Work in progress

O cavar era um dos trabalhos mais duros. As mãos à noite ardiam por dentro, nom sabes? É que, aquel dia, o que mais e o que menos fazia o que podia. Porque ali se fazias o preguiceiro... Deixavas-lhe o seu eito e dizias-lhe:
Cava; que se nom, quedas atrás.
Deixavas-lhe a parte que lhe tocava.
Depois vínhamos por aí cantando. Cando chegávamos do trabalho [à casa da roga] colgávamos as chaquetas velhas que levávamos por cima, cheias de terra.