40 filmes

Aí atrás falávamos dos filmes favoritos, nom só os que te impressionárom hai pouco senom de aqueles de que, especialmente, gostastes muito no seu momento. Porque a época em que se vê algo influi muito em como impacta (ou nom).

Eis os (uns) meus quarenta:

40 filmes

Estám co título no idioma em que vim cada película. De miúdos nom tínhamos escolha, agora em salas é praticamente o mesmo.
Contudo, gostei da dobragem espanhola que conhecim, a dos 60, 70 e até os 80. Daí em diante fum perdendo interesse ou gostando menos. Atualmente nem atendo mais do puramente inevitável.

A câmbio, a verdade é que celebro muitíssimo a cada ano que passa poder desfrutar crescentemente das versões originais, ainda mais estando legendadas em português, algo que é o habitual agora e que devemos a essa súper potência da língua galega ;) que é o Brasil.

O caso é que realmente nunca tería contado na minha vida com que no meio dos meus quarenta filmes preferidos houvesse um em galego, imaginas? um filme galego, ainda mais: corunhês.

E felizmente pode-se ver aqui, no À carta da TVG.

Isto é o que escrevim, emocionado, quando vim do cinema de ver Esquece Monelos.

Por suposto estas listas som só um pretexto para aplaudir e agradecer e sempre deixas fora títulos que adoras, maravilhas como esta...

40 filmes

e taaantas outras ao longo dos anos.

Contudo, até grosso modo se podem fazer algumhas contas básicas que pintam o panorama da influência dos pólos industriais-culturais na nossa experiência vital como espetadores/consumidores. Em procedência geográfica, por exemplo, além dessa única galega, a maioria, 26/40, som dos EUA (65%, e pouco me parece). Quantas fórom vistas em salas de cinema? Pois de 3 ou 4 nom estou certo, a memória já falha, mas diria que 14/40 (35%), e em ser só um terço agora, tem que influir por força o passo do tempo e a mudança de hábitos de consumo.

Idiomas falados?
    Todas fórom experimentadas primeiramente com áudio em espanhol salvo:
  • sete em inglês
  • três em francês
  • umha em
    • sueco
    • italiano
    • japonês
    • galego


Nom digo que seja umha obra-prima mas é umha série curiosa com algum momento fabuloso.

Achei complicada a suma de premisa e enfoque pola que optaram mas logram que funcione.

Vai umha temporada, fórom seis episódios. Adorei o primeiro, depois parece que perde algo de força mas o final cumpre (dous episódios, o segundo algo estricado argumentalmente).


Mais de duas horas e nem umha só queda (cinematograficamente falando). Um documentário, ou mais bem, genericamente umha película magnificamente narrada e montada. Aliás, verbalizada com umha finura e umha lucidez infrequente por parte dos próprios protagonistas dos fitos desportivos retratados.
el rotoscopiado me da una pereza de la hostia pero no sé, a lo mejor hasta lo veo

a mi me mola la técnica

pues a mí me mata que el ojo está todo el tiempo discernir si es un dibujo o no, me supera. me molan las cosas dibujadas a mano de verdad, para mi gusto particular no es dibujo animado, me resulta un híbrido entre imagen real y animación. prefiero un dibujo realista pero que no que sea calco, es como si estuviese todo el tiempo viendo papel cebolla pintado sobre video normal, pero que lo de verdad es lo del fondo

en este caso sí que el resultado es extraño. yo me refiero a la técnica clásica, como se hacía en blancanieves o en la serie de superman de la fleischer

ah, vale, pero ahí había un calcado manual que naturalizaba el resultado, ¿no? no es como el proceso automatizado, que da hasta como un poco de cosica

este está bien en su onda pero no es mi rollo, ni argumental ni visualmente. me parecen actores de carne y hueso con caretas pintadas sobre las caras. para mí el dibujo es otra cosa, y no me importa la tecnología usada, de la tiza al render, sino la sensación que me transmite el resultado


Vistas hai pouco. Estas duas películas em particular nom som de comparar entre si mas, em geral, dos títulos que acabo vendo, é como se o cinema dos EUA tratasse de arquetipos enquanto filmes de muitos outros países fossem sobre persoas. Seres humanos de carne e osso.

N'O Beco, Del Toro tem perto do desenlace múltiples oportunidades, se nom de humanizar todos os personagens, sim dar-lhe umha oportunidade a vários deles de ganhar algo de profundidade, mas acaba optando pola absoluta bidimensionalidade. Além de forçar um pouco a narraçom para que encaixe o final, próprio dum conto curto e aplauso mais ou menos fácil. Estou certo de que é um cineasta mui meritório e isto nom o digo por lhe restar valor senom precisamente para enfatizar a minha surpresa.

A cultura popular estado-unidense fai parte essencial da minha vida cinematográfica, musical, de banda desenhada, etc. a umha escala que poucos mercados me marcárom. A sua preeminência e quase monopólio comercial têm convertido em considerável o esforço para diversificar consumos, mas conclui-se quam importante isto último resulta...!


Coproduçom finlandesa-estónia-alemã-russa e rodada em russo, é um filme com umha estranha autenticidade no seu incumprimento do que -afeitos às normas da ficçom- esperamos em vários momentos do argumento. Só depois de vê-la soubem que se baseava num romance, daí perguntei-me se o livro terá algo de autobiográfico, porque me parece tam difícil lograr isso...

Ademais retrata um mundo pre-Internet e celulares (lembrou-me como era viajar de Galiza à meseta de comboio) justo justo antes de que desaparecesse, o que me provocou umha inesperada nostálgia (ao ponto que ainda tenho o modelo de câmara que leva a protagonista). A película está maravilhosamente interpretada.

Total, se gostais de películas sobre persoas humanas, sem mais truque, ide-a ver. Em salas galegas a finais de abril.


Para o meu gosto particular hai filmes que deviam sair da sala de montagem com 120' para contar a história, porque se pode.

Neste, que tem bons momentos, ademais mata-me o levarem o "arte e ensaio" ao paroxismo.

Para umha mensagem tam explícita preferia algo mais breve.

(tamém é verdade que, depois da experiência traumática de Burning -Jesusinho, que foi isso-, se quadra devia ter desconfiado de Murakami levado ao cinema)


Reconhecida como a melhor atriz no festival de Cannes (além de merecer candidaturas análogas noutros muitos prémios), Renate Reinsve é o eixo da película e quanto fai nela, tudo talento e beleza, transmite enormemente, em cada momento da história. Um personagem na procura de si mesmo capaz de provocar nos demais tanta euforia como de deixar-lhes depois um pouso inesquecível de pena e frustraçom. O centro da trama. Por isso, segundo avançavam os capítulos do filme me surpreendeu ficar cada vez mais atento a Anders Danielsen Lie, apesar do seu papel teoricamente ser menor no conjunto dos episódios. No balanço final acho que o trabalho del ainda me impressionou mais que o do rol protagonista: que recital. E paradoxalmente nom desde o excesso senom desde o comedido. Nom entendo como só tivo um prémio (National Society of Film Critics dos EUA), para mim ela é o motor e leit motiv do argumento mas, como contra-ponto, el acaba sendo a alma do mesmo.


Talvez o melhor que lhe tenha visto a Cumberbatch e bem lhe poderia valer o Óscar.

Se de carneiros se trata...

Se de carneiros se trata...

Com muito a minha película favorita do MCU

Com muito a minha película favorita do MCU


Gostei dos dous filmes, nom tanto de como termimam. Por fases Preparativos... encantou-me, quase diria nos 4/5 atos.


A sobriedade formal precisa; as palavras justas, poucas, suficientes; os silêncios e o desenho sonoro até essa cena final que encolhe o coraçom. Que cousa mais bem escrita, dirigida, interpretada.
No meio de tanto barulho audiovisual histriónico, supérfluo, vão, perfeitamente inútil, esta jóia.


Nom che resultarám as cinco horas mais felizes vendo cinema. Se o ânimo nom está mui alto quase melhor abster-se. Fora disso -e de cousas discutíveis argumentalmente- as críticas som merecidas.
- You ran guns to Ethiopia. You fought against the Fascists in Spain.
- What of it?
- Isn't it strange that you always happen to be fighting on the side of the underdog?
- Yes, I found that a very expensive hobby too, but then I never was much of a businessman.

Casablanca


(Será que no mundo d'O conto da aia Cuba é a mesma que no nosso?)


Pois que pena que se cancelasse (isso tamém a "agradecer" ao covid) pq me encantou. Nada de original mas tudo bem (nom é fácil isso!)
Ao = q c/Stranger Things (1T) pergunto-me se o target somos nós, xs nenxs dos Goonies, ou + os d agora.
Além dos atores, gostei da montagem e especialmente do desenho musical,
e já, que nesse último ep soassem nos momentos certos Pixies, Roxette... e Aztec Camera...! Go figure!



Vim muitas cousas aí dentro, na série (a BD n'a lim), e com certeza nom fum o único. Já digo, originalidade zero, mas gostei igualmente.



1 aspeto clave na falta de originalidade é para quem lemos mutantes qdo se devia
O mestre Claremont contou-nos esta história como ninguém



a série tá baseada nesta BD
PS
The end of the f world nom passei do ep 1 (a BD tampouco n'a lim), nom sei se depois melhora


Nom é que veja muitas mas talvez a série policial de que mais tenha gostado desde The Wire (nas antípodas estilisticamente, claro).

10/10.



Subversom de boa parte dos estándares do género, humanizaçom da(s) vítima(s) -e dxs investigadorxs-, zero glamour nos agentes, nula glorificaçom da violência, tempo lento que parece desatender intencionadamente o ritmo, recurso ao silêncio, personagens nom histriónicos, ...

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Diglossia e identidade cultural na pátria cajun da Luisiana

Décimo aniversário deste clássico

Décimo aniversário deste clássico

Vistas nos últimos tempos

Vistas nos últimos tempos

... como se em vez de virem doutro continente vinhessem doutro planeta.

Por que ver em português

Por que ver em <i>português</i>

Por que ver em <i>português</i>

Por que ver em <i>português</i>

Por que ver em <i>português</i>


As partes de Black'47 que estám dialogadas em irlandês levam legendas em inglês com umha soluçom que me pareceu magnífica.

O filme nom é nada do outro mundo, segue cliché da vingança solitária contra um poder superior perverso mas reflite atravês de cenas icônicas os diversos aspetos da ocupaçom: policial, social, económico, político, judicial, religioso, linguístico... até comporem um sumário breve mas eloquente; menos superficial do que o argumento -com um ar à la Rambo- pode sugerir a priori.



Weaving e Rea som o melhor quanto a interpretações.

Mais outro título, em qualquer caso, nesse aparente género cinematográfico que nom saberia qualificar de britofobia ou anglofobia ;-)

Especialmente sugerida para amantes do western e similares.




Pode-se ver mas acho que nom supera nem de longe Black coal, thin ice.


Um desses filmes para caires de cu.

Incidentalmente, que bem soa o norueguês.

PS. Quem aborrecer as explicações de mais e as revelações argumentais que nem veja a primeira frase da entrada na Wikipédia nem em ningures.
Eu ainda acho que hai outra explicaçom para tudo o contado no filme.

Dez filmes de terror

Terror psicológico, terror com elementos de comédia, zumbis, gore, vampiros, histórias claustrofóbicas, filmes de época... som muitos os subgéneros do terror e até nom sendo fã hai que reconhecer que parte do melhor cine dos últimos anos se está fazendo aí. Com certeza esqueço algumha mas dez lembro-as:


  • The mist (2007)
  • 28 weeks later (2007)
  • Låt den rätte komma in (2008)
  • A girl walks home alone at night (2014)
  • It follows (2015)
  • The autopsy of Jane Doe (2016)
  • 10 Cloverfield Lane (2016)
  • The witch (2016)
  • Get out (2017)
  • Ready or not (2019)


Midsommar (2019), um dos filmes mais comentados do ano passado, nom a incluo porque ainda que é boa e entendo as críticas positivas, persoalmente quanto mais tempo passa menos me parece ter gostado dela. Black swan (2010), que tolerei, tenho-a visto categorizada como do género mas eu nom a poria aí. Polo contrário Bone tomahawk (2015) por muito que western, sim. Talvez nom gostei tanto como das dez da lista mas pareceu-me bem feita (incidentalmente, desta última, melhor nom procurar o título da versom em português porque é tam ridículo -e com spoilers- que nom tem nome).

Que maravilha, por favor.

Que maravilha, por favor.

Que maravilha, por favor.

Que maravilha, por favor.

G-l-o-r-i-o-s-o Greg Proops: America is England's fault

U2. Every breaking wave

They abide and they endure

<q>They abide and they endure</q>

Otromundo

- Mientras estemos aquí la tarea de tu madre será la de ama de casa.
- Ya sé qué ocurre: hemos vuelto a los años 50.

Cuba is the crown jewel of the Caribbean

Gostei em 2012 de Cuba, the accidental eden, documentário da TV pública dos EUA sobre a natureza de Cuba.

<q>Cuba is the crown jewel of the Caribbean</q>

<q>Cuba is the crown jewel of the Caribbean</q>

Mátame, camión

Hai quem, com essa cara de pau, continua, sete anos depois, sentando cátedra sobre cinema desde a sua atalaia. E o pior é que ainda o tomarám a sério.

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

Conto mal as décadas (00-09) e dando por fechada a anterior é hora de mandar um abraço às persoas que figérom possíveis todos estes filmes realizados no periodo 2010-2019. Gratitude total da minha parte.

En nengumha ordem especial as dez primeiras películas que me vêm à cabeça som:

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

Se nom forem avondas, eis outras tantas:

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

Dez, vinte, trinta filmes dumha década fantástica

E se ainda assim hai que ver mais, ainda listo outras dez: Mad Max: Fury road; Arrival; Parasite; Omar; The survivalist; Leviathan; Black coal, thin ice; Der Hauptmann; Den Skyldige; Hrútar.

"It is a hard world for little things"

"It is a hard world for little things"

"Don't he ever sleep?"

"Don't he ever sleep?"

"Don't he ever sleep?"

"Don't he ever sleep?"


Old School Star Wars meets Spaghetti Western meets Lone Wolf and Cub.

Como nom ia gostar.

O meu favorito desde Rogue One.

Pagaria por ver isto em sala de cinema, a verdade.


Ótimo episódio, mas muito bocapodre.

10/10

10/10

Adorei.

O filme do que mais gostei, em tempo.

E que momento, o da música.

Artelhar o argumento sem mais artifício, escrever esses diálogos, escolher essas atrizes, compor essas imagens... nom está mal como logro vital.


Nem me emociona nem me apaixona (tampouco Game of thrones e vim-na inteira e valeu-me o final) mas, vistos os dous primeiros episódiso, nom me estranharia que o próprio Alan Moore dixesse que ainda lhe chista.

Captain Fantastic nom pudem com ela, nem a acabei. Diria que esta é muito menos peliculeira, mais crua e até realista (se isso cabe). Bem dialogada e interpretada. Gostei.

Le salaire de la peur

Le salaire de la peur

Pergunto-me se este filme fai parte dos cânones, porque me surpreendeu nom saber del antes de o ver.
Cinematograficamente parece-me impecável, certeiro como poucos, magistral.

Perdim a conta das cousas q nom sei como resolvérom para rodar, a gente q produziu isto tinham q poder ganhar 1 guerra eles sós. E é de 1952!

Le salaire de la peur

Das montadoras só dumha vejo entrada na wiki, mas que bem figérom o seu labor tamém:
Madeleine Gug (trinta anos de ofício)
Etiennette Muse
Henri Rust

Gostei dum lote de cousas: o movimento de câmara na parte primeira, a criaçom de espaços (a taverna), os enquadres, a montagem, a verosimilitude dos obstáculos físicos e como safam deles e como os personagens evoluem (Mário e Luigi, reparei ;)

Tem feitura/perfeiçom de clássico ao nível de poucas, acho, ponho-a como a japonesa Tokyo Monogatari ou a espanhola Muerte de un ciclista.

CINE com maiúsculas.


Depois que por que vejo as cousas que podo legendadas nesse estranho idioma tam distinto do galego...
(...) Vi hace poco una película estupenda. Se llama El tren rojo y está hecha por un suizo. El tren rojo es el tren que toman los emigrantes italianos de toda Suiza para ir por un día a Italia, gastándose sus ahorros tan difíciles de juntar, para votar por el partido comunista. (...)

Amparo Alvajar fazia em 1973 um sumário completo deste filme que me pergunto se se perdeu.

Xosé Manuel Pérez pesquisa melhor do que eu em Internet e três meses depois dá-me a resposta: Aínda foi proxectado nun festival no 2015. Trata-se de Le train rouge (Suíça, 1972), dirigido por Peter Ammann.


Birds are not aggressive creatures, Miss. They bring beauty into the world. It is mankind, rather, who insists upon making it difficult for life to exist upon this planet.

Π

Π

Umha das minhas propagandas anticomunistas favoritas.

Π

Mimé, só a vira umha vez antes, hai trinta anos ou mais.
Que lhe passou a Harrison Ford entre 1990 e 91. Passar de umha carreira com Star Wars, Indiana Jones, Blade Runner, Witness e Presumed Innocent... a, a partir daí para o meu gosto, encanar umha guinha com outra. Nom dar pé com bola. Cambiou de agente, deu-lhe de mais à gaseosa ou que.
Fan service total o final da terceira temporada do Conto da aia.

Apesar dum bom giro clave na trajetória dos Waterford, dilui-se o adversário que era Gilead, antes temível, agora praticamente inútil. Liquidam um personagem co potencial de Winslow -até para foder o comandante Waterford- dum modo inverossímil (apresentá-lo para isto, era melhor nem o ter criado) e sem consequências (de verdade a seguridade de Gilead é tam lamentável?), Nick desaparece sem mais... Só a deriva psicológica da protagonista é mui bem levada de começo a fim do arco. Porém o episódio final tem detalhes bastante vergonhantes, pedras contra veículo armado, nom para umha intifada senom para umha operaçom militar de fuga efetuada com sucesso e o encontro paterno-filial no aeroporto de Canadá que parece um anúncio da Coca-Cola.

Até os dous ou três últimos episódios o nível dos roteiros fora altíssimo e simplesmente parece que tirárom polo caminho mais fácil no tramo último, sobretudo, cousas que acontecem a um custe zero. O tiro que leva June já é porque só lhes faltava marcharem tomar o chá tranquilamente.

Umha pena, porque na terceira temporada houvo capítulos impressionantes (Unknown Caller, maravilha escrita por Marissa Jo Cerar, ou Household, por Dorothy Fortenberry, Unfit, Heroic...) mas afinal a sensaçom que me fica por culpa desses episódios finais, escritos por Eric Tuchman e Bruce Miller, é que foi em conjunto a mais frouxa de todas.


ontem emitírom-no de novo e foi tam :__( como a primeira vez
Nom som anti-dobragem mas they tried to make me go Tokyo monogatari .es and i said no, no, no...

Sur le chemin de l'école dobrado ao espanhol tamém me estava matando. Que pouca graça, por favor. Deus abençoe a possibilidade de pôr em VO.

The perfect anti-war film

I always thought the perfect anti-war film would be a story in Iraq about a family who were going to have their daughter be married, and different relatives were going to come to the wedding. The people manage to come, maybe there’d be some dangers, but no one would get blown up, nobody would get hurt. They would dance at the wedding. That would be an anti-war film. An anti-war film cannot glorify war, and Apocalypse Now arguably does. Certain sequences have been used to rev up people to be warlike


Francis Ford Coppola

Dançar como ato político

Everybody in the Place: an Incomplete History of Britain (1984-1992)

Dos melhores documentários que tenho visto em tempo.

Dançar como ato político

Dançar como ato político

Dançar como ato político

Dançar como ato político






Apenas um segundo mas... que maravilha. Composiçom, texturas, luz... quem sabeis de pintura: nom é digno dos mestres holandeses?


Bom o filme e excelente a banda sonora.



Louane Emera. Je vole



Encantou-me este filme e, do que comecei a ler na Wikipédia antes de parar para evitar que me estragaram a trama, pareceu-me que todos os câmbios introduzidos sobre a obra original a melhoravam. Pendente ler o livro.

Esquece Monelos: aquelas duas luzes no final do túnel

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

A primeira vez que concebim a possibilidade de matarem um rio foi -como nom- lendo um álbum de BD. "Brüsel", do mítico ciclo das "Cidades Escuras" de Schuiten e Peeters. Até esse momento nem se me passara pola cabeça tamanha aberraçom. Teria imaginado o hipotético: hai um rio? A cidade crescerá em todo caso arredor del, en todo caso aos seus lados... nunca por riba del. O rio é vida. Nom o esmagas, verdade? Mentira. O choque que me produziu "Brüsel" nisso permaneceria para sempre comigo.

Anos depois moraria na rua do rio de Monelos e passando polo baixinho arco da sua ponte de pedra contariam-me que sob os nossos pés ia aquel rio exilado ao subsolo, caladinho, castigado por nom se sabe bem que falta. Um curso fluvial cuja existência eu nem conhecia de menino, e que fum descobrindo segundo se começavam a partilhar por Internet fotos antigas da cidade e os seus contornos.

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

"Esquece Monelos" é a história desse rio da cidade da Corunha, dum dos rios destruídos em boa medida polo maldito "desarrollismo" dos 60 (dirá-se-me que me aferro ao romanticismo dum passado inexistente, que o rio causava muitos problemas e que encaná-lo e enterrá-lo era necessário; escusam fazê-lo).

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

Com umha claridade aginha posta sobre a mesa e o ponto justo de poesia e de olhada contemplativa, o que nos propom a diretora Ángeles Huerta nesta película é um caminharem colhidas da mão duas histórias: a primeira, a do próprio rio, desde o seu surgimento polo alto da Furoca -lugarinho que via de longe passando todas as manhãs durante a metade da minha infância- até chegar a água doce a se fundir coa salgada do mar. Entre ambos extremos, entre nascimento e morte, um feixe de vidas e lembranças.

A segunda história e a própria de quem supomos o pai da diretora, personagem quase elíptico porém essencial como motor do relato, enfrentado ao mal do alzheimer. A elegância coa que ambos fios, o do rio e o do senhor, se entrelaçam na tela do cinema há de dever muito à boa mão e bom olho na montagem de Sandra Sánchez, experimentada realizadora ela tamém. Nom quero deixar sem destacar tampouco a sobriedade e acerto do diretor de fotografia -Jaime Pérez- e a excelente companhia musical em toda a viagem -nom dou encontrado o crédito-.

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel

A partir das duas linhas do conto obviamente hai umha sucessom previsível, mas mui lograda, de símiles, e por descontado poderosas metáforas, boa parte inerentemente vinculadas à memória e à perda desta, tanto a involuntária como a voluntária (que estragamos para o "progresso"? Vale a pena?).

Que umha história tam profundamente corunhesa seja narrada com tal classe, graça, emoçom (as velhas vizinhas de Monelos coas bagulhas ao lembrarem quando lhes guindárom as casas), pluralidade de perspetivas (as famílias ciganas expulsadas da Covela, o alcaide do tardofranquismo, o técnico-braço executor do projeto sem remordimento nengum, etc) e enfim, em conjunto com tal savoir faire cinematográfico-documental produze-me umha enorme alegria.

Porque esta é umha história com muita fealdade nela (a doença, a destruiçom natural, a ruína, o cimento, esses horríveis labirintos de scalextric que medram como um cáncer a partir da Avenida de Glasgow, que isolárom Sam Cristóvão das Vinhas, e que invadem tudo desde Meicende até Mesoiro) mas que apesar de tudo dá construído, a partir dos seus dous farois -o familiar/humano e o comunitário/natural-, um lindo monumento ao recordo, umha homenagem aos trabalhinos de quem nos antecedeu e a necessária e tam demorada recuperaçom dumha parte da nossa cidade, que nos roubaram sem pedir permissom.

E porque, como reza o lema do filme, "o que nom se di non fai parte da história".

E felizmente, aqui já se di, e di-se com tacto e beleza.

<cite>Esquece Monelos</cite>: aquelas duas luzes no final do túnel
Nolite te bastardes carborundorum, bitches


É do '85 e juraria que a vim entom no cinema. Sei que só a vira umha vez e esta passada madrugada voltei a vê-la. 32 anos depois, mantém o nível.

Белые ночи почтальона Алексея Тряпицына

Белые ночи почтальона Алексея Тряпицына

Белые ночи почтальона Алексея Тряпицына

Белые ночи почтальона Алексея Тряпицына

Белые ночи почтальона Алексея Тряпицына

Белые ночи почтальона Алексея Тряпицына



-It is not forbidden. I just don't want to speak it, that's all.

-You may not want to speak it but I will make sure that you don't forget it.

Estar nas verças televisivamente

O Adam (Adam Arkin, na realidade) de Doctor en Alaska / Northern Exposure atuou em duas das minhas outras séries preferidas e nem me dei conta: Fargo e Justified.

Estar nas verças televisivamente

Atualizaçom 9/9/20:

Sempre é umha alegria encontrá-lo casualmente, desta última vez em A serious man:

Estar nas verças televisivamente

Go, chief!

We will repel bullies, we will shelter outcasts and freaks, those who have no home, we will get past the lies, we will hunt monsters. And when we're lost amidst the hypocrisy and the casual violence of certain individuals and institutions, we will — as per chief Jim Hopper — punch some people in the face when they seek to destroy what we have envisioned for ourselves and the marginalized.


"Stranger things": A+

Um pode apanhar todos os ingredientes da fórmula que for, nengum realmente original, e fazer umha mistura que nom calhe; sem entidade, sem corpo, sem espírito. Qualquer um pode tomar de "Stand by me", "The Twilight Zone", "Poltergeist", "Carrie", "E.T.", "The Breakfast Club"... mas o acerto de "Stranger Things" é que no minuto dous deixa de importar precisamente essa suposta falta de originalidade e a história em si monopoliza o centro do foco.

"Stranger things": A+

A série está construída solidamente, co ritmo acertado, personagens arquetípicos mas conduzidos com coerência e verosimilitude, bons diálogos, interpretações mais que corretas -os nenos estám fantásticos-, umha narrativa visual clara e impecável, umha produçom acertadíssima, e tudo isso nom como um conjunto de farrapos juntados casualmente, senom como um relato unitário, umha verdadeira película. Só que umha película de oito horas de duraçom, que se pode ver por partes (eu, em três sessões) e cuja trama se vai desenvolvendo gradualmente, co tempo perfeito.
Além do medinho que passei nos primeiros episódios -já me conheceis-, por muitas piscadas à "Guerra das Galáxias", "Dragões e Masmorras", The Clash, etc que tenha anedoticamente, e que ligam cos pequenos Goonies que fomos nos 80 (coas nossas BHs e lanternas e cabanas nas hortas e cómics da Patrulla-X e histórias de medo a pé do lume do lar os dias que marchava a luz)... som todos porém complementos na obra. Nom som o cerne do relato; o relevante som os personagens, o que lhes passa e o caminho que cada um tem que percorrer. E isso, em termos de história, está mui bem levado. Nom é nostalgia, é que é umha boa série, que che fai rir, assustar-te, duvidar sobre o que está passando, temer polos protagonistas... um trabalho digno de estar nos anais do seu género. Cos seus momentos de comédia, romance, thriller, sci-fi e terror.
E depois está o amor. O amor que sentimos por El nom é fictício. Aí está a magia do invento. É mui infrequente que numha série haja tantas mostras de afecto como nesta: acolhida entre desconhecidos (a mesa do cozinheiro, a caminha no soto, ...), amizade entre nenos, amor infantil, amor juvenil, solidariedade entre adultos. A série está cheia de mãos que se esticam e se estreitam para ajudar a outro/a. De biquinhos e abraços. Nom me digais que isso sobra.
Nem na TV nem no mundo.

"Stranger things": A+

Um 2016 altamente cinéfilo

Um 2016 altamente cinéfilo

Um 2016 altamente cinéfilo

Um 2016 altamente cinéfilo

Um 2016 altamente cinéfilo

Um 2016 altamente cinéfilo

Um 2016 altamente cinéfilo

Depois de "Heaven's gate", a de Cimino de 1980, esta "The claim" (2000) de Winterbottom deve de ser o melhor antiwestern que tenha visto. E ao igual que aquela, meteu-se umha óstia criminal na bilheteira.
Nom hai um só plano deste filme que nom me pareça perfeito.

Até sempre, Justified

Hell, yeah, I got a badge. And I got balls like Death Stars. Let's do this

Bob Sweeney

Até sempre, Justified

Guy on his way down who has apparently killed more people than malaria

Wynn Duffy

Até sempre, Justified

Do you think I could ever be the kind of woman who belongs in these clothes?

Ellen May

Até sempre, Justified

Gonna quit tomorrow

Colton Rhodes

Até sempre, Justified

Why can't it be like that again, Boyd?

Dewey Crowe

Até sempre, Justified

This is the bad part, but it doesn't last long

Mags Bennett

Até sempre, Justified

-We dug coal together
-That's right


Até sempre, Justified

Could play this on repeat all night long ^__^



Ava, Boyd, Rayland... A hora da verdade! A 6ª e final inicia em 4 dias. À parte de que deixará um dos melhores seriais policiais dos últimos, a banda sonora vai ser para rememorar. Momentaços musicais como a contribuiçom de Dave Alvin.





Justified S4 E4 (Jan 29th, 2013)

Ennio Morricone. C'era una volta il west

Quinze para Sergio

Stand by me (1986)
A Bronx Tale (1993)
Carlito's way (1993)
Karigurashi no Arietti (2010)
Los tres entierros de Melquíades Estrada (2005)
Gattaca (1997)
Nebraska (2013)
C'era una volta il west (1968)
Unforgiven (1992)
Close Encounters of the Third Kind (1977)
The Empire Strikes Back (1980)
Last of the Mohicans (1992)
The Godfather (1972)
Kikujirô no natsu (1999)
Tôkyô monogatari (1953)

Naves misteriosas (1972)

<cite>Naves misteriosas</cite> (1972)"Experto" botânico que esqueceu a necessidade da fotosíntese


<cite>Naves misteriosas</cite> (1972)Falando co osciloscópio (Como nunca se nos ocorreu nas práticas de laboratório de tecnologia eletrônica em primeiro de carreira?)


<cite>Naves misteriosas</cite> (1972)Funeral robótico


+

Cabiria (1914)

Surrounded by Roman antiquities, steeped in the traditions of Grand Opera and spurred by Italy's victory in the Lybian War (1911-12), the Italian film industry began turning out a series of historical extravaganzas in the years just prior to World War I.

Ediçom de Kino Video (1990)
158 minutos


Cabiria, escrita, produzida e dirigida por Giovanni Pastrone, é umha película que cumpre agora os cem anos e deixa ao nível do lixo a praticamente toda superproduçom Hollywood atual. Tanto em posta em cena como em argumento é umha sucessom de momentos brilhantes.


Quem me ia dizer a mim que um filme mudo de hai um século se ia sumar à lista dos meus preferidos.


Simplesmente genial.


<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)
<cite>Cabiria</cite> (1914)

Que se passou nos noventa cos filmes de gângsteres??

Que se passou nos noventa cos filmes de gângsteres??

O reconto revela umha fórmula surpreendente:

Filmes + Crime + Nova Iorque = Década dos 90.


Quem o teria pensado. Co muito que se tem renegado dos 90 criativamente -na música o antigrungismo fijo muito dano, e os cómics de superherois passárom a pior época da sua história quanto a qualidade, por pôr dous exemplos- e contudo vai e resulta que os meus filmes preferidos próximos ao gênero negro, policial e limítrofes datam dessa, a mesma, década!

Cos títulos em espanhol, tal como primeiramente as vim, som:

El clan de los irlandeses (Phil Joanou, 1990)
Una historia del Bronx (Robert De Niro, 1993)
Atrapado por su pasado (Brian De Palma, 1993)
Sleepers (Barry Levinson, 1996)
Donnie Brasco (Mike Newell, 1997)

Adoro estas cinco. Aínda ontem comprei e voltei a ver a primeira e conserva quanto dela gostei a primeira vez. E tenho que adicionar outras duas das que gostei muito:

Uno de los nuestros (Martin Scorsese, 1990)
Cop Land (James Mangold, 1997)

... Algo deve de ter o encanto da Nova Iorque fitícia. Todas as anteriores estám total ou parcialmente ambientadas alá. Se expandimos o âmbito geográfico, entom ponho:

Muerte entre las flores (Coen Brothers, 1990)
Casino (Martin Scorsese, 1995)
L. A. Confidencial (Curtis Hanson, 1997)

E nom podo esquecer dous títulos que aprecio muito, dum diretor cuja obra desde 2003 aborreço profundamente:

Reservoir Dogs (Quentin Tarantino, 1992)
Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994)

Isso suma umha dúzia de filmes, chamativo todas terem coincidido em tam pouco tempo. Mesmo, num registro distinto de suspense e crime, incluiria Presunto inocente (Alan J. Pakula, 1990).

E fora da margem temporal? Desde logo teriam que estar a trilogia do Padrinho (estimo as três) e o clássico brasileiro Cidade de Deus (2002) -que é para ver em V.O.-

Nuestro ideal era la libertad, no una bandera

<q>Nuestro ideal era la libertad, no una bandera</q>

<q>Nuestro ideal era la libertad, no una bandera</q>

<q>Nuestro ideal era la libertad, no una bandera</q>

<q>Nuestro ideal era la libertad, no una bandera</q>Los americanos no querían negros en los desembarques en Europa, que tenían que ser todos blancos

É exatamente como a lembrava: seca, sóbria, austera ao extremo. Para mim, umha maravilha. Puro guiom. amerika, um quarto de século mais tarde.


Yo soy un sobreviviente. Sobreviví al Mariel. Sobreviví al Período Especial y a la cosa esta que vino despues. Este es el paraíso y nada lo va a cambiar.

Jon Hopkins. Open eye signal

dous anos depois, aínda com vontade de ter a melodia que soava co beijo de ava e boyd. ontem um dos dous compositores comentava que sairá um segundo disco com música da série -banda sonora mas nom necessariamente canções como compunham o primeiro-...
O castelo de Cagliostro (1979)
O castelo no céu (1986)
O meu vizinho Totoro (1988)
O túmulo dos pirilampos (1988)
Akira (1988)
Kiki, a aprendiz de feiticeira (1989)
Memórias de ontem (1991)
Porco Rosso, o porquinho voador (1992)
Posso ouvir o mar (1993)
Pom Poko (1994)
Ghost in the Shell (1995)
O sussuro do coração (1995)
A Princesa Mononoke (1997)
Perfect Blue (1997)
A viagem de Chihiro (2001)
Millenium Actress (2001)
Tokyo Godfathers (2003)
O castelo andante (2004)
Tekkon Kenkreet (2006)
Paprika (2006)
A moça do salto temporal (2006)
Ponyo à beira-Mar (2008)
Summer wars (2009)
Arietty (2010)
Uma carta para Momo (2011)
A colina das papoulas (2011)
O conto da princesa Kaguya (2013)

Falando da peli de Gandhi

"Y dime, ¿qué nos cuenta esta película? ¿Gandhi era una buena persona, o tenía claroscuros, en plan, maltrataba animalitos"?

The Amazon code


Um documentário interessante e entretido sobre umha tribo amazônica e a tese dum investigador estadounidense que questiona, a partir da língua deles, o fundamento da teoria linguística de Chomsky. Difícil como parece desacreditar a autoridade deste último, concordo em qualquer caso coa tese dumha professora universitária brasileira, que no transcurso da película rejeita a incontestabilidade dos dogmas no âmbito científico. Bem é certo que esta produçom nom aporta provas contundentes, apenas um indício que se basea num corpus de mil frases analisadas computacionalmente, o que -e nom som experto no processamento de línguas naturais- a priori nom me parece prova avonde. O documentário peca um pouco dumha superficialidade e 'amarelismo' que adoito associar a certas produções, especialmente dos EUA, mas a câmbio explica, para que todos os podamos compreender, os conceitos fundamentais das duas perspectivas enfrontadas na polêmica científica: um debate arredor da recursom como rasgo universal geneticamente impresso em todos os humanos falantes do planeta. Neste sentido, como informático resultou-me mui engraçado que Chomsky concluira que esta característica, tamém importante recurso na programaçom, é a base de todos os idiomas do mundo.


Este artigo conta a história.

Venid a las cloacas



Um documentário mui bem feito sobre a história do grupo (punk|rock|etc) La Banda Trapera del Río, que mostra o que uns rapazes de bairro sem dó de ninguém fixerom a finais dos 70 e primeiros 80 e como vem aquela loucura três décadas depois...

Nirvana quase umha década antes de Nirvana.

Está subida ao Internet a série completa de Os Novos (coa dobragem original dos 80, e acabei de dar-me conta de que 05:00 o impersonator de Buddy Hollie impersona Kurt Cobián!


Vaites, que como esta seja a origem desconhecida do grunge vai mandar caralho.

Boyd Crowder

um terço da segunda época de Justified visto, e a minha admiraçom pola caracterizaçom da série é especialmente pronunciada no que toca ao personagem de Boyd. é um verdadeiro agasalho em termos de escritor e de espectador, polas suas texturas e polo potencial que aporta à ficçom.


For Walton Goggins, who plays Boyd Crowder on “Justified,” the show’s Southern setting and rich language from Elmore Leonard make him proud. The Alabama native says foremost in mind in joining the series was not to perpetuate any stereotypes of Southerners. And as for creating Crowder, well, Goggins says, the outlaw didn’t have to be the smartest man in the room, he just needed to be on par with the smartest man in the room.


Boyd é umha figura memorável graças ao elaborado da sua linguagem, pola sua presença, polo peso dramático e contraditório que o lastra e porque, por umha vez, a contrapartida à (parcialmente arquetípica) estrela -Raylan Givens neste caso- nom é um arquiinimigo senom umha nêmese à sua mesma altura; alguém a quem, paradoxalmente, une umha inexplicável proximidade.


Raylan -You gonna bet your life on that?
Boyd -No Raylan, I'm gonna bet my life on you being the only friend I have left in this world.

"A truly iconic image of the 21st century"

por um lado...

(contexto)

...porém polo outro, parafraseando o poeta:

"A truly iconic image of the 21st century"

fai o teu aqui!

"Cuéntame cómo pasó, a la velocidad de la luz"

quem nom ia adorar as matemáticas nas aulas se as explicassem com exemplos assim? isto é de 2008 mas eu nom o vira. engraçado a mais nom poder...

Boyd / Raylan

B - Do you believe in God?
R - I do.
B - Tell me about your God, Raylan.
R - Well, you know -white hair, long beard, sits on a heavenly throne.

Bulletville

Hai que ver, necessariamente, este vídeo do Mestre Tonucci

um episódio para rematar a primeira temporada de justified.

que gozada de série!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
com um monte de personagens, momentos e diálogos geniais.

Queridos Reis Magos de Oriente,um episódio para rematar a primeira temporada de justified.

justified 1x4: cada vez gosto mais desta série.

nos últimos dous episódios TWD parece cagá-la, quer no fundo (argumento) quer na forma (narraçom). de aqui em adiante, em funçom do destino de lori e carol, se optarem pola lógica, entom paradoxalmente a confussom nas escolhas narrativas pode ter eclipsado essa lógica para bastantes espectadores. e se polo contrário optarem pola surpressa -o que mais de um parece estar esperando-, podem estar tensando a corda de mais.

sabendo como esta época foi resolta com claridade na banda desenhada, nom se entendem estes erros.

- the whole matter of Lori’s death seems a little mixed up. All was fine until they had to show the zombie who ‘ate ‘ her. Seriously? A full grown woman, one zombie, and no remains whatsoever? And its safe to assume that Carol isnt dead either, because, well, that would be plain pointless,… offing a character off-screen. This whole thing smells of some ridiculous plot device where maybe Lori made it, and Carl didnt actually shoot her. Hope to God that isnt so. It was a great twist, and they should let it be.

- It just seemed a little suspicious that lori was “supposedly” shot by carl (off screen) and that carol has somehow disappeared / died without reason. I suspected one of two things: that carl never actually shot lori and she ended up becoming a walker, or that somehow when carol fled she found lori’s body and is trying to revive her. I could be totally off but i do suspect a twist coming in the near future and i definitely believe carol is alive and well somewhere…. also did anyone else notice that the bullet rick picked up was on a dry spot on the ground, it just seems that if that was the bullet used to kill lori that it would have been surrounded by a pool of blood or at least had blood on it ???

extratos de comentários lidos aqui

- I'm pretty sure Lori's still alive. From what I could make out, Rick picked up the bullet that Carl shot into the ground, not his mother. If Lori can't be left alone it explains why we haven't seen Carol this episode. Carol found her and is taking care of her.

- She's dead man, Carl shot her in the head (tho you dont see it). When Rick looks to Carl, he knows what he did and it tore him up!!

extratos de comentários lidos aqui

J U L A I

1º Fai um trabalho apropriando-se de obra alheia (found footage, arquivos cinematográficos, históricos ou televisivos, gravações domésticas de outros, o que for...)


2º Nom distingue entre documentário e videocriaçom (=analfabetismo audiovisual) nem sabe definir o seu resultado sem recorrer a umha confusa gíria artístico-pedante


3º Pom no 'produto final' o carimbo de Creative Commons porque fica 'cool' e 'modelno' (quando nem sequer tem os direitos sobre as obras apropriadas originais para fazer o que fijo)


4º Nom indica qual licença CC quer estipular


5º Apesar do suposto CC, na sua conta de youtube ou vimeo publica exclussivamente o trailer, nom o filme completo (no vaya ser que le copien la peli)


6º Inabilita o copiar e colar do código inserido embed... do puto trailer!!!


Agora di-me ti se nom é para matá-lo a pés de milho.

quanto gostaria de voltar a ver "arrietty" em sala de cine. fora toda umha experiência visual. acho está aí-aí co mesmíssimo totoro.

"the green mile"

vim por fim este filme, depois de tantos anos sem que me quadrasse. está bem, gosto das cousas que saem de stephen king fora do gênero terrorífico -que tampouco digo que esteja mal, aí está "o resplendor" de kubrick-.
"a milha verde" emparento-a nos meus gostos persoais com "conta comigo" ("stand by me") ou, -no título espanhol que me parece melhor acaído- "cadena perpetua" ("the shawshank redemption"), aínda que [spoilers mais adiante] reconheço que tanto prólogo como epílogo me sobram um pouco. por suposto, com eles dous a história que narra o filme é distinta; mais amarga ao final, mas nom sei se é por isso só...
o que sei é que, em primeiro lugar, nom gosto dum prólogo dar pé a um flashback tam extenso como a prática totalidade da história: parece que estivesses todo o tempo coa sensaçom de que falta algo, em vez de fixar a completa atençom no que che contam "agora".
depois, o epílogo nom explota a tentaçom que se me ocorreu: a história que o velho conta à sua companheira de assilo poderia perfeitamente ser um elaborado engano amparado como duvidosa "prova" só por um ratinho numha caixa de cigarros. aí hai umha dúvida mais que razoável que nom se chega a enfrontar...
contudo, acho eu teria preferido que a história começasse coa batida na procura das meninas, depois narrar toda a história da milha verde e em todo caso rematar co epílogo dos velhos falando.
enfim, como sempre mantém-se a máxima de que isto é umha arte e nom umha ciência exacta. porém a história está mui bem traçada e enfiada e tem momentos geniais, daí que reconheça o mérito que tem stephen king ao parir argumentos assim e dar-lhe forma.
e óptimo labor como guionista e director de frank darabont, o homem que puxo a andar a série televisiva de "os mortos viventes". nom sabia eu que el fixera ambos trabalhos nas duas longametragens carcerárias.

Dani N. dixo

En TVE están poniendo Don erre que erre en plena crisis de las preferentes y campaña electoral gallega. ¡El programador de contenidos de la Primera es un rebelde!

mui bem william shatner como entrevistador, no seu programa "aftermath".
fragmento breve dumha (bem extensa) conversa co 'traidor' à indústria tabaqueira, aqui.
este interlocutor é a persoa real que inspirou o único filme em que aturei o russel crowe, "the insider", do já lonjano ano 99.

Dous bons filmes

Dous bons filmes

Dous excelentes filmes em emissom à carta em R: JANE EYRE (drama romántico de época) e EL TOPO (história de espias na Guerra Fria, listada como O infiltrado se tendes configurados os menús em galego). Nom vos ponho os anúncios em vídeo diversos, nem sugiro que os vejais antes, porque -para mim-, quer atraiçoam o tom dos filmes, quer contam mais do que deveriam. Se tendes ocasiom (V.O.I. ou V.D.E.), acho ambos valem muito a pena: Adaptando senlhas obras pre-existentes, apresentam um bom guiom, boa direcçom e sobérbia interpretaçom.

The future is unwritten

Greed it ain't goin' anywhere.

Without people we're nothing


Joe Strummer



Um desses documentários que te alegras de ter comprado para fazer parte da tua videoteca. Um recordo emocionante, evocador, inspirador dessa figura única que foi Joe Strummer.

La doctrina del shock