Conto de Natal que nom o é e ademais foi verdade

Um Natal de hai 65 anos umha família nom tinha um peso, umha peseta, nada de nada para comprar nem para tomar. Só leite da vaca, da avoa Maria -quem todos os dias lho traguia da aldeia para a vila- e mais um golpinho de café.
A senhora Marina de Fuentes deu-lhes como presente umha caixa de bolachas e foi o que tivérom. Nem foi um Natal infeliz apesar de tudo, tomárom com humor a sua necessidade.

O céu tem que existir para gente como vostede, senhora Marina. Ali onde estiver, mando-lhe um bico.

O pórtico de S. André no Parrote

Meu pai e Gregorio Casado falárom-me da porta do Arquivo do Reino fronte à Solaina do Parrote. Este último ademais mandou-me documentaçom bem interessante.

No seu artigo «Arquitectura nosocomial en La Coruña gótica» (publicado em Cuadernos de estudios gallegos XLIII, fasc. 108, 1996) María Dolores Barral Rivadulla fala do hospital -no sentido antigo, nom atual- de Santo André na Corunha, cuja data de fundaçom se desconhece. Iniciativa dos mareantes da cidade, foi incendiado durante o assalto do pirata Drake, e tivo reconstruções posteriores até que a finais do s. XIX o concelho mandou fechar a sua capela. Por documentaçom do XVI e XVII parece que estava diante do Orçám, entendemos que onde está agora a capela (na própria rua) de Santo André. A porta do acesso ao antigo complexo hospitalário salvou-se da demoliçom que acabou coa igreja parelha graças à declaraçom como monumento histórico artístico, nom sei quando, mas no 1956 colocou-se na muralha de Sam Carlos, que é onde a conhecemos de sempre os corunheses do meu tempo.

Barral Rivadulla descreve com um enorme detalhe a obra (sugiro a leitura da cumprida descriçom a historiadores da arte) e os seus motivos: folhas de cardo e outros vegetais, peixes (alusivos à confraria titular da igreja), folhas unidas em forma de aspa (sendo a cruz aspada o símbolo do santo padrom do templo), oito figuras arredor do Salvador (este com guedelhas mas sem barba e mostrando as mãos) e anjos com roupa eclesiástica intuída polos cordões rematados em nós, o que disque relacionaria o hospital cos franciscanos corunheses.

Hoje em dia a porta tem funçom de serviço, serve de entrada a remessas de documentaçom enviadas por outros organismos para o Arquivo do Reino de Galiza.

J. Cuevas realizou a finais do s. XIX esta ilustraçom na sua localizaçom original. O desenho reproduziu-se na tese de Pedro López -ex diretor do próprio ARG- sobre a Real Audiência de Galiza:

O pórtico de S. André no Parrote
-¿Qué fue lo que más disfrutó al dejar la cárcel?

-Las pequeñas grandes cosas de la vida que, al final, son las únicas.

-¿Cómo cuáles?

-El abrazo de la vieja, la comida de la olla, el encuentro con viejos amigos de la infancia, del barrio... De algún lado salimos, ¿verdad? No somos infinitos.

Pepe Mújica

Vendo o jogo em que começou tudo...

Especial niños :____ cos moinas dos U/S ali

Miroslav Djukic.
Que futebolista.
Que monstro na sua posiçom.

Vendo o jogo em que começou tudo...

Poetry in motion
1 1 B e b e t o

A pancarta de Urkiola :____

Minuto 50. O gharbo.

Vendo o jogo em que começou tudo...

E acabámos em Quatro Caminhos, claro.

Cuba is the crown jewel of the Caribbean

Gostei em 2012 de Cuba, the accidental eden, documentário da TV pública dos EUA sobre a natureza de Cuba.

<q>Cuba is the crown jewel of the Caribbean</q>

<q>Cuba is the crown jewel of the Caribbean</q>


Que o doméstico nom quite o cortês. Mantende-me as formas com quem partilhardes lar ainda que for em castelhano antigo de juja.

Em toda a parte hai tesouros

Em toda a parte hai tesouros

Cada dia passo por dúzias de edifícios bem mais feios que esta casa em ruínas, que deve levar décadas abandonada. Quem me dera saber pintar para refleti-la num quadro.