Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?

Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?
Peregrinaçom do Arciprestado de Nemancos a Compostela. Fotografía de Ramón Caamaño, 25 de agosto de 1926. Hai notícia doutras anteriores, por exemplo en 1909, ocasiom pola qual se escrevia:

(...) Nemancos que comprende villas tan prósperas y de tan ardiente fe como Corcubión, Mujía, Cee, Finisterre y otras.


Se nos consta que Nemancos tem polo menos 1.200 anos e nem se lhe fijo entrada na Galipédia algo nom quadra. Felizmente temos a Gallica, a Hemeroteca de Prensa Histórica e outras fontes para irmos tomando consciência da relevância deste nome que hoje está completamente eclipsado polo jornalístico Costa da Morte que data só no s. XIX.

Menciona-se na Distribución de parroquias en el concilio de Braga, era 610, año 572:

Ad Iriense (...), Nemancos, (...)


(via La hitación de Wamba, de Antonio Blázquez, em Boletín de la Real Sociedad Geográfica: Tomo XLIX, julho de 1907).

De um livro de 1768:

Le premier Peuple étoit GALLÆCI ou CALLAÏCI, divisés en deux moindres peuples ; favoir , I. Gallaeci Bracarii , qui répondoient à la partie du Portugal entre le Douro & Minho , & à la Province de Tra-los-montes ; 2. Gallæci Lucenses, ce que nous appellons (...) la Galice (...) avoient pour Villes principales (...) Ierna Mons , Namancos


Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?

Noutro de 1855, ainda que o texto será do s. XII-XIII, lê-se Villas de Ceeia in Nemancos.

Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?

Possivelmente traçando umha linha desde a Finisterræ francês ao galego o poeta inglês Milton mencionava-o na sua loa, aqui explicada:

Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?

Ou pode que acontecesse tudo na nossa costa? Outra hipótese sugere-o.

Mais sobre o que é Nemancos como topónimo aqui.




E quanto aos antropónimos? Em S. Gião de Moraime nascérom María Ignacia (n. 1803), Gabriela (n. 1806), Ramón (n. 1809), Juan (n. 1812) e Manuel (n. 1814) Liñeyro (ou Liñeiro) Nemancos, filhos de Rosa Nemancos Ferrio Suarez, pola sua vez filha de Antonio Nemancos, que era vizinho de Sª Maria de Morquintiám. Os cinco son os últimos (máis recentes) portadores do apelido de quem sabemos mais, tendo-o de segundo, damos por sentado que aí se perdeu. Temos de investigar, entom, em Morquintiám se Antonio tivo filhos que pudessem prolongar um nome de familia hoje aparentemente perdido.

Moraime à parte, vistas 619 persoas naturais ou vizinhas de Mogia (Santa Maria, mais nom só a freguesia da vila), nascidas entre 1712 e 1978, nengumha leva outra este apelido.

Para o apelido Nemancos https://www.ine.es/widgets/nombApell/index.shtml responde No existen habitantes con el apellido consultado o su frecuencia es inferior a 5 para el total nacional o por provincia.




Jano Lamas di que Nemancos etimologicamente significa país dos bosques sacros mas nom temos ainda fonte para tal afirmaçom. A el partilhar no grupo de Facebook "Ollar Galicia" devemos tanto a fotografia coa que abria este texto como as duas seguintes imagens, que levam o pé de foto que el lhe deu ali:

Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?
El Correo de Galicia, 4 de agosto de 1915

Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?
Dióceses de xuridición territorial a partir do ano 314 (fonte nom atribuida)




Note-se que este último nom coincide coa asignaçom que figemos nós no projeto dos notários de Nemancos, onde as paróquias estremeiras por ponto cardinal som: ao N, Camelhe; ao W, Tourinhám; ao S, Duio -Éçaro fora da península de Fisterra-; ao E, Bainhas. Vid ícones encarnados escuros no mapa infra:

Un topónimo milenário que nem tem entrada na Wikipédia em galego?

Toponímia da Corunha que desconhecia

Toponímia da Corunha que desconhecia
Toponímia da Corunha que desconhecia
Toponímia da Corunha que desconhecia

- da Silva para lá:
Maçaído
Comeanda
Gatom
a Moura
Borroa
Naia
- a pé das Vinhas:
o Bosque
a Cova
- alá do Castrilhom a Pena Moa:
Agramonte
o Corgo
- por Peruleiro:
caminho do Pinheiral
Figueiras
o Barral
Eis os nomes dos lugares da freguesia de S. Gião de Moraime porque sim, porque gosto, porque me peta e quero e dá-me a gana.

Albergaria
Anhobres
Armear
Baiuca
Bergantinhos
Bouças
Cartel
Casas Novas
Castelos
Chorente
Condominha
Figueiras de baixo
Figueiras de riba
Labejo
Lourido
Moraime
Moinhos
Orujo
Ribas
Risamonde
Serantes
Vila Maior
Vilarinho
Jançom
Jurarantes

Que cousa mais bonita, par favar!


Desde 1985, dim esses parvos.

Claro, anteriormente era The Ball.

Hai que ter umha tara importante na cabeça para ser como os da fachipedia ponto es.

E é simplesmente obsceno que Google esteja servindo a nossa toponímia deturpada para o mundo; só se tens configurado em .gal (nom .pt) dá a oficial.

Colaborador necessário deste atentado lingüístico, nom importa se procuras "Anllóns, A Coruña", em norma ILG-RAG, literalmente: Google Espanha serve este lixo:



O que quer que fagais coa vossa vida, nunca deais tanto nojo como Google Espanha.

Sandiás = Sandiães

Openstreetmap sim que sabe ler bem o texto entrado: ti procuras Sandiás (sic) de Ourense e na resposta dá-che tamém os de além-Minho:

Sandiás = Sandiães

Lupas

Lupas

A primeira imaxe coñecida dun castro galego [1610]: o Castro Lupario (...) Consonte a lenda xacobea, alí residía a raíña Lupa.

Lembrete amigável de lhe pôr de nome Lupa às filhas em honra da rainha. E nom o digo como ideia feliz, eh, estám documentadas por toda a parte:

Lupa Fernandes (documentada no ano 1258)
Lupa Sanches (idem)
Lupa Mendes (en 1280 e 83)
Lupa Paz (1274 e 1314)

Como Mineral City se tornou Ponte Vedra

The company wanted a more impressive name than Mineral City for its resort, so Colonel Stehlin and his wife, Elizabeth (née Morton), went to the library in St. Augustine to research various possibilities for a new name. Since Florida had been under Spanish rule at one time, they looked on an old map and found the name Pontevedra on the Atlantic coast of Spain at approximately the same latitude as Mineral City. The Galician name of the town was derived from a Roman bridge ("ponte vetera" or "old bridge") that spanned the nearby Lérez River centuries earlier.

O colonel e a sua esposa Elizabeth escrevérom o topónimo como deviam. Nom hai como ir às bibliotecas!

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

Se a toponímia, e as fontes que sustentam umha eleiçom oficial de nome, é complicada, a microtoponímia (termo do que ao parecer os expertos nom gostam) ainda mais, porque as referências som necessariamente mais escassas. Na Corunha dá a sensaçom de que está tudo por fazer dado que durante décadas (séculos?) sobre as vias e lugares imperou a deturpaçom quase absoluta.

Assaltam-nos muitas dúvidas pola proscriçom que a fala própria sofriu durante tanto tempo, expelida nas formas escritas e nom digamos já das formas legendadas nos indicativos, as "oficiais". Aqui vamos tentar recuperar parte do que nos roubárom, do que nos proibírom.

1. Monte Alto, Mato Grande, ...

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

Duas palavras, um nome

Nom som filólogo nem experto na matéria, só me interessa como cidadám (como usuário, diria por deformaçom profissional) e na medida em que projetos em que participo tocam tangencialmente essa questom básica de como lhe chamamos aos lugares. E é mui importante que depois de anos e anos de afazer-nos a dizer Avenida de Finisterre ou Calle Panaderas normalizemos as formas galegas: avenida de Fisterra ou, como gosto eu de dizer, a rua das Padeiras. Porque no caminho nom só se estandarizárom "cousos" como Riego de Agua (desde neno entendim que era rego de regato, nom de regar) ou Calle Rúa Ciega, senom que se perdérom os artigos que precedem naturalmente os nomes. Por exemplo colhes um ponto chamado a ponte da Passagem e subitamente parece que se chama Puentepasaje, numha única palavra. Outro caso de 4-palavras-em-1? A localizaçom culherdense da Azeia da Mão, convertida por arte de magia em Haciadama. No mesmo processo fussionador é frequente escreverem Matogrande ou Montealto, quando para mim os hai que escrever como o que som, duas palavras separadas em ambos casos, sustantivo e adjetivo, Mato Grande e Monte Alto.

Que nos di neste assunto a nossa língua no mundo, a escala europea, a escala americana, africana? Monte Alto é um município do Brasil. Casa Branca outro. Tamém umha freguesia e mais lugares de Portugal. Mato Grande é umha vila e regiom caboverdiana, ademais de dous distritos e bairro brasileiros. Acho é melhor sempre escrevermos os topónimos assim, em palavras separadas e com maiúscula inicial, tamém quando nos referimos aos Monte Alto, Casa Branca, Mato Grande, etc. da Corunha. Pedra Longa, igual (se se trata de deturpar, seria Piedralarga, ou?

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...
Detalhe de mapa em azulejos da batalha de Elvinha

Evitemos pois os Montealto, Casablanca, Matogrande, Puentepasaje e escrevamo-los como o que som, duas palavras.

2. Praças da lenha, dos ovos, da farinha; Caminho novo

Nomes já se têm recuperado, no nosso tempo: agora provavelmente todo o mundo sabe onde fica o Campo da Lenha, ou que a do Humor é a Praça dos Ovos e que Azcárraga era tamém a Praça da Farinha. E ademais de recuperarmos a Costa da Uniom, trouxo-se de volta a rua do Socorro. Mas hai muito que recolher. Eu ainda soubem hai pouco que a Juan Flórez nos 60 lhe chamavam o Caminho Novo.

3. Pescadaria (a)

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

Neste mapa de 1809 já aparece este nome. É curioso que ao falar-se da Pescadaria normalmente penso na zona oriental: a partir da Porta Real até o Obelisco, antes do recheio (El Relleno, dizia-se em espanhol até finais do s. XX, i. e. o ganhado ao mar desde os Cantões Grande e Pequeno para fora: jardins de Méndez Núñez, antigas aduanas, etc). Nom obstante nesse mapa inglês situam o nome no lado oposto da cidade, no ponente: a baía do Orçám-Riaçor.

Openstreetmap.org mostra a forma Pescaria mas nom estou de momento certo de que seja mais ajeitada que Pescadaria; nom o sei.

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3. Alcavaleiros (rua dos, antigo bairro dos)

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...
Foto: Martí. La Voz de Galicia

A Calle Caballeros nom se devia de chamar assim senom Rua dos Alcavaleiros, porque ali era onde se pagavam as alcavalas para aceder à cidade, o que nom tem nada a ver com cavaleiros.

No tocante a nome de vias opino que seria fantástico poder incorporar de algum jeito ao roteiro da cidade os nomes velhos e populares. Isso pensava da Costa da Uniom, que eu sempre pensara que era Pla y Cancela (assim o usam alguns negócios, de feito) mas que em vários meios jornalísticos contemporâneos se tem indicado que corresponde à rua que oficialmente na minha infância e juventude era Gómez Zamalloa. Felizmente em 2018 o nome do militar golpista foi retirado e agora a rua é oficialmente Costa da Unión (La Unión era umha fábrica de gaseosas que estava nessa rua).

4. Vedra (a)

A finais de 2015 discutia-se se a avenida da Vedra, à que eu provavelmente lhe chame assim até que morra, se deve converter numha sorte de horrível scalextric a escala Godzilla ou assemelhar-se mais a um amplo boulevard que compatibilize veículos a motor, peões, ciclistas e esse bem marciano na urbe: árvores (som cousas altas com folhas verdes e os passaros pousam-se nelas). Observei que no debate público usárom-se duas formas de raiz popular do nome, a Vedra e Lavedra. Esta última coa premisa de que a forma aparentemente castelanizada nom era tal e que o La- inicial nom se corresponde co determinante anexado senom que fazia parte inseparável do topónimo. Gostaria de ter mais informaçom para ponderar, e só sei de partida o meu (nosso) hábito de lhe chamar e mais a cita que aporta a Wikipedia em espanhol e em galego:

Es conocida popularmente como Lavedra, resultado de la castellanización del lugar conocido como A Vedra, que se encontraba entre la Fábrica de Armas y el Barrio de Palavea.

Alfonso García López (2009). «Alcalde Alfonso Molina (avenida)». En Espacio Cultura Editores. Calles con historia.

Mencionárom-me um roteiro feito por Carme Sanjulián e Pilar García Negro nos anos 90 que disque empregava Lavedra, gostaria de saber quais som as fontes primárias para este caso concreto que comento.

Polo contrário em artigos de imprensa do primeiro terço do s. XX encontra-se sustento para a tese de que o nome era a Vedra, como neste de El Orzán (8-6-1929):

En el plan de carreteras y caminos provinciales a ejecutar (...) figuran las siguientes a subastar en el corriente año: (...) Y del Puente del Pasaje a Palavea y rampa al lugar de Vedra, 673 metros (...)


Umha consideraçom puramente numérica, mas que pode nom ser determinante, é que o nomenclator da Xunta de Galicia nom mostra nada por lavedra (apenas Vilavedra, onde semelha claro que se juntam vila e vedra, que se entende vem do latim vetera, velha) e tampouco dá resultado nengum por labedra. O Dicionário de Dicionários da USC/ILG nom aporta nada que faga reconsiderá-lo.

Porém o nomenclator junteiro apresenta 141 (!) nomes que têm no seu interior a cadeia vedra, incluindo acidentes terrestres, augas, entidades humanas, nomes de terras e de vias. Literalmente A Vedra consta como acidente terrestre em Ribeira de Piquim e em Rio Torto (A Volta da Vedra, além dumha terra chamada A Vedra e outra As Vedras), em Pastoriça hai um lugar que se chama Moinho da Vedra, aparece tamém A Vedra em Trabada e na Ponte Nova.

5. Cernadas (as)

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...
Roteiro da Coruña (fragmento) editado polo BNG, 17-5-1997

Algo que eu faria além do que comentarei mais em baixo em relaçom aos centros comerciais seria obrigar a que os nomes de ruas novas recolhessem toponímia de lugares desaparecidos na zona ocupada polo crescimento da cidade. O nome horrível do Parque Ofimático hai que o desterrar, do feio e inútil que é. Eu antes lhe chamava Eiris Novo, por exemplo. E, já que se construiu em parte, disque, sobre dous lugares chamados as Cernadas -Cernedas no mapa extratado na imagem superior- e Galám pois polo menos que ambos topónimos dêem nome a duas ruas nessa área.

Se lhe fago caso a Openstreetmap parece que se guiárom por mim:

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

6. Agrela (a), Agra do Orçám (a)

Agrela, topónimo paradoxicamente já documentado como pouco desde 1589, é um bom exemplo que aínda agora está tomando a via de se fixar. Durante muito tempo parecia que lhe chamávamos polos grelos e só agora, dacordo c@s expert@s, começa a se usar a forma que significa "agra pequena". Contudo estamos nas mesmas, eu entendo que sendo um sustantivo feminino nom devemos perder o "a" que púnhamos antes diante de Grela. De maneira que o microtopónimo leve o artigo diante igual: se se opta por "a Sapateira" (A Zapateira na forma oficial), e nom unicamente "Sapateira", por que nom "A Agrela"? E igualmente nas formas compostas: i.e. "os veículos que passam pola Agrela", "a via que vem da Agrela". Um efeito colateral da castelanizaçom dos nomes vem quando cho "devolvem cambiado de gênero": A Agra do Orçám > El Agra del Orzán > O Agra. Nooot.

7. Roçais (os)

Outro "clássico moderno" das dúvidas é o comumente usado Os Rosales. A construçom do "novo bairro" e do centro comercial a pé de Labanhou propiciou a que se fixara o topónimo em espanhol: Los Rosales. Um amigo que na época estudava Humanidades em Elvinha comentara-me que um professor lhes dixera na aula que o nome do lugar vinha nom das rosas senom de roçar o monte, Os Roçais (Os Rozais seria em norma oficial, mas segundo isso haveria que sessear: Os Rosais). Aqui falou-se do caso, haveria que pensar se o seu nome seria o de Fontám ou outro.

As consultas que tenho feito por vias diversas nunca me arrojárom luz sobre o particular, continuo sem saber por que se permite a terminaçom -ales quando os plurais em galego se fam em -ais. A Xunta recolhe e promove até quatro microtopónimos Os Rosales (além do da Corunha, em Cangas, Cambre e Ribeira de Piquim) e a câmbio, sete Os Rosais por toda a geografia galega. Nom entendo esta evidente inconsistência. Hai anos perguntei a toponimia@xunta.es por que em vez de Rosais dim que é Rosales quando isto vai contra a norma oficial do galego. Nunca respondérom.

Incidentalmente em Portugal por exemplo só vejo um Rosais, umha freguesia nos Açores.

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

Este plano de cerca de 1925 (segundo o qual interpreto que o atual Mato Grande estaria dentro da antiga Granja) só vincula a zona dos Roçais de hoje a Visma, coa legenda "C[arreter]ª á S. Pedro de Visma / Gran Parque (en proyecto)". Pergunto-me o que é o Peruleiro indicado na costa. Por um comentário de Iván Fontão concluo que se trata do areal ainda existente de Sam Roque de Fora.

8. Martinete (o)

Está recolhido tamém no já referido croquis do ano 1589, junto a outras sete atuais áreas do município, escritas todas assim: S. Pedro, agrela, laBanou, martinete, S. xptoBal, Elbiña, coruña, pasage.

Pergunto-me onde estaria o hipotético martinete que conjeturo lhe pudo dar nome ao bairro e se se conservam fotografías ou desenhos del... Martinete é, além deste lugar da freguesia das Vinhas na Corunha, outro numha paróquia betanceira. Tamém leva esse nome um mogiám, que http://toponimia.xunta.es/gl/Buscador nom recolhe em 12-9-19. Está na estrada de Lourido para Tourinhám, perto de Morquintiám. Este, um escrivám nomeara-o como de Martim o neto (!).

9. Novo Mesoiro (o)

Um lugarinho que nom conhecim até hai nada é Mesoiro, casinhas a pé do polígono de Pocomaco. Lendo a súa entrada na Galipédia vejo que podiam ter-lhe chamado Feáns ou Monte do Moinho ao Novo Mesoiro, mas nom me parece mal a soluçom, pola continuidade de ambos:

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

Curiosamente tanto o Novo Mesoiro como Pocomaco som o que poderíamos chamar neotopónimos; mais artificial o segundo, claro.

10. A gente nomea lugares da cidade por grandes áreas comerciais

Se de mim dependesse obrigava os grandes centros comerciais a pôr de apelido o bairro em que estám: Carrefour-Someso, Espacio Coruña-Someso, Alcampo-Palavea, Corte Inglés-A Covela (Cubela em ortografia oficial)... porque na prática acabam substituindo os topónimos nas referências comuns, por exemplo no nome das paradas do bus.

Marineda-Monte Patelo:

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...
Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

11. A jeito de conclusom

Obviamente nisto tudo, dito figuradamente, estou pensando em voz alta e presentando dúvidas e possibilidades, nom sentando cátedra. Insisto em que provavelmente eu continue usando a Vedra, igual que nom me vejo dizendo algo distinto a Praça do Toural: hai anos em Compostela dixeram-me que havia umha tese segundo a qual se devia chamar Praça Doutoral por mor de nom sei que ritual que faziam os licenciados em medicina (?). Tamém se dizia que a forma correta era Praça do Toral, que nom era um castelanismo.

Diversas das cousas que comentei aqui as consultei em distintos momentos coa Junta, com SNLs e com filólogos e em geral nunca dei, a verdade, com respostas claras. De feito nem respostas a maioria das vezes.

Eu tenho mais perguntas que respostas, mas gostaria de poder contribuir a esta recuperaçom. Afinal fai falta umha posta em comum de fontes, um debate e a assunçom dumha forma autóctone como referência principal. Depois que cada quem lhe chame como lhe pete.

12. Posdata: as corunhas roubadas

Isto é mais história que toponímia mas alá vamos. Corunha nom é só Corunha, é a à agregaçom à cidade de Visma, das Vinhas, de Oça e de Elvinha.

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

No uso popular hoje em dia as advocações das duas primeiras freguesias (S. Pedro e S. Cristóvão) quase eclispárom os topónimos. A de Oça é Sª Maria e a de Elvinha S. Vicente.

Se quadra devia ter começado por aqui mas em realidade ainda soubem mais do conto lendo a Galipédia: quando o concelho da Corunha lhe moveu os marcos, literalmente, ao de Oça. Quatro das cinco paróquias da Corunha atual pertenciam em realidade ao extinto município de Oça e a Corunha medrou absorbendo este último co que parece diretamente um assalto a mão armada:

Os veciños de Oza litigaron pola devolución da documentación ó concello, xa que tiñan medo de que puidese ser utilizada polos grandes industriais coruñeses. De feito, nese período a casa do concello muda de localización en varias ocasións e desaparecen documentos sobre os bens, momento que é aproveitado polo concello da Coruña para modifica-la situación dos marcos que sinalan os lindes entre ámbolos dous concellos na zona da Palloza, aparecendo logo os territorios a nome de José Marchesi Dalmau, quen instalou unha refinaría.

J. M. Gutiérrez contava em La Opinión:

Os receos veciñais confirmaríanse pouco despois, xa que José Marchesi Dalmau, un home de negocios que pouco despois sería alcalde da Coruña, fíxose cos terreos comunais do municipio na Palloza, onde instalou unha refinería de petróleo, e coa franxa costeira de Oza, lugar no que máis tarde promovería a construción do Lazareto para os enfermos infecciosos da guerra de Cuba.

Para algúns, a disolución da Corporación foi unha xogada hábilmente calculada por parte de quen esperaban facer fortuna cos terreos de Oza, de forma que a acumulación de débedas polo Concello fixese inviable a súa continuidade e forzase a súa absorción polo da Coruña, como acabaría por suceder en 1912.


Voltando à toponímia, a Galipédia dá quinze lugares, así escritos: A Grela (sic), O Birloque, O Bosque, A Cabana, Cances#, A Cova, Fontenova#, Laxes de Orro, Lonzas, O Martinete, A Moura#, San Cristovo das Viñas, San Xosé#, Someso, A Silva#, enquanto a Xunta dá só dez: os anteriores, igualmente grafados, mas sem incluir os cinco que marquei com sostido#. Além do já explicado supra da Agrela tem-se sinalado que a forma do 9º lugar bem podia ser Louças ou Louçás (Louçáns/Louçães, engadiria eu).

Quando se estuda a toponímia da Argentina por exemplo aparecem nomes de persoas para localidades mas isso aqui é mui estranho. Porém dentro da paróquia de Elvinha hai um caso, o lugar de Pedro Fernándes, que hoje dá nome a umha rua.

Toponímia corunhesa: os bairros, os lugares...

O PGOM de 2013 da Corunha di que é posterior a 1950 mas fontes vivas da zona dim-me que isso nom é certo, que já havia lugar antes.

Quanto à freguesia de Elvinha, Xurxo Souto di que o atual campus universitário da UDC se chamava as Marinhas Douradas (p. 59 do documento ligado). O corunhês fala dum monte de lugares.

13. Para ler mais

- Muita microtoponímia neste mapa de José María Ferrater de 1845

- As azeias ou azenhas da Ponte Gaiteira ou da Palhoça (1752)

Tourinhám

Esta forma da nombre a una parroquia del ayuntamiento de Muxía, así como a una de las entidades de población que la constituyen y al promontorio litoral que algunos autores quisieron identificar con el Promontorium Nerium mencionado por Estrabón (Monteagudo, 1952: 481-485). La presencia de este topónimo en nuestra documentación medieval se remonta a fechas bastante tempranas, pues ya en un diploma del Tumbo de Celanova con fecha de 942 encontramos mencionada una insula Tauriniana identificable, sin lugar a dudas, con el actual lugar de Touriñán y donde el sustantivo insula quizá deba entenderse en el sentido de ‘península’ o similar.

Paulo Martínez Lema

Tourinhám
(...) In Nemancos insula Tauriniana (...) no Tumbo de Celanova, mençom datada o 26 de setembro de 942.

- Referências web:

http://nemancos.kikebenlloch.com/?xurisdicion&10

TC, f2v-4r. Documento [nº2] del Libro 1º via pares.mcu.es (p. 12-15) [consulta 10-07-2019]

- Referências bibligráficas:

Rosendo (San) obispo de Celanova dona o seu convento, do que era abade Fránquila, unha serie de propiedades, (terras, coas súas pertenzas, etc) entre a que esta esta que se cita, en terras de Nemancos.


942/09/26
O bispo Rosendo dota á súa fundación de Celanova dirixida polo abande Fránquila, cunha longa serie de propiedades, bens mobles, gando, libros, etc.

(O tombo de Celanova. Tomo I. Edición de José M. Andrade)(Consello da Cultura Galega, 1995)

Tamém em Colección diplomática del Monasterio de Celanova (842-1230). 1. (842-942) (Universidad de Alcalá, 1996)

Mostras antigas do topónimo Cee

Que tenhamos visto, o topónimo de Cee já aparece assim escrito em romance nos anos 1400 e 1421; como Çee em 1487 e 1491. Em 1582 aparece tamém como Zea e como Çea. Neste manuscrito com letra processal encadeada desse ano di "villa de Çea":

Mostras antigas do topónimo Cee

Na seguinte vista (letra humanística de 1687) observamos que o traço do Ç está algo separado, parece umha vírgula ( , ) mas é um cê cedilhado:

Mostras antigas do topónimo Cee

Toda a informaçom e imagens cortesia de José Enrique Benlloch del Río.

Em mapas ingleses (s. XVIII?) e franceses temo-lo visto como Cea.

Mostras antigas do topónimo Oçom

Bula de anexom (1499) de Sam Martinho de Oçom a San Martinho Pinário de Santiago, é um documento em latim com letra de privilégios:

Mostras antigas do topónimo Oçom

Oçon em escrito de caligrafia cortesã de 1499 relacionado coa Bula do papa Alexandre VI:

Mostras antigas do topónimo Oçom

O topónimo tamém aparece em mostras de 1582 como Çonas e como Doçon, por exemplo. Outro escrivám pom Dozon (1579), Oçon (1582) e Doçon (1593).

Toda a informaçom e imagens cortesia de José Enrique Benlloch del Río.

Galiza podia ser a ONU

É tam grande que na sua toponímia colhem:

  • França em Mugardos, em Boborás, em Chantada
  • Egito em Boiro, em Cabana de Bergantinhos
  • Portugal na Pastoriça, na Ponte Nova
  • Marrocos em Carinho (salvo que seja como o Marroços de Compostela ou o de Moanha)
  • Germanha na Laracha, em Nigrám
  • de Itália temos Roma a eito: em Barbadás, em Celanova, na Ponte-Cesso...


Mais em http://toponimia.xunta.es e em http://gl.wikipedia.org
Estou trabalhando num novo artigo de investigaçom histórica e dou-me conta da quantidade brutal de toponímia (nom já micro) que se perde(u) em só século e meio. As consultas que figem aos concelhos afetados nem mas respondérom dizendo que nom sabiam. O qual tamém che dá umha ideia da importância que lhe dam ao assunto cultural...

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

Hai só um século "ella fué á la Coruña" era correto. Atençom a essas letras: é, á (acentuadas), l (em minúscula).

Em relaçom ao topónimo da Corunha em castelhano, nom sei a frequência nem a norma disto, mas era habitual que o L só fosse em maiúscula quando abria título ou iniciava frase. No resto dos casos, ou se omitia ou ia em minúscula, segundo procedesse.

Surpreende que isto coincide coa norma que atualmente seguimos em galego-português: "estivem no Porto", "fum ao Porto", mas o topónimo é Porto, nom O Porto (e muito menos Oporto como escrevem em espanhol).

Analogamente, o topónimo é Corunha, sem artigo. Ex. "estivem na Corunha" (nom "em A" nem "n'A") Ex. "fum à Corunha" (nom "a A").

Tendo aprendida da escola outra norma, talvez nos resulte mais chamativo "levei algo para a Corunha" (nom "para A ").

Ao que sim se chega às vezes é a incluir o artigo que vai co topónimo nos mapas, a seguir, em minúscula e entre parénteses: "Corunha (a)".

@emgalego: "Outras normas do galego tomam o exemplo castelhano e fam o artigo parte do topónimo (A Coruña, O Porto, As Pontes...), mas isso causa hesitaçons à hora de usá-lo numha frase (Veño de A Coruña? Veño da Coruña? Veño d'A Coruña?). Já agora, o correto nessa norma é 'Veño da Coruña'."

Contudo, remitindo-me de volta ao início sublinho que, lendo documentos antigos, chego a pensar que ortograficamente o artigo frequentemente nom se tratava como parte do topónimo. Por pôr um caso de documento oficial, na Gaceta de Madrid n.º 186 (4-7-1912) lemos da "Dirección General de Obras Públicas" que "S. M. el Rey (...) ha tenido á bien declarar la utilidad pública de los caminos vecinales siguientes: (...) Provincia de Coruña (...)". Mais mostras:

" de la Coruña" impresso, 1788:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" Coruña" e " de la Coruña" impresso, 1851:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" de la Coruña" manuscrito, 1852:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" Coruña " manuscrito, 1852:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

" Coruña " impresso, 1865:
As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

E outros dous exemplos, e nom dous exemplos quaisquer, senom de fontes especializadas em geografia som:

No Diccionario Geográfico-Estadístico de España y Portugal (Madrid, 1826) escrevem Coruña como topónimo em espanhol (nom La Coruña).

Nas tabelas desse livro consta "Coruña". E nos textos redigidos o "la" precedente ao topónimo vai sempre em minúscula.

No Boletín de la Sociedad Geográfica de Madrid, tomo III, ano II, número 10, de outubro de 1877 (via prensahistorica.mcu.es):

As escritas dos idiomas mudam (IV): E se o topónimo em espanhol fosse Coruña?

Urbano Monte, 1587

Urbano Monte, 1587

cazarga, la crugna, s. Maria, cedera, GALICIA, c. finisterre, compostela s. jac.º

Fonte: David Rumsey

As bisbarras galegas

Obviadas no itinerário educativo como entendo que o som no âmbito político, as bisbarras parecem-me o elemento geográfico essencial na estruturaçom do nosso país. Por muito que nom se estudassem bem na escola e se ignorem na prática -derivando determinados papeis quer para o nível superior (provincial), quer para o inferior (municipal)- dá-me a sensaçom de que as comarcas recolhem as verdadeiras partes orgánicas de Galiza; nom só na contiguidade natural, senom tamém nas relações sociais, económicas... mas @s expert@s dirám.

Em termos legais o artigo 40 do Estatuto de Autonomia dizia que se poderá (sic, que já é triste) reconhecer a comarca como entidade local com personalidade jurídica e demarcaçom própria. A partir daí a Lei 7/1996, o Decreto 65/1997, etc. Porém por muito que se recolham nominalmente no ordenamento jurídico provavelmente nunca as tenhamos percebido de jeito concreto e afinal parece que estamos organizados em províncias (essa sim que a vejo como umha estrutura alheia, e mais sendo 4 e nom 7) e daí para baixo diretamente em concelhos.

Tal parece a desconsideraçom oficial para as comarcas dos que mandam que se fusionam dous municípios (Cotobade e Cerdedo), pertencentes a duas bisbarras distintas, e no decreto (134/2016) que lhe dá forma legal a essa uniom nem sequer se molestam em dizer a qual das duas comarcas pertencerá o concelho resultante. Explico-o mais de vagar aqui. De momento, a calada por resposta.

É possível que tradicionalmente houvesse percepções intuitivas no povo galego de quais eram as comarcas e qual espaço geográfico abrangia cada umha, de um jeito mais informal e menos delimitado. Com certeza eram percebidas e se correspondiam à vida e trabalho da nossa gente em cada regiom galega. Mas à hora de fixar límites ou fronteiras afinal hai sempre necessariamente um certo grau de arbitrariedade. Aqui vamos ver várias formas de interpretar a vertebraçom do nosso território.

A Junta de Galiza optou originalmente por umha disposiçom que é a que segue, com um total de meio cento de comarcas:





Curiosamente tam ou mais conhecida que essa organizaçom legal é a sugerida pola organizaçom Nós-UP a primeiros da década dos 2000, umha disposiçom que, por nom se cinguir ao espaço oficialmente concedido à Comunidade Autónoma de Galicia provocou protestos da parte espanhola. Promotores alegárom pretender "ultrapassar a visom quadriprovincial espanhola que hoje constitui" a C.A.G. considerando as partes hoje administradas por Astúrias ou Castela "territórios tradicional, cultural e lingüisticamente galegos". Anedota adicional foi que inadvertidamente esse mapa fosse tamém utilizado polos opostos ideológicos num vídeo publicitário.

O que se vê a seguir é essencialmente aquela disposiçom, ainda que variaram um pouco algumhas demarcações municipais desde que foi criado e, principalmente, leva o milenário topónimo de Nemancos em vez desse invento do s. XX e tam fixado popularmente como é "A Costa da Morte". Assim como o primeiro mapa tem a toponímia oficial este outro leva-a em grafia reintegrada seguindo maiormente o "Manual galego de língua e estilo" (2ª ed., 2010). Eis o segundo mapa:





Além de disquisições políticas e debates entre umha fórmula e outra, reflete a ignorância das comarcas e da própria territorialidade o feito de que se podam redigir artigos jornalísticos sem nem sequer mencionar a certa existência dumha Galiza estremeira, já contemplada no anteprojeto do Estatuto de Autonomia de Galiza (1931) e no próprio Estatuto (1936). Quando se ignora isto, dá que pensar sobre o conhecimento que temos da nossa própria história, da organizaçom "natural" do nosso país e da proximidade cultural, lingüística e mesmo afetiva com terras que se dim atualmente nom galegas.

Martín M. Passarim: "[Eu] som dos Ancares e fum à escola a Návia de Suarna. Na minha aula havia rapaças de Íbias e Val de Ferreiros, e falam e som igual de galegas que nós. No Eu-Návia fala-se galego-português, nom asturiano. A Galiza estremeira precisa de mais atençom."

No Atlas Sonoru de la Llingua Asturiana (fragmento na metade direita da imagem infra) recolhem-se 32 registros sonoros (os marcados com ícones azuis) do que a todas luzes é língua galega, embora ali classificada como gallego-asturiano (sic), aqui umha escolma.

As bisbarras galegas

O ILG tem divulgado gravações galegas recolhidas na Veiga asturiana, em Candim e Carrucedo (hoje província de Leom) e em Ermisende e Lubiám (hoje Samora).

Tamém procedente da Seabra samorana, guardado nas gravações galegas de Alan Lomax, hai polo menos um registro de cantos infantis em galego. Data de 1952.

Incidentalmente em 2017 a Associaçom Galega da Língua (AGAL) compilou umha lista cos nomes galegos de concelhos que para a minha ideia omite 31 municípios da Galiza estremeira, comete um erro evidente (Vila de Cães nom é concelho) e deixa-me com um par de dúvidas toponímicas. Debulho aqui tudo, de momento sem resposta.

Outro detalhe chamativo: nas comarcas oficiais Maceda município dá-se a Alhariz-Maceda mas na proposta de Nós-UP à bisbarra de Arnoia. Porém Arnoia concelho nom o põem em Arnoia bisbarra senom no Ribeiro. Ignoro o motivo.