O ciclo vital das RRSS, as suas arbitrariedades e outras considerações

ORomantsev (por Oleg) era umha das melhores contas de futebol de Tw*tt*r. Nom hai muito foi cancelada e totalmente apagada de modo arbitrário por ter feito humor pontualmente fazendo-se passar polo R. C. Deportivo. Resultava evidente a vontade paródica daquel par de anedóticas entradas (e nem sequer eram nem minimamente representativas da sua atividade habitual) mas suponho que só por culpa da denúncia de qualquer imbécil perdeu-se o enorme trabalho que até entom tinha feito, compilando em sequência episódios velhos da história do Dépor, especialmente dos anos 70 e 80, dum futebol antigo hoje desaparecido para sempre (Ódio eterno ao futebol moderno). Todos os seguidores, tamém de outras equipas até rivais, estimávamos enormemente aquelas histórias só fragmentariamente documentadas antes noutras fontes, particularmente impressas e de décadas atrás. A persoa atrás da conta ponderara várias vezes mesmo a possibilidade de editá-las em forma de livro. Salvaria de algum jeito tantas memórias redigidas? Ou polo contrário terá perdido sem remédio tantas horas investidas trabalhando grátis para essa multinacional USA? Poucos dias atrás justo dizia eu aos amigos da Peña Miau de Barcelona a mágoa que me dava o aparentemente ter-se perdido tudo. Só restava a arqueologia, e com exíguos resultados, umha única sequência dedicada a Donowa guardada -quase acidentalmente- em The Reader App. Dixem entom à Miau: lições a aprender e aplicar sempre,
nunca geres conteúdo original (no sentido de único/inédito) para estas #@$%!? companhias, especialmente as de redes sociais;
nunca publiques ou guardes nelas nada importante que nom tenhas tamén salvo noutro lado.

Infelizmente até instituições públicas nom respeitam estas máximas tam elementais (assim nos vai).

E, indefensas, persoas que nom figeram nada mau perdérom materiais próprios -que provavelmente jamais recuperem- quer pola eliminaçom imposta dos seus perfis particulares quer por mor dos feches gerais dos Fotolog, Tuenti, Megaupload (sim, havia quem usava para guardar vídeos e fotografias persoais) e tantas outras. Eu fiquei sem fotografias que tinha em Picasa. E Archive.org nem sempre dá protegido tanta cousa. O caso de MySpace é umha categoria em si mesmo.

Às vezes salvar é tam fácil como dar a ctrl-S de qualquer página web onde tenhas subido material que nom guardaras paralelamente em ningures. Logicamente nom se pode esperar que a gente tenha a capacidade técnica nem a paciência para desenvolver webs próprios onde publicar os seus conteúdos persoais. Mas F*c*b**k e os demais oligarcas do diálogo via Internet (mui poucas empresas com capacidade para potencialmente divulgar a milhões de destinatários) farám-che mais dano a ti como individuo em particular se decidirem de forma unilateral e injustificada abusar da sua posiçom de poder, cancelar e apagar o teu perfil ou presença sem dar explicaçom nengumha (disque houvo violaçom de termos e morra conto). O conteúdo que perderes nessa manobra a eles pode-lhes importar zero. Isto foi o que lhe passou a ORomantsev e o que, quijo a casualidade, ameaçou Tw*tt*r com me fazer hoje a mim mesmo, sem base nengumha.

Dá-che nesse momento a vertigem de extraviares informaçom e cousas feitas, pois bem, o essencial é que nom che escape das mãos nada que nom podas recuperar por outra via (trabalhos, contatos, etc.). Quando Tumblr declarou suposta e infrutuosamente a guerra ao conteúdo sexual nom só atacou simples pornografia senom que cancelou trabalho artístico de múltiples criadores/as, umha manobra de força bruta economicamente -se nom eticamente- lamentável. A mim resultou-me mui molesto e decidim imediatamente fechar a minha conta, dedicada à banda desenhada (e bem pouco NSFW, ironicamente!). Como consequência, igual que quanto tivera em Posterous o exportara para diario.kikebenlloch.com (hoje é umha exígua parte desta última) quando Posterous anunciou o seu fim, quanto tinha (2012-2018) naquela altura do ataque puritano em Tumblr, exportei para diario.kikebenlloch.com/badoum. Nunca lamentei a decisom, ainda que tivesse que renunciar à interaçom conatural ao modelo automático das RRSS. (NB: A exportaçom a partir de F*c*b**k era possível -ainda que tecnicamente, do pior que tenho visto- e Tw*tt*r tamén habilita o arquivado local). Hoje casualmente anunciou-se que OnlyFans vai fazer algo parecido ao de Tumblr dous anos atrás. Que consequências terá isto para quem tem conteúdo nessa rede? Dará que falar, com certeza.

Ghanito viu-se privado da sua conta e vai pola terceira porque Nunca hai contas abondo cando os bots non entenden a retranca. Xurxo Diz vive exiliado da sua conta prévia, bloqueada por causa incompreensível. Tw*tt*r, como as demais RRSS, ganha milhões de dólares continuamente fazendo bem pouco, em proporçom, por monitorizar ou parar os pés a contas totalmente abusivas, divulgadoras de discursos xenófobos, homófobos, racistas, violentos ou diretamente fascistas. Têm que ser os próprios usuários os que denunciem cousas assim: como se a empresa nom tivesse ingressos suficientes para assumir a responsabilidade em primeira persoa do que pom/permite pôr na rede. Nom obstante esta mesma companhia pode fechar a conta de gente do mais normal sem nengum motivo de peso. E, adding insult to injury, resulta já obsceno que às vezes quando che bloqueiam a conta nem cha permitam polo menos eliminá-la. Até esse direito se che nega.

Durante as horas em que Tw*tt*r suspendeu a minha conta dixem-lhes basicamente que podiam devolver-ma ou metê-la no cu. Que nom pensava ser refém nem dar-lhes nengumha informaçom privada adicional à que já têm. Além disso nom estava disposto nem a fazer conta B nem optar por nengumha alternativa improvisada. Se me botam por denúncia injustificada ou por erro seu (como finalmente reconhecérom), adeus. Sem maior problema.

O importante está fora daí.