Daisy Town

Daisy Town

Quando de miúdo soubem que Goscinny morrera levei um bom desgosto. O homem que nos dera o Pequeno Nicolás, Astérix, Lucky Luke... Anos depois, em 1983, nom entendim bem como se publicava com argumento seu Daisy Town, pensei que era um inédito que Morris recuperara. Só este dia pesquisei e soubem que a BD adatava um filme homónimo (nunca lhe prestei atençom nengumha às versões animadas). Lendo informaçom descobrim que tanto a Wikipédia em francês (sem citar fonte) como a Comiclopedia (a enciclopédia em linha da loja especializada Lambiek de Amsterdam) afirmavam que o autor do desenho nom era o próprio Morris senom um autor para mim ignoto chamado Pascal Dabère. Perguntei a Bas Schuddeboom, o editor da Comiclopedia e esta foi a conversaçom (o negrito é meu):

—Did Dabère draw the comic all by himself or finish some sort of previous layouts or roughs by Morris? The Wikipedia uses the expression d'après: Les dessins sont de Pascal Dabère (non crédité) d'après Morris et le scénario d'après René Goscinny. but I'm not sure what that implies here.

—Dabère drew the comic for publisher Dargaud's studio responsible for commercial and promo art with Lucky Luke (and probably also Asterix). As I understand it, Dabère did full art on the story, possibly with some guidance or supervision by Morris. D'àpres Morris means it was made by another artist in honor of, or with the characters of, another artist. It doesn't imply Morris was personally involved.

—Yes, I'd noticed that's the expression used for comics done after the original creator's demise but in this case since Morris was still alive at the time I wasn't sure what it implied.

Note-se que este álbum nom está acreditado a Dabère senom a Morris. Sítios de referência como Bedetheque.com nem o recolhem.


Nom será o meu favorito do gekiga mas é ótima compra se gostas de autobiografias episódicas em clave slice of life.


BD bárbara atrás d capa c/desenho gráfico delituoso (atentado visual frequente em Planeta-deAgostini Comics)

Ishinomori era-vos "moito",q diriam na Laracha

Além d jogar c/múltiples recursos literários, a nível narrativo-visual e compositivo Ishinomori tinha pranchas de antologia.
Levo um tempo lendo o carca de Bob Haney e isto pareceu-me umha síntese genial —no mal sentido- do assunto da imigraçom.



Autocomplacência, paternalismo, ignorância voluntária e impossível nom mentar a hipocrisia.

Tem muitos outros momentos fantásticos, politicamente, custaria-me escolher só um par.

Paroxismo. Que classe de distorsionada bússola moral pode ter alguém para apresentar isto como os bons. Atentas. Isto nom se pode superar:


É tremendo parar e pensar que do Spider-man nº1 (1990) de Todd McFarlane circulárom dous milhões e meio de exemplares e que o mês passado Image celebrasse que Spawn #309 pummeled with five figure reorder number, rushed back to print.

Dá-me por pensar em 10.000 cópias antes que em 99.999 mas ainda assim, que jeito de minguar o formato revista no mercado dos EUA!

O mercado editorial espanhol já tem cifras limitadíssimas de tiragens, com muitos títulos polos 1000-1500 exemplares mas, vistos os vistos, a distância acurtou-se avondo de caralho...

A BD demencial do verão?

A BD demencial do verão.

A BD demencial do verão?
Deu-me pena nom "ver-me" na linha de apoio a projetos culturais lançado polo concelho da Corunha. Partes do modelo nom os acabava de entender e ainda que, o principal: celebro se acabarem amparando quem mais trabalha autonomamente e pior o está levando neste duro contexto... perguntei por isto e dá-me (-nos) um pouco a sensaçom de que é abrir comportas e deitar para que as partidas se consomam e nom retornem à tesoureria. Penso que, polo contrário, o ideal era fazer, polo menos no relativo à BD, umha forma mais flexível e harmónica com umha arte que nom tem na produçom (como pode ser teatro, audiovisual, instalações artísticas...) o seu gasto senom em tempo e esforço.
Conclusom: melhor re-pensar o modelo e nom deixar fora, por constriçom legislativa (o ordenamento autonómico que rege o contexto está frequentemente longe da realidade a pé de rua), projetos válidos e persoas que levam (levamos) muitos tempo trabalhando na cidade, e justo nos âmbitos que se pretende promover.