Já é raro que nada em manga comercial me diga algo, contudo gostei do desenho de Etsuko (do interior, a capa parece-me horripilante: os efeitos das cores e o desenho gráfico em geral). Nom som target precisamente para o BL e nom sei como de normal é isto mas o do menor, estudante de liceu, co adulto universitário à la amor platónico mesturado com ingenuidade e inocência o único que me deu foi bastante grima. Cringe, disque lhe dim agora.


Jason é um autor súper agradecido de ler coas suas histórias de animais antropomórficos "mais humanos que os humanos", personagens hieráticos que tentam sobreviver fisica e animicamente em relatos entre o dramático e o ridículo (ainda que o humor é sempre contido). Até quando lhe bota muito papo nos desenlaces argumentais (p. ex. botando mão do surrealismo) o autor norueguês normalmente cai de pé, como os gatos, e deixamo-nos convencer.

Estes dous volumes de histórias breves som entretidos, nom se contam entre o melhor da sua produçom mas polo menos nom som tam péssimos como a sua BD do Caminho de Santiago (que passa cos comics de El Camino? som todos igual de horríveis?)


When unrelated comic covers placed side by side seem to tell a story (VII).


Javier Rodríguez e Álvaro López, principalmente desenhando e colorindo respetivamente, já têm colaborado inúmeras vezes e conformam um dos duos de maior elegância nom só nos cómics comerciais dos EUA senom da BD mundial em geral.

Esta última minissérie é só mais outra mostra da sua muita classe na ilustraçom, composiçom e cor.


Joann Sfar é literalmente um fora de série, nom o vamos descobrir agora. Depois de muitas leituras da sua obra este Aspirina surpreendeu-me enormemente porque me pareceu ao mesmo tempo umha mostra do seu enorme talento e versatilidade e umha novela gráfica horrível. A primeira metade é diretamente insofrível, nom sei o que pretendia mas os personagens som todos aborrecíveis e diretamente nom hai história. Na segunda dá um volantaço para a aventura colorista-terrorífica-pop sem complexos mas nem acaba de calhar. Ediçom ótima de Fulgencio Pimentel para um trabalho perfeitamente esquecível dum autoraço como hai poucos no continente.

P. D.


Claro que sí, guapi.


Dos que conheço Ken Niimura é o autor que melhor usa o espaço em branco. Entre isso e a sua reduçom gráfica no narrativo, às vezes quase aproximando-se da abstraçom, demonstra como ninguém que "menos é mais".
Neste título adata lendas japonesas dando-lhe um giro no desenlace.

Sempre The Spirit

Nom importa o tempo que passar, voltas e ainda é o melhor (e continua para mim o mistério de por que prefiro com muito esta ediçom à antológica cartoné):

Sempre The Spirit

Ediçom espanhola de 1988. Contém «The Valentine» [20-2-1949]; «The deadly comic-book» [27-2-1949]; «Glob» [6-3-1949]; «Death, taxes... and the Spirit» [13-3-1949].

Xosé Manuel comenta:
- Eu case prefería a de Garbo (?) dos setenta.
- Essa n'a conheço! A Archives, a colorida editada pola DC, supom-se que é a definitiva e ainda nom entendo o motivo de que nom me valesse, continuo coa de Kitchen Sink/Norma. Norma tamém publica Archives em castelhano. Quero pensar que nom é nostalgia, suponho que é a cor ou o papel ou nem ideia... Adoro os comic-books, isso influirá. Adoito preferir branco e negro, isso sim. Um caso paradigmático é Bone: esse título, colorido, mata-me. Incidentalmente descobrim comprando o The Spirit da Kitchen Sink que nom coincide a numeraçom com Norma. Terás ou podes pôr imagens do formato físico da de Garbo? Que medidas eram?
- Só mercara algúns números soltos dos primeiros e despois este retapado que é o que sobreviviu...

Sempre The Spirit

... De longo un par de milímetros máis, porén de largo 19 cm e meio. Da unha imaxe algo máis grande e enche toda a páxina:

Sempre The Spirit

- Que bom! O uso da cor aqui tapa-me a boca do dito antes. Comparastes a cor da Garbo coa da ediçom de Archives? Que data original tem esta história da foto?
- 19 decembro 1948 (Núm. 27 da edición de Norma). Eran catro historias a b/n e unha a cor. Tiraron uns vinte números e nos últimos só era de Spirit a historia a cor. A nostalxia inflúe moito. Eu o último de Spirit que merquei foi a de Norma. Vin outras edicións e as cores son máis vivas e fortes que as de Garbo, pena ser poucas.
- Tens um tesouro aí, n'o vim nem em bíblios nem em livrarias de velho.
- En biblios nos anos setenta só poderías atopar de Bruguera para a Sala Infantil. Toda banda deseñada desa época e de Garbo era moi sospeitosa moralmente. Editaban Vampus (Creepy), outros familiares deste e penso que tamén Vampirella. Todo vetado.

E polo menos na exígua mostra a mão, na comparativa entre Garbo nos 70 e DC (Norma em Espanha) do 2000 para diante, para mim narrativamente ganha, com diferença, a cor da primeira:

Sempre The Spirit

Para começar na BD

Bom momento para quem quiger conhecer a banda desenhada em livrarias especializadas da Corunha como Alita ou Metrópolis, tamém presentes em Vila Garcia, Ferrol ou Compostela.

Para começar na BD

Supra: dous títulos destacados dos EUA (esquerda), dous japoneses (direita).

Tenho em rústica Devil Dinosaur da Marvel, ótima, mas essa de Panini España em tapa dura é basicamente a mesma ediçom, obviamente traduzida. Os outros três títulos tamém passados para castelhano, ao igual que este outro infra, dos meus favoritos de sempre, do qual além da ediçom francesa original nos volumes 4-5 tenho em português os 1 a 3. BD publicada em Portugal pode-se encomendar na livraria Suévia.

Para começar na BD

Outro clássico estadounidense, ediçom original em inglês, rústica, em duas partes. Graças a Rinoceronte tende-lo tamém em galego.

Para começar na BD

A editora canguesa tem umha boa escolma de títulos de novela gráfica internacional em galego, estes dous dos meus preferidos:

Para começar na BD

Além das especializadas hai boas livrarias na cidade como Azeta, Moito Conto, ... fareis-lhe gasto a elas e nom às grandes áreas comerciais. Quanto às livrarias de velho, recomendamos o Fiandón e a Tobeira de Oça.