Num livro de hai noventa anos leio ouvínose*. Frequentemente as obras anteriores a se fixar norma recolhem formas como esta, que me resultam totalmente familiares. Adorei. Nom defendo o oralismo, o código escrito que escolhermos (eu próprio aqui) é um estándar -mais ou menos arbitrário, mas estándar em definitivo- que cumpre outra funçom comunicacional diferente. Porém a fala conservada em obras antigas é um tesouro. De feito antes prefiro edições facsimilares que que se corrija a ortografia para adaptar à norma vigente; isto, que ainda em âmbito escolar entendo um pouco, parece-me em geral aberrante, um... e a palavra é forte mas é como o sinto... atentado à obra original.

* por ouvirom-se; conjugaçom dialetal que dá:
amano por amárom,
comeno por comérom
e subino por subirom.