Que bem nos tratam sempre em Metrópolis Cómics, desta vez apresentando o n.º 2 de Amair. Agradecidos aos amigos que se passárom (Diego, nom falhes à cita o ano que vem co n.º 3!) e desejando fazer umha visita conjunta a Ferrol que fica comprometida para, se pode ser, este mesmo outono.



Sempre esqueço fazer fotos das dedicatórias que melhor nos saem, se tens deste número ou do anterior manda-no-las por favor :)


Issue:
#1 (of 2)

Orders: orzan@alitacomics.com

Creators: Xulia Pisón (script, art, graphic design), Kike Benlloch (original plot, script, text and dialogues)

Format: 24 x 17 cm, 28 page b&w comic-book + wraparound colour cover with flaps

Language: Spanish

Genre: space adventure

Publisher: http://www.alitacomics.com

Cover price: 4 €


Unboxing: https://www.facebook.com/xulia.saltarcharcos/videos/10215203859763300/

Aug 6th release: buy at <"http://www.alitacomics.com">Alita Comics or at the Corunna book and comic-book fairs from Aug 6th to Aug 12th


Issue:
#1 (of 4)

Orders: altarmutante@yahoo.es

Creators: Kike Benlloch (script), Luis Sendón (art, graphic design)

Format: 23 x 15 cm,
36 page b&w comic-book + colour cover with flaps

Language: https://en.wikipedia.org/wiki/Galician_language

Genre: sword and sourcery

Publisher: https://twitter.com/AltarMutante | https://www.facebook.com/altarmutante | https://altarmutante.tumblr.com

Cover price: 3 €


Work in progress: https://www.facebook.com/amaircomic


Original art expo: Bar 13


Aug 7th release: buy at Bar 13 | Black Widow | Valhalla | Kikomic* | Alita Comics* | Metropolis Comics* | Cervezoteca Malte | Sindicato del Cómic* | Libraría Paz* | Noratattoo Studio | Komic Librería*
*All bookshops are here from Aug 7th to Aug 12th

Aug 10th release: buy at Autobán BD

Antes de se fixarem determinadas ideias no imaginário coletivo sobre o galego na BD na década anterior comparado com a que vivemos agora, sem nem sequer haver uma réplica, eis a minha. Com todo o respeito para a gente que tem opinado, a quem não vou responder em redes sociais para começar um debate que não me apetece, a minha forma de ver o assunto é radicalmente distinta -e em determinados pontos oposta- e deixo-a por escrito para que conste. Não quero interpretar certas declarações como interesses particulares de presença e de discurso e prefiro apresentar a minha opinião pessoal e individual aqui.

Tem-se usado como argumento que Polaqia publicava em galego e agora não se publica, isto é só meia verdade. Algumas das BDs galegas mais destacadas dos últimos anos têm sido editadas em galego, como ∞-1 de Xulia Pisón, co-editada pela autora com a cadeia de livrarias Alita Comics, ou a sobressaliente A carreta do diaño, obra de Fernando Llorente, cuja segunda publicação foi em galego ao amparo da Deputación da Coruña com ocasião de ganhar o concurso Castelao promovido por aquela entidade provincial.

Vejamos pois que há em jogo fatores propiciadores que som: a própria parte autoral, apoio de negócios, apoio de instituições. Exatamente os mesmos que na época de Polaqia.

Alguém se molestou em contar quantos títulos de Polaqia foram em galego? Porque a mim me saem quatro de quarenta, grosso modo; o dez por cento.

Não é que então os autores estivessem especialmente comprometidos com o galego de um jeito que agora não estão. Simplesmente há muitos autores que quando apresentados com a possibilidade de serem editados de modo não especialmente lucrativo -ou diretamente sem cobrarem- em língua galega, o tolera(va)m. Porém isso não implica o mesmo grau de compromisso que terem tomado eles/elas ativamente a iniciativa de se auto-editar em galego -algo que também passava então e também passa agora-.

Se tomamos Polaqia como exemplo e não como bandeira só uma parte pequena do seu catálogo, fora da publicação seriada Barsowia, saiu na nossa língua. E os títulos em questão deveram-se principalmente a que a parte criativa se tinha desenvolvido sob convocatórias como as 24 horas da BD ou o próprio concurso Castelao e os autores responsáveis elegeram voluntariamente não traduzir o trabalho para espanhol antes de lhe dar saída auto-editorial.

Quanto ao Barsowia, principal veículo do coletivo e peso quase íntegro do galego no labor de publicação do mesmo, não imaginemos películas: Barsowia saiu por iniciativa pessoal minha e saiu em galego por iniciativa pessoal minha. Ponto. Para funcionar economicamente teve o apoio essencial de incontáveis negócios galegos (livrarias, bares, etc) e o trabalho de Hugo e Sergio Covelo. Sem esses dois fatores e sem a contribuição criativa voluntária dos numerosos autores e autoras Barsowia simplesmente não teria existido.

A reunião central em que se acordou a criação da cabeceira decorreu em Ponte Vedra com a presença dos quatro autores que estudavam lá na faculdade de Belas Artes (Diego Blanco, Bernal Prieto, Brais Rodríguez, Roque Romero) e os irmãos Covelo. Quando eu propus aquele dia editarmos um fanzine por imprensa e o editarmos integramente em galego a proposta foi respondida com incredulidade mas finalmente aceitou-se. Fim da história. Depois dirigi o Barsowia até o número nove. Teria dezasseis em total. Não há mais mistério. Não mitifiquemos nem concluamos mais do devido o que Barsowia representou.

A década anterior foi de iniciativas “micro” em galego e esta talvez igual; até pode que atualmente haja mais vias que havia então. A perda de presença do galego será, digo eu, um fenómeno global porque muita gente renuncia a o falar, a o escrever e a publicar nele. Não é específico da BD. Não idealizemos o passado para enfatizar o pouco que a favor do nosso idioma se faz atualmente. Pelo contrário, façamos mais agora: desde a autoria, desde os negócios privados e desde as instituições públicas. Exatamente igual que então.

Esta semana, incidentalmente, viu a luz o livro Ricardo Mella de Ramón e e Xosé Trigo e mais outra obra em galego, mínimo. Ler e comentar será o melhor jeito de apoiar a BD em galego, suponho.

pedrovillarejo:

Ya está aquí Míster Zasca! Un tebeo de mamporros para todas las edades y para el que he contado con colaboradores de lujo como Manuel Bartual, Kike Benlloch, Roberto Corroto, Juan Cubo, Elchinodepelocrespo, Vicente Navarro y Javi Godoy.

Va a ser mi último tebeo, al menos en una buena temporada.

Sólo hay 50 ejemplares así que yo no me lo pensaría mucho.

Podéis pillarlo aquí:
http://pedrovillarejo.tictail.com/product/mister-zasca

Fonte

This is the real thing.

This is why comics can be awesome.

Triggering a dreamlike small universe in motion, Brais Rodríguez builds a story filled with symbolisms both as hypnotic as open to interpretation. A raw 3x3 layout and some of the slickest black and white art he’s ever delivered (which is a lot to say) set up this book you’ll want to read again in the years to come. Utterly inspiring and fascinating.

A man begins a journey as the world shivers in silence: an overcoming shadow or an overcoming shade?



Just out of print as it sold out its first run. I’m sure we can expect a new printing soon.



No meio da melhor geração (gerações, pois a atual já é outra) de autores e autoras galegos Diego Blanco López (Viveiro, 1981) continua sendo o meu preferido, apesar da sua produção ser exígua hoje em dia. A última vez que coincidi fazendo algo com ele foi uns meses atrás no atelier de criação conjunta/improvisada do Autolab. Anteriormente entre as coisas que eu escrevi para Diego contaram-se o álbum “Pinche Mundo” e este relato.

Em setembro passado tive um sonho muito vívido que mal acordei transcrevi. Depois fiz um argumento para banda desenhada. Diego vai desenhá-lo e publicará-se no número de Altar Mutante deste verão, motivo de feliz celebração para mim.

As três imagens supra são capas de trabalhos de Diego como autor completo.