Nom digo que seja umha obra-prima mas é umha série curiosa com algum momento fabuloso.

Achei complicada a suma de premisa e enfoque pola que optaram mas logram que funcione.

Vai umha temporada, fórom seis episódios. Adorei o primeiro, depois parece que perde algo de força mas o final cumpre (dous episódios, o segundo algo estricado argumentalmente).


Mais de duas horas e nem umha só queda (cinematograficamente falando). Um documentário, ou mais bem, genericamente umha película magnificamente narrada e montada. Aliás, verbalizada com umha finura e umha lucidez infrequente por parte dos próprios protagonistas dos fitos desportivos retratados.
el rotoscopiado me da una pereza de la hostia pero no sé, a lo mejor hasta lo veo

a mi me mola la técnica

pues a mí me mata que el ojo está todo el tiempo discernir si es un dibujo o no, me supera. me molan las cosas dibujadas a mano de verdad, para mi gusto particular no es dibujo animado, me resulta un híbrido entre imagen real y animación. prefiero un dibujo realista pero que no que sea calco, es como si estuviese todo el tiempo viendo papel cebolla pintado sobre video normal, pero que lo de verdad es lo del fondo

en este caso sí que el resultado es extraño. yo me refiero a la técnica clásica, como se hacía en blancanieves o en la serie de superman de la fleischer

ah, vale, pero ahí había un calcado manual que naturalizaba el resultado, ¿no? no es como el proceso automatizado, que da hasta como un poco de cosica

este está bien en su onda pero no es mi rollo, ni argumental ni visualmente. me parecen actores de carne y hueso con caretas pintadas sobre las caras. para mí el dibujo es otra cosa, y no me importa la tecnología usada, de la tiza al render, sino la sensación que me transmite el resultado


Vistas hai pouco. Estas duas películas em particular nom som de comparar entre si mas, em geral, dos títulos que acabo vendo, é como se o cinema dos EUA tratasse de arquetipos enquanto filmes de muitos outros países fossem sobre persoas. Seres humanos de carne e osso.

N'O Beco, Del Toro tem perto do desenlace múltiples oportunidades, se nom de humanizar todos os personagens, sim dar-lhe umha oportunidade a vários deles de ganhar algo de profundidade, mas acaba optando pola absoluta bidimensionalidade. Além de forçar um pouco a narraçom para que encaixe o final, próprio dum conto curto e aplauso mais ou menos fácil. Estou certo de que é um cineasta mui meritório e isto nom o digo por lhe restar valor senom precisamente para enfatizar a minha surpresa.

A cultura popular estado-unidense fai parte essencial da minha vida cinematográfica, musical, de banda desenhada, etc. a umha escala que poucos mercados me marcárom. A sua preeminência e quase monopólio comercial têm convertido em considerável o esforço para diversificar consumos, mas conclui-se quam importante isto último resulta...!


Coproduçom finlandesa-estónia-alemã-russa e rodada em russo, é um filme com umha estranha autenticidade no seu incumprimento do que -afeitos às normas da ficçom- esperamos em vários momentos do argumento. Só depois de vê-la soubem que se baseava num romance, daí perguntei-me se o livro terá algo de autobiográfico, porque me parece tam difícil lograr isso...

Ademais retrata um mundo pre-Internet e celulares (lembrou-me como era viajar de Galiza à meseta de comboio) justo justo antes de que desaparecesse, o que me provocou umha inesperada nostálgia (ao ponto que ainda tenho o modelo de câmara que leva a protagonista). A película está maravilhosamente interpretada.

Total, se gostais de películas sobre persoas humanas, sem mais truque, ide-a ver. Em salas galegas a finais de abril.


Para o meu gosto particular hai filmes que deviam sair da sala de montagem com 120' para contar a história, porque se pode.

Neste, que tem bons momentos, ademais mata-me o levarem o "arte e ensaio" ao paroxismo.

Para umha mensagem tam explícita preferia algo mais breve.

(tamém é verdade que, depois da experiência traumática de Burning -Jesusinho, que foi isso-, se quadra devia ter desconfiado de Murakami levado ao cinema)


Reconhecida como a melhor atriz no festival de Cannes (além de merecer candidaturas análogas noutros muitos prémios), Renate Reinsve é o eixo da película e quanto fai nela, tudo talento e beleza, transmite enormemente, em cada momento da história. Um personagem na procura de si mesmo capaz de provocar nos demais tanta euforia como de deixar-lhes depois um pouso inesquecível de pena e frustraçom. O centro da trama. Por isso, segundo avançavam os capítulos do filme me surpreendeu ficar cada vez mais atento a Anders Danielsen Lie, apesar do seu papel teoricamente ser menor no conjunto dos episódios. No balanço final acho que o trabalho del ainda me impressionou mais que o do rol protagonista: que recital. E paradoxalmente nom desde o excesso senom desde o comedido. Nom entendo como só tivo um prémio (National Society of Film Critics dos EUA), para mim ela é o motor e leit motiv do argumento mas, como contra-ponto, el acaba sendo a alma do mesmo.


Talvez o melhor que lhe tenha visto a Cumberbatch e bem lhe poderia valer o Óscar.