Melhor letra de sempre: Letra de «Sete estradas» cantada por Amália Rodrigues



amarrada a sete luas
por sete nuvens toldadas
à beira de sete estradas
com sete facas à cinta
pra te dar sete facadas
com sete olhos abertos
à beira de sete estradas

há sete noites seguidas
à beira de sete estradas
com sete olhos abertos
com sete facas à cinta
espero que me apareças
pra te dar sete facadas (x2)

há sete noites seguidas
de antecipado remorso
que por teu amor choro
choro meu triste fado

há sete noites seguidas
que de mim ando perdida
amarrada a sete luas
sete nuvens toldadas

a sete céus de distância
sete poços de saudade (x2)

há sete noites seguidas
que dou voltas à memória
à procura de quem sou
na esperança de encontrar-te

há sete noites seguidas
que tudo parece nada
e me dói o sangue tanto
de ciúme, de desejo
há sete mundos seguidos
que julgo que te não vejo
que há sete mundos seguidos
que julgo que te não vejo
(x2)


Pois que pena que se cancelasse (isso tamém a "agradecer" ao covid) pq me encantou. Nada de original mas tudo bem (nom é fácil isso!)
Ao = q c/Stranger Things (1T) pergunto-me se o target somos nós, xs nenxs dos Goonies, ou + os d agora.
Além dos atores, gostei da montagem e especialmente do desenho musical,
e já, que nesse último ep soassem nos momentos certos Pixies, Roxette... e Aztec Camera...! Go figure!



Vim muitas cousas aí dentro, na série (a BD n'a lim), e com certeza nom fum o único. Já digo, originalidade zero, mas gostei igualmente.



1 aspeto clave na falta de originalidade é para quem lemos mutantes qdo se devia
O mestre Claremont contou-nos esta história como ninguém



a série tá baseada nesta BD
PS
The end of the f world nom passei do ep 1 (a BD tampouco n'a lim), nom sei se depois melhora

Conto de Natal que nom o é e ademais foi verdade

Um Natal de hai 65 anos umha família nom tinha um peso, umha peseta, nada de nada para comprar nem para tomar. Só leite da vaca, da avoa Maria -quem todos os dias lho traguia da aldeia para a vila- e mais um golpinho de café.
A senhora Marina de Fuentes deu-lhes como presente umha caixa de bolachas e foi o que tivérom. Nem foi um Natal infeliz apesar de tudo, tomárom com humor a sua necessidade.

O céu tem que existir para gente como vostede, senhora Marina. Ali onde estiver, mando-lhe um bico.


Nom é que veja muitas mas talvez a série policial de que mais tenha gostado desde The Wire (nas antípodas estilisticamente, claro).

10/10.



Subversom de boa parte dos estándares do género, humanizaçom da(s) vítima(s) -e dxs investigadorxs-, zero glamour nos agentes, nula glorificaçom da violência, tempo lento que parece desatender intencionadamente o ritmo, recurso ao silêncio, personagens nom histriónicos, ...

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Os melhores tributos a Maradona vistos estes dias

  • I never thought in my lifetime that I would see anyone come remotely close to Diego in terms of ability with a football
    Gary Lineker
  • Maradona is an icon in the truest sense, in that he transcended his sport; even if you've never watched a minute of football in your life you know who Diego Maradona is and you may not know why you know who Diego Maradona is. (...) Often I think when someone has that kind of sublime ability they make you feel when you watch them perform or sing or in the case of the great Maradona play football, how can that happen? Isn't that what is essentially meant by genius, that something happens that doesn't even make sense? You sort of feel like that is God coming out of thar person (...) In Maradona you see the mythic cost of that of greatness (...) I suppose yeah, that who the gods want to destroy they first make mad with power (...) but perhaps we should celebrate those moments of greatness that he alone gave us, a person from an impoverished basically peasent background attaining such heights through god-given talent (...) We can try to nurture our own gifts and celebrate the gifts of others
    Russel Brand
  • Inmejorable. Fue, para nosotros, y va a seguir siendo, un ídolo. Que ya no esté nos da muchísima pena. La pérdida de un ídolo es una sensación de debilidad para todos nosotros. Maradona fue un artista, la dimensión de la repercusión de su arte tiene infinidad de reconocimientos. Para poner un ejemplo que sale de lo común, las canciones que se han escrito sobre él son extraordinarias y yo leí diez textos posteriores a su fallecimiento que fueron emocionantes. Hay un reconocimiento de lo que él les dio a los espectadores en forma de belleza. En cuanto a lo que significa para nosotros en particular, Diego nos hizo sentir que es la fantasía que genera el ídolo. El ídolo, el mito, la leyenda, hace que un pueblo crea y que lo que hace esa persona somos capaces de hacerlo todos. Por eso la pérdida de un ídolo golpea tanto a los más excluidos, a los más indefensos, porque son los que más necesitan creer que es posible triunfar
    Marcelo Bielsa



Posdata:

Hace unos días, en el Día por la eliminación de la violencia de género no se hicieron estos gestos y si por las víctimas no se guardó un minuto de silencio, no estoy dispuesta a hacerlo por un abusador. El hecho de sentarme fue reivindicativo. Si no llego a saltar al campo solo se hubiese notado que faltaba una jugadora. Para ser jugador hay que ser primero persona y tener valores más allá de habilidades como las que tenía él, que sabemos que eran cualidades y dotes futbolísticas espectaculares.
Paula Dapena

#respect
Ci ha fatti sognare, ci ha fatti felici, è indimenticabile e resterà immortale. Lo ricorderemo per il suo modo di stare in campo, ma anche per le sue fragilità. Diego non si può giudicare, ma solo amare.
L. De Magistris, alcaide de Nápoles

1ª vez que crio estas "plantas de interiores"
O grande foi resgatado
O pequeno sementei e nasceu aqui

Yo me equivoqué y pagué, pero la pelota no se mancha. Nunca dejen de quererme.

Barrilete cósmico, ¿de qué planeta viniste para dejar en el camino a tanto inglés?
Umha das cousas que mais me alucina de determinadas cousas feitas em/para Internet é a absoluta falta de auditoria nom como meio de validaçom moral BEM/MAL nem como mecanismo punitivo (d quem foi a culpa!?) senom simplesmente como ferramenta de QC (bom, o simples conceito de QC está ausente em tantos aspetos que melhor nem entrar nisso),
quer dizer, usamos ferramentas tecnológicas e nem sequer habilitamos métodos de control/avaliaçom automatizada que nos permitam ir melhorando o jeito de fazer as cousas gradualmente? Hai 4 anos figem um projeto para web e habilitei-lhe 4 mecanismos de control automático de conformidade a normas. Pola simples evoluiçom tecnológica sei que algum dia falharám e dará-me raiva... mas de momento estám todos em vigor e dando 100% de aprovaçom. Som simples e nom pretendem responder a todo o espectro de questões possíveis... mas polo menos som algo fronte à nada absoluta habitual,o q é especialmente chocante qdo se opera com € público e nem se controla o q s publica de jeito nengum, nem se audita nem examina, nom só cos efeitos de qualidade e conformidade a estándares genéricos que isto tiver, senom em assuntos como acessibilidade "universal" ... q supostamente estám regulados polo ordenamento vigente.

Enfim: q hai q trabalhar melhor e testar o q s fai, nom só fazer por fazer.

PS. E se a tua cultura laboral / de rendimento / "accountability" for a própria do setor privado... e nom queres levar surpresas... melhor fica nel.
Num livro de hai noventa anos leio ouvínose*. Frequentemente as obras anteriores a se fixar norma recolhem formas como esta, que me resultam totalmente familiares. Adorei. Nom defendo o oralismo, o código escrito que escolhermos (eu próprio aqui) é um estándar -mais ou menos arbitrário, mas estándar em definitivo- que cumpre outra funçom comunicacional diferente. Porém a fala conservada em obras antigas é um tesouro. De feito antes prefiro edições facsimilares que que se corrija a ortografia para adaptar à norma vigente; isto, que ainda em âmbito escolar entendo um pouco, parece-me em geral aberrante, um... e a palavra é forte mas é como o sinto... atentado à obra original.

* por ouvirom-se; conjugaçom dialetal que dá:
amano por amárom,
comeno por comérom
e subino por subirom.

Bushido


  • IT managers need to approve a new server or system configuration or operating system patch before it is rolled out to company endpoints or devices.
    Source
  • The IT organization itself also has its own need for process improvement and automation. The best-run IT organizations not only focus their process improvement efforts on those of other departments, they also seek to optimize their own IT management processes internally.
    Source
  • We should never hold someone accountable for something unless we have given them the authority (and resources) they need to accomplish the task.
    The idea that everyone in the workplace is a “customer” of the IT department is faulty. Our fellow employees aren’t customers; rather, they are partners in accomplishing the objectives of the organization. Otherwise people will sidetrack IT and dynamically change the scope of projects because “the customer is always right.” If you let that happen, you will not meet your goals.
    Every member of an organization needs to understand and comply with ITs’ policies and procedures.

    Source
A monopolist can squash a nascent competitor by buying it, not just by targeting it with anti-competitive activity
Joe Simons
Trabalhar a primeira parte da manhã escuitando a Rádio Galega é assistir a um monólogo ideológico sem o mínimo contraste democrático, resulta obsceno que se atrevam a acusar outros de Ministério da Verdade quando levamos toda a vida com um férreo control dos meios públicos, nomeadamente da rádio e TV de todxs xs galegxs. Só hai 1 voz, a discrepância nom existe, tertulianos alinhados coa linha editorial única. Fora deste escandaloso déficit democrático está a questom de seguirem o esquema do bárrio de Salamanca, la ETA, Venezuela, Simón, etc.

O pronome átono em galego

A orde correta para o pronome átono a respeito do verbo na língua galega parece-che complicado ao primeiro, depois achas que entendestes, e a seguir, ao te enfrentares às exceções e casos infrequentes, voltas a pensar que nom sabes avondo. Eu polo menos acho-a umha questom enormemente complexa. Por um lado dá muito trabalhinho, quer para aprender como neofalante, quer para racionalizar como paleofalante. Polo outro lado, dá-lhe ás falas galegas umha imensa riqueza. Além de onde vai o pronome respeito do verbo -antes ou depois del- reconheçamos já de início que em galego podemos fazer cousas bem estranhas cos pronomes...!

Xaquín Lorenzo no seu Cantigueiro popular da Limia Baixa deixou escrito:

Quen me dera saber lér,
prenda que tanto gostaba,
para saber lér as novas
que me o meu amor mandara!


(Os sublinhados som meus)

Minha avoa recitava:

Se no-lo mundo marmura
é coa *envídia que nos tem


E a nossa língua além do Minho? Amália Rodrigues cantava:

há sete mundos seguidos
que julgo que te não vejo


Hai um par de anos, durante vários dias, umhas quantas persoas estivemos falando disso, a raiz dumha frase que me chamou a atençom quando a lim na imprensa -como exporei depois- e o primeiro que tenho que fazer é agradecer a todas as persoas que opinárom e contribuírom, especialmente às expertas em filologia pola sua paciência comigo. Se quadra justamente me acusárom de teimudo e nom sempre é fácil discutir com alguém que sabe menos que ti dumha matéria. Eu nom som filólogo nem linguista e simplesmente tenho a fortuna de poder viver e trabalhar sempre em galego; se algo me move é que dedico bastante tempo da minha jornada a refletir sobre o nosso idioma e aqui acabei por erguer umha tese, a qual quem mais sabe referendará ou rebaterá. A minha ideia é que temos umhas normas gerais claras sobre a colocaçom pronominal, válidas, e umhas exceções mui comumente ensinadas, tamém corretas, mas defendo que depois hai umha área menos definida na qual eu discutiria cousas. Na qual a ênfase e o sentido da frase e as palavras coas que começa a oraçom pode fazer dançar o pronome. No caso que exporei acabárom por dizer-me que era algo tam particular que nem tinha maior importância. Pode ser. Nom é o caso para mim. Quem bem me quer tamém me dixo, polo caso, que o falar velho nom se ajusta àlgumhas das minhas opiniões, que fago como algum corunhês (e.g. Cho digo eu; nom concordo) e que estou sob o influxo doutras falas, talvez da Lusofonia, talvez do espanhol. Nom tenho especial interesse em me afastar da língua dos bisavôs das terras de Jalhas e Soneira, mas a realidade é que a minha fala nom é exatamente a deles, começando já polo sotaque.

Em síntese eu o que queria era que nom caíssemos no recurso fácil de qualificar toda próclise como castelhanismo. Em definitivo em galego som igual de boas Vim para te levar que Vim para levar-te, mas em espanhol nunca se diria Vine para te llevar, senom unicamente Vine para llevarte. Agora, pode que eu esteja errado, olhai que umhas linhas supra acabei de escrever Se quadra justamente me acusárom de teimudo e provavelmente opinéis que a colocaçom correta é Se quadra justamente acusárom-me de teimudo. Porém se a frase vos passou desapercebida quando a lestes e nom vos destes conta... dá para pensar na questom em questom, nom sim?

Vamos coa frase que originou o debate:

Menos do1 5% da programación televisiva infantil emítese en galego


De a ter escrito eu, teria posto quase com certeza Menos do 5% da programación se emite en galego. Entom pugem-me a pensar por que. E figem esta pergunta, obtendo a resposta conjunta seguinte:

O pronome átono em galego

Conclusom, grosso modo umha de cada quatro persoas faria como eu. Por que motivo iríamos contra a maioria, que sim defende a norma geral de que o pronome vai despois do verbo? Houvo umhas poucas respostas que dam ideia da diversidade de percepções.

Todas concordaremos em que, se o verbo abrisse, nom haveria dúvida:
Emítese menos do 5% da programación televisiva infantil en galego

(Inciso: concordaríamos tamém nestas exceções à regra geral?
se emite o 5% da programaçom infantil em galego. ver
Ainda se emite o 5% da programaçom infantil em galego. ver
Talvez se emite o 5% da programaçom infantil em galego. ver)

Perguntei a umha persoa que trabalha como linguista por que me soaria mal esse “emite-se” e por que eu sempre diria aí “se emite”. Especificamente consultei pola frase começando com “Menos ...”, por quanto se fosse com “Mais ...” sim a veria bem. Será pola conotaçom negativa? Como se a frase começasse por “Nom” (em cujo caso o pronome antecede o verbo) ... ?

A resposta:

En principio a frase “Menos do 5% da programación infantil emítese en galego” é correcta, por iso non che soa mal “Máis do 5% da programación emítese en galego”.

Supoño que a ti che soa mal por unha cuestión de énfase, co cal tampouco sería incorrecta a túa percepción.

A Gramática recolle, con respecto a outros cuantificadores, por ex.:

Moitas persoas vírona pola tele
Moitas persoas a viron pola tele!

Menos intereses danchos en calquera sitio
Menos intereses me dan a min.


(Os sublinhados, de novo, som meus)

Marialva Garcinia aportou esta reflexom geral:

Quanto à colocação pronominal, se lês textos galegos e portugueses medievais, era indiferente a próclise ou a ênclise em casos como esse, como é o caso até hoje no Brasil, países africanos e no galego espontâneo (como prova a tua dúvida).

Em Portugal, por mudanças fonéticas (o fechamento das vogais, que leva a que me/te/se etc. se pronunciem quase que apenas com a consoante) passou a “obrigar”, por razões fonéticas, que o pronome se ligue ao verbo em casos como esse. Logo, em PT, nesse caso, só ênclise nesse caso específico mas próclise se houver antes palavra que permita que o pronome se apoie nela, como “que”, etc.

Mas na Galiza (e BR, África, como no galego-português medieval), as partículas “me”, “se”, etc. não perdem a vogal na pronúncia, pelo que é indiferente colocá-las antes ou depois.

Mas tanto a vossa RAG quanto os reintegracionistas ignoram que em PT medieval e em galego medieval as duas opções eram válidas (com o são até hoje no BR) e defendem copiar as colocações lusitanas do séc XX. Assim, em PT de hoje, nesse caso seria ênclise.


(As duas vezes que Marialva di nesse caso refere-se à frase da programaçom infantil)

Eis outros três casos para refletir:

Eu vo-lo direi.
Eu te contato.
A el se lhe encomendara ...

Quanto à colocaçom pronominal em perífrases verbais consultei com umha amiga lusa:

O pronome átono em galego
O pronome átono em galego
O pronome átono em galego

______

1 Marialva Garcinia tamém me indicou que deve ser menos de x%: Isso de meter artigo antes de porcentagem é castelhano puro.