Gostei muito desta BD, e isso que recorre à redundância imagem/palavras atravês da voz do narrador. Um retrato descarnado e lírico dumha cidade e a sua gênese (ou renascimento, segundo se olhe) atravês do microcosmos dum encontro fortuíto e violento numha taberna.


O texto de Daniel Landes imagina-lo declamado com voz de locutor de rádio. Os desenhos de Noah Van Sciver estám na onda do que nos tem afeitos, a quem seguimos este ilustrador polo Tumblr. Parece-me um historietista tremendamente capaz, desses como Chester Brown (ou Pedro Villarejo ou Diego Blanco) que pode desenhar qualquer cousa que lhe botes, fazê-lo bem e fazê-lo no seu estilo inconfundível.


Como guionista nom me vou ofender já por tantos artistas que dizem acreditar na BD como obra autoral de umha única persoa -já sabeis: a olhada única plasmada numha obra individual e intransferível-, como é o caso de Van Sciver, bem é certo que neste caso haveria que perguntar-lhe entom o por que del colaborar com um escritor nesta ocasiom ;-)


De preço é bastante caro, cinco dólares, mas o comic-book em pequena ediçom é-o igualmente (de produzir, de distribuir…), como se tem comprovado em interessantes iniciativas recentes, assim que nada que alegar. Polos custes é arriscado e adoita-se desistir, e tal poderia ser o caso por exemplo de mais de umha editora madrilena atual. Felizmente, para os que o estimamos este formato, está mui estabelecido nos EUA tanto no seitor comercial como na small press e nos autoeditados minicomics, que é um pouco a margem onde se enquadra este título.


A city of whiskey & fire componse de vinhetas quadradas a página completa, o mesmo formato do livrinho, som em total 24 pp em branco e negro coa capa a cor. Os textos vam nom sei se vam mesmo impressos/colados fisicamente em tipografia Arial (!?) mas nem isso me molestou.


Curioso e jeitoso, adoro estas cousinhas quando têm um feeling particular, como me parece é o caso.

Magistral.


Singelamente perfeito. O melhor comic-book unitário que lim em bastante tempo.


Comprara este nº124 chamado pola capa, que me pareceu magnífica, mas dentro levava ademais um tesourinho. Dessas histórias que um lembra.


Gostaria de saber se teria que dar os meus parabéns especialmente a Arcudi polo argumento singelo e sobérbio, mas que vaiam para todos os implicados, do editor ao colorista.