Text in comics: friend or foe?

The other day an author with tens of thousands of followers on a social network posted a ten item guideline to writing comics. I thought cool, let’s check it out. I always appreciate insight into other people’s methods of work and advice they may give. I needn’t like what they write to hear their say, as anyone working their field deserves my respect. Their experience, success and talent may be far greater than mine. So I lend my ears and think about their opinions. It’s great to discuss and reflect on the craft, that was literally my first reaction.

However I did want to point out something that day: you cannot measure certain things as if creating comics were maths. It is not. It’s an artform and there’s lots of ways of viewing it. Specifically the question of whether a maximum number of words per balloon or page can actually be set to a figure. Sure, you don’t want to put too much text into a page and have it become unreadable or dragging. I just alledged that the acceptable amount of text on panels or pages depends on your reading culture and/or habits. Also as a creator. That perception changes geographically and in time; it was not the same as it used to be (and maybe will be) on one hand and on the other you cannot judge American comics with the same parameters as Japanese manga or European bande desinée. If you were raised to equally appreciate Hergé, Will Eisner and Osamu Tezuka you’ll know what I mean.

So text. What is it about text. It’s like the first guest to a party hosted by the art. Visually, I mean. You do create having abstract concepts in mind, plus a specific visual setting plus the words that are said or heard on that plateau. But as you encounter a comic page, as a reader, what first strikes you is the art, the page as a drawn sheet, with text just following and helping you understand beyond what is seen -through what is read.

Text is a purveyor of information so it affects directly on how much data you can deliver to the reader. This data can be more or less objetive (plot facts) and subjective (how do the characters feel about those facts) or even atmospheric (what is the environment surrounding both facts and characters). It is a key tool but it’s quite elastic, really. One page may work beautifully with no words at all, another may be packed but also give what’s due without offending your sight.

And then there’s the question of whether using a narrator’s voice is all right or if, quite the opposite, only dialogue should be on the final page. We’ll skip that debate today because it would take all day just by itself. I’ll just put this forward, I’m not a fanatic enemy of show & tell either anymore. So go figure.

Text density affects both the tempo of your story and the readibility of the pages that build that story. But the quantity of it, that’s an industry standard. An editor may tell you, you use too much text, be more concise. OK. Or, as an American editor told me on one occasion, there’s too much (he meant plot, not words) crammed up in this story (there was not, but I spent zero seconds arguing. See: Dámsmitt).

Text density, again, has got nothing to do with what comics can or cannot support. Or is avisable when creating them. Should you adapt to guidelines fitting your industrial environment? Sure -if you want to get hired. What’s more, you may not like wordy comics -that’s cool. But that does not make them any less worthy (or enjoyable by people other than you, at that). You simply cannot judge the quality of writing by the quantity of words. That’s your taste. It’s not an absolute truth and does not split writers between good and bad. Just as there are no right and wrong ways to make comics. How many times the authors you really appreciate were those who dared to go beyond the so-said rules? How could The Dark Knight Returns or Elektra: Assassin ever been made if not. So you see, even an industry as standardized as the US’s benefitted from those trespassing.

I have been writing comics for two decades and my works are not specially wordly (I reckon). My point is don’t believe you can identify quality (or right/wrong) through single specific features. It’s ridiculous to dismiss combinations of words and images that do not follow a specific pattern. Some of those patterns are only mandatory for certain markets or regions. And John Byrne did not write the same way Tom King does. Maybe we could go and measure their respective word densities and see if it’s changed a lot or not?

In any case we wouldn’t tell Gunter Grass that Tin Drum took too many pages and should be edited. Alejo Carpentier, he could have told the same story of Explosion in a Cathedral with a shorter extension, but why should he?

Let’s respect our own craft too. If anyone thinks they can do better than Gaines, Feldstein & Kriegstein on Master Race or Van Hamme’s or Yves Sente’s runs on Blake et Mortimer, just because they use a smaller wordcount and/or ratio than those legendary creators, I’ll be happy to hold their beers.

Criticism, opinions, styles, all those are great. But don’t come to me speaking in absolute terms.

As the Greek poet once said, only the Sith deal in absolutes.


PS.- And no, you don’t know more about writing comics than anyone else just because you have a Major in Literature (congratulations on your resumé anyway -I wish I’d earned one too). It may come handy whenever you actually write one, though, if you do.

Antes de se fixarem determinadas ideias no imaginário coletivo sobre o galego na BD na década anterior comparado com a que vivemos agora, sem nem sequer haver uma réplica, eis a minha. Com todo o respeito para a gente que tem opinado, a quem não vou responder em redes sociais para começar um debate que não me apetece, a minha forma de ver o assunto é radicalmente distinta -e em determinados pontos oposta- e deixo-a por escrito para que conste. Não quero interpretar certas declarações como interesses particulares de presença e de discurso e prefiro apresentar a minha opinião pessoal e individual aqui.

Tem-se usado como argumento que Polaqia publicava em galego e agora não se publica, isto é só meia verdade. Algumas das BDs galegas mais destacadas dos últimos anos têm sido editadas em galego, como ∞-1 de Xulia Pisón, co-editada pela autora com a cadeia de livrarias Alita Comics, ou a sobressaliente A carreta do diaño, obra de Fernando Llorente, cuja segunda publicação foi em galego ao amparo da Deputación da Coruña com ocasião de ganhar o concurso Castelao promovido por aquela entidade provincial.

Vejamos pois que há em jogo fatores propiciadores que som: a própria parte autoral, apoio de negócios, apoio de instituições. Exatamente os mesmos que na época de Polaqia.

Alguém se molestou em contar quantos títulos de Polaqia foram em galego? Porque a mim me saem quatro de quarenta, grosso modo; o dez por cento.

Não é que então os autores estivessem especialmente comprometidos com o galego de um jeito que agora não estão. Simplesmente há muitos autores que quando apresentados com a possibilidade de serem editados de modo não especialmente lucrativo -ou diretamente sem cobrarem- em língua galega, o tolera(va)m. Porém isso não implica o mesmo grau de compromisso que terem tomado eles/elas ativamente a iniciativa de se auto-editar em galego -algo que também passava então e também passa agora-.

Se tomamos Polaqia como exemplo e não como bandeira só uma parte pequena do seu catálogo, fora da publicação seriada Barsowia, saiu na nossa língua. E os títulos em questão deveram-se principalmente a que a parte criativa se tinha desenvolvido sob convocatórias como as 24 horas da BD ou o próprio concurso Castelao e os autores responsáveis elegeram voluntariamente não traduzir o trabalho para espanhol antes de lhe dar saída auto-editorial.

Quanto ao Barsowia, principal veículo do coletivo e peso quase íntegro do galego no labor de publicação do mesmo, não imaginemos películas: Barsowia saiu por iniciativa pessoal minha e saiu em galego por iniciativa pessoal minha. Ponto. Para funcionar economicamente teve o apoio essencial de incontáveis negócios galegos (livrarias, bares, etc) e o trabalho de Hugo e Sergio Covelo. Sem esses dois fatores e sem a contribuição criativa voluntária dos numerosos autores e autoras Barsowia simplesmente não teria existido.

A reunião central em que se acordou a criação da cabeceira decorreu em Ponte Vedra com a presença dos quatro autores que estudavam lá na faculdade de Belas Artes (Diego Blanco, Bernal Prieto, Brais Rodríguez, Roque Romero) e os irmãos Covelo. Quando eu propus aquele dia editarmos um fanzine por imprensa e o editarmos integramente em galego a proposta foi respondida com incredulidade mas finalmente aceitou-se. Fim da história. Depois dirigi o Barsowia até o número nove. Teria dezasseis em total. Não há mais mistério. Não mitifiquemos nem concluamos mais do devido o que Barsowia representou.

A década anterior foi de iniciativas “micro” em galego e esta talvez igual; até pode que atualmente haja mais vias que havia então. A perda de presença do galego será, digo eu, um fenómeno global porque muita gente renuncia a o falar, a o escrever e a publicar nele. Não é específico da BD. Não idealizemos o passado para enfatizar o pouco que a favor do nosso idioma se faz atualmente. Pelo contrário, façamos mais agora: desde a autoria, desde os negócios privados e desde as instituições públicas. Exatamente igual que então.

Esta semana, incidentalmente, viu a luz o livro Ricardo Mella de Ramón e e Xosé Trigo e mais outra obra em galego, mínimo. Ler e comentar será o melhor jeito de apoiar a BD em galego, suponho.

I’m a tolerant reader, I really am
—or at least I like to think that I am. I tend to judge each book based on its genre, origin, specific characteristics and basically, value it for its strengths instead of its flaws. But from time to time, against that sincere general positive predisposition of mine, I can’t help but hate a title I’m reading or have read
—so much it almost makes me angry. Happened a few months ago with a graphic novel by a Spanish author: a nonsense, “I’m so cosmopolitan and metaphorical and modern and have identity issues but still can’t come close to drawing anything” load of crap.

Again, just yesterday, with Snyder’s Metal #1. Utterly lacking any sense of tempo or plot continuum, I stood before the abscence of one single original idea. Boy, was I pissed off. I expected way more from the guy who delivered The Court of Owls saga than stealing a basic Stranger Things Season 1 concept, for instance. Can’t say enough how disappointed I was. Even having Capullo draw the story didn’t minimize the damage. Terrible book. Won’t be able to shake off my “DC sucks” bias this way.

Oh.

AND I also re-read Bone #53 for no particular reason than pure chance picking and suddenly the sun shone again through my window. Can’t fathom why some people would care to read that book in
—sigh- colour, though: You cannot, by definition, improve perfection.

Estávamos trabalhando no layout de uma sequência, valorando se pela quantidade de diálogo pedia uma página ou duas. Então me perguntaram se uma linda prancha de Javier Pulido para “Jessica Jones”, vista estes dias nas redes sociais, não me resultava um bocadinho confusa. Não. E vou explicar por que.

Temos aprendido, consciente ou inconscientemente, que se a olhada percorrendo a linha branca que normalmente separa as vinhetas (gutter em inglês, calle em espanhol, etc) não bate em nenhum canto, seguimos. Se pelo contrário há um canto, uma esquina, cambiamos de fileira.

A ordem de leitura ocidental é esquerda-direita, de riba para baixo. Começamos no quadrinho primeiro, o superior à esquerda. Os cantos (círculos verdes) vão indicando-nos o primeiro curso:

Depois os indicados com círculos de outras cores:

A leitura faz-se então evidente:

Contudo, Pulido toma uma licença artística, faltando precisamente à norma antes descrita dos cantos como fitos na via da leitura visual. Eu diria que ele procura um efeito estético de contiguidade entre estes dois quadrinhos como feche da dupla página e do diálogo porque ambos pertencem ao mesmo protagonista, Nick Fury:

Porém há uma última linha que talvez passe desapercebida mas é essencial para a edição em papel. A que delimita a separação física das duas páginas, a que terás nas mãos à esquerda e à direita. E essa linha é importante que não passe por cima de balões de diálogo, de figuras, ou de caras “pequenas”.


Fantástico trabalho por parte de um artista genial!

We’re so used to overestimate famous creators (or those that make a lot of celebrity-like fuzz on Social Networks) that hype becomes attention and attention precedes overly benevolent criticism -to their benefit. Looking farther, I guess some in my generation tend to systematically expect the best works from a few North American publishers, as if they had some kind of exclusivity on quality -which they don’t. And suddenly, in the middle of all these acquired habits, a beautifully self-published story can be like a big Fuck You to all that nonsense. It happened to me last year and it’s happened again and both as a reader and a writer I’m happy and grateful for it.



No meio da melhor geração (gerações, pois a atual já é outra) de autores e autoras galegos Diego Blanco López (Viveiro, 1981) continua sendo o meu preferido, apesar da sua produção ser exígua hoje em dia. A última vez que coincidi fazendo algo com ele foi uns meses atrás no atelier de criação conjunta/improvisada do Autolab. Anteriormente entre as coisas que eu escrevi para Diego contaram-se o álbum “Pinche Mundo” e este relato.

Em setembro passado tive um sonho muito vívido que mal acordei transcrevi. Depois fiz um argumento para banda desenhada. Diego vai desenhá-lo e publicará-se no número de Altar Mutante deste verão, motivo de feliz celebração para mim.

As três imagens supra são capas de trabalhos de Diego como autor completo.

I’m afraid that no matter how long he lives and works, Jim Lee will never draw anything as cool as his X-Men, which marked a generational milestone.

I don’t know where the ad’s line came from or who wrote it. It reminds me of the quote “Ignorance leads to fear, fear leads to hate, and hate leads to violence”. The latter is attributed “by the Internet” to the 12th century wise man Averroes, although I haven’t found the specific source and it isn’t featured on his Wikiquote page.

I’m afraid Tom Gauld isn’t as brilliant a graphic novelist as he is as a creator of -single- comic strips. In terms of the latter format he may well be my absolute favourite artist right now. His fresh approach to popular issues, regarding subjects such as literature and science, and the perfect execution he gives them with his beautiful minimalist style, are just astounding.

Fonte

Dezanove anos depois de o começar a ler, treze depois de se ter completado a edição original, este 2017 acabei de ler “Bone”.

Quando a edição em comic-book em espanhol que eu seguia foi cancelada ficando a série inconclusa, neguei-me a passar ao formato de livros da nova editora licenciada, assim que após Dude Comics veio para mim Image Comics e finalmente de volta à casa matriz, Cartoon Books. Fui completando a série com a minha habitual lentidão e, felizmente, sem spoilers de ninguém. Acho que, realmente, também eu prolonguei consciente ou inconscientemente a leitura para que me acompanhasse um longo treito do caminho. Faço o mesmo com outros títulos.

É realmente um trabalho imenso de Jeff Smith, uma jóia da banda desenhada de aventuras e fantasia que adorei e que não concebo -ao igual que outros comics como Torpedo- em cor, pois o trabalho em preto e branco me parece magistral e qualquer adição a ele desnecessário.

Deu-me pena rematar a leitura e também pensar pessimistamente que provavelmente um sucesso assim não se repita de parte do autor.

Hei re-ler com prazer algum dia.

Considero-me um leitor bastante, bastante tolerante. Em quase qualquer livro ou cómic vejo sempre alguma virtude, mesmo se me parece um trabalho mediocre. É muito infrequente que ler algo me, digamos, ‘ofenda’. Porém ontem li uma BD (perdão, uma “novela gráfica” -sic-) tão pretensiosa, estúpida e vácua, tão copro-cosmopolita cliché-instagramer que me pôs de mal humor. Oh estuve en Londres y bla bla bla. Vai pro caralho.




Como quase todos os anos os prémios de Barcelona produzem-me uma boa dose de aversão. Optam obras que me parecem, por dizer finamente, muito escassas, enquanto outras mais que meritórias ficam fora. Primeiro caso o trabalho de Emma Ríos. Após I.D. e Pretty Deadly II não sei que caralho mais faz falta para ser candidata! No caso de obras espanholas li poucas mas do visto parece-me que Lamia está muito por riba das demais, o qual, infelizmente e conhecendo a minha proximidade ao gosto maioritário, sugire que não vai ganhar. Enfim. Espero que de novo premiem Emma na convenção de Madri e, aliás, que nos EUA a candidatem ao Eisner. O seu trabalho gráfico em Pretty Deadly merece isso sobradamente. Dos títulos que sim entraram nos prémios de Barna eligiria os de King/Walta e de Tomine (a “Paciência” de Clowes produziu-me sensações encontradas e não ajudou ter um notável erro de impressão a versão em rústica de Fulgencio Pimentel, que foi a que comprei). Apesar da reprodução de arte de ECC ser lamentável, também não entendo faltar na seleção um Chiisakobee, p. ex. Total: eu faria os antiprémios de Barcelona e essas maravilhas -adoro La reina Orquidea e Mame Shiba- levariam pelo menos um abraço. Todos gostamos de Paper Girls, mas votar algo que ainda não contou nada e está colhendo corpo parece-me de ignorância ou preguiça. Sei, sei: as opiniões são como os cus, cada um tem a sua (e para isso estão os votos), mais eis a minha; geralmente os prémios de Barna fedem.

Gabriel Hernández Walta has now been for a few years in a row one of my favourite superhero artists, in part because there’s this so un-superheroic touch to what he does, that really challenges the genre without actually antagonizing it. He’s so good at making an Illyana, an Elektra, a Magneto… and at making them his and his alone. Because he doesn’t only draw those characters, he grew up with them as much as you and me and he understands them. It really shows on the final art.

I don’t adhere to those “I don’t read superhero books but” crappy commenters who would praise H. Walta’s art while patronising uncountable other artists working in the field, while disregarding superhero books as a whole category. I place them in the same “I don’t read manga” ignorant lot. I both enjoy and respect so many talented individuals doing pajamas and punches. It just happens that Gabriel is a little above many of his colleagues thanks to his utterly personal style, his dedication to whole page work and his ability to merge superpowers with real-life feel settings and characters.

Pardon my French, but fuck everyone who reblogs or posts drawings, panels and cartoons without crediting author and source. This isn’t just a matter of netiquette, it’s good old politeness, fairness and common sense.

Whenever I see something that I like but is uncredited, I won’t post it unless I can trace back whoever did it.


If you’re an artist or love comics you know it’s plain wrong spreading somebody’s work without even referencing her or his name. I know, sometimes it’s obvious where it came from, but doing it the other way does no harm, helps struggling creators and makes it a little more difficult for thouse shitbags that delete signatures from images and even have the guts to place their own watermarks as if they were original content creators.

Hey I have my own little wordless cinephile game at Twitter. But as a general rule, please, do credit and reference source always, via tags, footnotes and/or linking.

How today I came accross two gigantic truths about Frank Miller, one by an artist and another one by a colourist.

Although I value Frank Miller’s outstanding contribution to American comics and all the classic works his legacy has given us, I am not an unconditional fan of his. Some weeks ago I was wondering which books by him I actually have and this list turned out:

Batman: Year one (DC Comics); Batman: El regreso del
señor de la noche (Ediciones Zinco); Wolverine (Marvel Comics);
Daredevil: Condenados, Daredevil: Elektra, Daredevil: Born again
(Cómics Forum); Daredevil: Man without fear (Marvel Comics); Daredevil.
Visionaries: Frank Miller vol.1 (Marvel Comics); Elektra lives again
(Marvel Comics); Elektra: Assassin (Cómics Forum); Give me liberty
(Norma Editorial); Martha Washington goes to war (Norma Editorial);

300 (Dark Horse);

plus nine Sin City titles (Dark Horse and Norma Editorial).


Also, I don’t know what I’d make of it today, but back in the day I didn’t like issues 1 through 3 of Ronin. That’s about it,
I don’t think I’ve read much more than that.

As the list shows, I haven’t followed him for quite some time now, so I can’t say about DK2 or DKIII. Hell, I’ll probably never read those, as I’ve never read any Before Watchmen (I’m not comparing, remember: I haven’t read them). Nonetheless, as far as the part of his work I know is concerned, I reckon Michel Fiffe absolutely nails it when he says:

“Miller built his technical skill via Neal Adams & Gil Kane. Like Kirby, he nailed the basics and went from there: Moebius/Kojima (RONIN), Pratt (DKR), Muñoz (Sin City), Kurtzman (300), Feininger & Watterson (DK2).”

It’s sad that so many readers don’t know who Kojima or Muñoz are, that’s some basic comics culture you really should get ahold of no matter where you come from. It’s a big world, Charlie Brown, and there’s more to it than the U.S.A.

So. Apparently Miller doesn’t draw as well as he used to and some people have been making fun of it, which, again is sad and something your mom should have taught you about, especially if age and/or health have anything to do with it. Anyhows, Fiffe reblogs the absolutely astounding recolouring
of recent Miller art, by James Harvey, who does an awesome work along the lines of “Frank Miller’s recent work is good, but DC have no idea what to do with it” and in turn quotes his friend Julian Dassai, whose theory you just have to embrace:

“[Miller’s] work is dynamic and, in some cases, verging on abstract. Trying to color his stuff with representational lighting and rendering is pointless, whereas a flat, graphic approach (or just leaving it in b&w) allows the energy to jump off the page”.

Looking at the delivered ‘evidence’ I could’t agree more. I mean, I hadn’t seen those covers before, for Heaven’s sake, what on Earth is that? 90′s Image colouring? DC completely fucked it up. Editor’s contribution here? An utter level of artistic ignorance. Which is pathetic given the fact that comic-books are supposed to be an art industry.

As I said, I don’t think I’ll ever read DKIII. However, if recoloured the right way, as Harvey’s phenomenal approach shows, I just might give it a chance.

Give the man the job. He’s damn well earned it.