Lino Novás Calvo

Lino Novás Calvo

Re-lendo a ediçom do 1955 vejo os apelidos do primeiro tradutor deste célebre livro para o espanhol o ano precedente e pesquiso para confirmar que -como suspeitava- era galego. Filho de solteira, foi mandado sem ela para Cuba procurando o porvir. Que vida tivo depois, quanto trabalhinho e quanta dor. Mágoa que nem teremos a sua voz gravada na língua em que falaria com sua nai.

La que allí, españoles e internacionales hemos librado, será siempre la batalla inicial de todas las batallas de nuestra época. Por eso está bien que, todos los que la hemos vivido de cerca o a distancia, llevemos al papel su sentido y su pasión. (...)
España es una tumba, es un desierto cubierto de esqueletos, pero sobre esa piel sembrada de muerte se escribió una gran lección que el mundo ya ha debido aprender.

Se algumha vez alguém for ao campo-santo de Syracuse haveis-lhe levar umha florinha das Granhas do Sor.
Je regrettais presque de ne pouvoir vérifier le mot de la vieille carmélite : « Au Carmel, ce sont les trente premières années qui sont difficiles. »




Bem escrito.

Bem é certo que recorre recorrentemente à figura do eterno retorno em inúmeras expressões e materializações. E que psicologica e afetivamente, resultou-me angustiante avondo. Ambas caraterísticas podem abafar mais dum leitor. Até desculpo o imenso Deus ex machina, essencial no feche da trama porque, a verdade, som um leitor tolerante: escrever umha novela parece-me algo tam difícil (diria impossível para mim) que normalmente valoro muito mais as virtudes que os defeitos. Sempre que estes nom me fagam sentir insultado (Joël Dicker, isso vai por ti: que puro lixo telefílmico aquel teu livro que começara a ler).

Nota bene: para o meu gosto, sugeriria nunca ler antes do próprio livro nem o texto de contracapa nem o índice final.
Nunca se aprende de todo o novo idioma nin os novos costumes. A esa idade xa aprendiches todo o necesario, tamén o malo, así que o novo non entrará do mesmo xeito. Non se pode encher de novo un cunco que está medio cheo.


Marisha Rasi-Koskinen


Que cousa mais bonita.

Desde o Ssh! de Chris Haughton nom sei se haveria um conto ilustrado de que gostasse tanto.

Publicado tamém em inglês, francês, espanhol, etc.


Nom gosto nadinha do desenho gráfico exterior desta ediçom mas o labor de ilustraçom da obra é do melhor que tenha visto em literatura infantil-juvenil.
— Allons, sois un peu galant! Tu n'as pas vu le mal qu'elle se donne pour toi? Je suis d'accord, ça ne l'avantage pas, mais si tu savais comme elle est belle quand elle ne fait pas ces manières! Beaucoup trop belle pour toi, d'ailleurs. Tu devrais pleurer de joie d'être convoité par une telle perle.


Tinha motivo avondo para aborrecê-la mas fai que prime a sororidade.

Amélie Nothomb.


Lidos os três por ordem (Feliz Feroz nom o lembro ter lido) o melhor é O lobo con botas.

Tamém é certo que Alberto Vázquez é muito desenhando.
En los países de buen humor, el fenómeno se tomó a broma; pero las naciones graves y prácticas, Inglaterra, América, Alemania, se preocuparon vivamente por él.

(Jules Verne, em traduçom e ediçom de RBA)


Semanas atrás muito me discutírom quando dixem que por ênfase o pronome átono pode adiantar o verbo. Hoje lendo O cabalo do orgullo vejo isto, que é galego cento por cento.

O libro tem erros ortográficos, tipográficos, etc. mas junto com esta velha ediçom dos anos 80 é dos poucos cujo galego adorei:



José María Proupín Fdez é o autor da traduçom da versom francesa de O Cabalo (o original é em bretom, ambas do criador, Pierre-Jakez Hélias).

Parece-me que Proupín propom um galego de velho, lindíssimo; se nom soubesse nada, nom sendo polos nomes próprios, lia o livro e pensava que o original era na nossa língua.

Entrementres, cando meu avó está libre, por veces lévame ó cabalete a Pont-Gwennou, á agra pequena, ou a Meot, á agra grande. Aí si que se está ben. Alain Le Goff ten un bo arrecendo a terra, a po e a suor. Vai ó seu paso, non se para nunca, pregúntame que vexo aló enriba, por riba do cómaro. E eu dígollo. De vez en cando, bota un trotiño para me sacolexar e facerme rir. Ou tamén, cúbrolle os ollos coas miñas mans, e el empeza a dar voltas sobre das brochas das zocas. Atopamos xente de todas clases: "¿Que é o que levas lombo. Alain Le Goff? - Un saco de algo, non sei que.- Non son un saco, son o neto do avó.- Vaites, vaites, di o outro, éche a primeira vez que sinto falar un saco." E alonga a man para apreixa-la miña. Eu son aínda tímido demais para dicir bos dias, tio, pero todo ha chegar. "¿Por que lle dixo que eu era un saco, meu avó? -Poruqe (sic) non foi ben enseñado. Debeuche falar a ti primeiro." Estou de acordo con el. Dunha do revés, enxugo as pingotas do nariz e miro arredor severamente. "Non hai que llo tomar a mal, meu avó. Falou sen cavilar, pero é un home bo." De acordo, é un bo home.


Gostei.

Muito de algumhas passagens.

Sem entrarmos no substrato ideológico da obra o autor escreve mui bem, com enorme capacidade de evocaçom e debulha até o extremo a alma do protagonista (discutível se assim cos demais personagens).

Obra tragicamente saudosa arredor da amizade, nela acontece quase nada em termos argumentais; a ter em conta se nom gostas desse tipo de livros.

O cabalo do orgullo

Este livro de memórias é tam bonito que se pudesse vo-lo tuitava inteiro, deveras.
Se vos interessa a antropologia, procurai-o.

O cabalo do orgullo

Publicado no 75, a versom .fr foi traduzida do bretom polo próprio autor.
Ed. .gal do 93, na Laracha. Versom galega maravilhosa de J. M. Proupín Fdez.

O cabalo do orgullo


I was attorney for the "Q"
And the Indemnity Company which insured
The owners of the mine.
I pulled the wires with judge and jury,
And the upper courts, to beat the claims
Of the crippled, the widow and orphan,
And made a fortune thereat.
The bar association sang my praises
In a high-flown resolution.
And the floral tributes were many-
But the rats devoured my heart
And a snake made a nest in my skull.


Edgar Lee Masters
Therefore, build no monument to me,
And carve no bust for me,
Lest, though I become not a demi-god,
The reality of my soul lost,
So that thieves and liars,
Who were my enemies and destroyed me,
And the children of thieves and liars,
May claim me and affirm before my bust
That they stood with me in the days of my defeat.
Build me no monument
Lest my memory be perverted to the uses
Of lying and oppression.
My lovers and their children must not be dispossed of me;
I would be the untarnished possession forever
Of those for whom I lived.


Edgar Lee Masters