic) e outros como não cânon. Primeiro, pareceu-me uma cousa fora de lugar porque não lhe concedo ao título nem a entidade nem a qualidade para andar com essas parvadinhas mexeriqueiras do que corresponde à “linha argumental oficialmente sancionada” em contraste co que som “interpretações livres”. Segundo, porque insisto na ideia, todas som histórias inventadas. E se começamos a sacrificar a invenção por uma coerência matemática estaremos errando o tiro. Isto não é uma ciência exacta. É arte e entretimento. Se o teu sentido do lazer te leva a considerar a continuidade como algo sagrado, eu respeito-o, mas penso que deveríamos relaxar-nos algo mais. Desfrutar sem tomar determinadas cousas demasiado a sério. Resulta-me penoso quando vejo que diante de todo o marasmo de histórias criadas arredor de Star Wars durante trinta anos, daria para uma tese de doutoramento a segregação delas em cânon e não (por favor, cinco níveis de cânones? Estais fodidos do telhado).


Nunca lhe fixem muito caso às BDs da Guerra das Estrelas mas aprecio por igual a maravilha classicista de Archie Goodwin e Al Williamson que a trilogia cinematográfica original e dá-me igual se há contradições entre uma cousa e a outra. Vem ao caso a prancha reproduzida supra porque o que Williamson desenhava tinha o feeling dos filmes, em quanto pelo contrário outros comics velhos da Marvel -como o mostrado- eram uma ida de cachola importante, mesmo no apartado visual. Mi madrinha querida: Chewbacca semelha um entrudinho, um porteiro de discoteca disfarçado, olha que cara, olha que cuaço peludo. E ainda assim adoro essas BDs de terceira -dito com carinho-, absurdas e desobedientes. E nem Sam George Lucas me convencerá de que valem menos que, por dizer algo, os Episódios I a III juntos.


Por mui cânon que aqueles sejam.

Não sou muito nem de um nem do outro, e menos dos cruzes entre ambos, mas depois dum primeiro número que me deixou bastante frio e mesmo me resultou algo confuso, me rindo ao que Jae Lee pode fazer levando o jogo de perfís e silhuetas ao extremo. Joga em liga à parte.


Desde a sua irrupção em X-Factor pelos primeiros noventa não o segui demasiado: Primeiro aquilo pesado de Hellshock e um anedótico Youngblood Strikefile, algo em Wildcats e um monográfico intitulado em espanhol Spiderman: Señales de tormenta. O que fixo para o comic de Stephen King nos últimos anos não me interessou, assim que realmente se penso no seu nome, a sua única grande obra até a data seria o seu Inhumans, provavelmente o melhor que tenha escrito Paul Jenkins e para mim um dos volumes imprescindíveis do género super-heróico.


Alegra-me voltar, depois de tantos anos, a encontrar-me com el, na esperança de que esta série, que bebe no nº2 duma confrontação que poderíamos emparelhar algo com o eixo argumental de Bendis nos mutantes, vaia a algures. Em qualquer caso Lee é uma ilha, uma rara avis a celebrar no mercado estado-unidense, alguém de uma finura e elegância infrequente, que me lembra no seu estilo atual de figuras estilizadas e gosto pelo detalhe a outro caso particular: Kevin Nowlan.