A primeira ediçom de Astérix em língua galega nos anos 70-80 foi traduzida polos irmãos Blanco Amor quando a ortografia oficial hoje vigente (incidentalmente, compatível coa espanhola e nom coa portuguesa, contravindo a lógica linguística) ainda nom estava fixada. Oscilante, inçada de hiperenxebrismos, ourensanismos e vulgarismos, a escrita daqueles álbuns tem para mim -e nom sem nostálgia- o encanto dum idioma arcaico, como se assim realmente falaram os antigos galos e os seus visitantes.

Alan Moore on Ditko and Roscharch

Despite the fact that Steve Ditko was obviously a hero to the hippies with his psychedelic Dr. Strange work and for the teen angst of Spider-Man, Ditko's politics were obviously very different from those fans. His views were apparent through his portrayals of Mr. A and the protesters or beatniks that occasionally surfaced in his other work. I think this article was the first to actually point out that, yes, Steve Ditko did have a very right-wing agenda (which of course, he's completely entitled to), but at the time, it was quite interesting, and that probably led to me portraying [Watchmen character] Rorschach as an extremely right-wing character.


«Toasting Absent Heroes. Alan Moore discusses the Charlton-Watchmen Connection» Jon B. Cooke (Comic Book Artist #9)


O pior que lhe pode passar a um álbum de Corto Maltese é ficar correto mas sem chispa. Pode que isto seja o que encontrei neste título, um trabalho profissional, um bom produto comercial; pouco mais. Além de que o cenário é puro Berlin de Jason Lutes, só que este último o fijo muito melhor, claro está. Nem inventou esse teatro o americano, logicamente, está por caso o Berlín 1931 de Hernández Cava e Raúl para no-lo lembrar. Na cultura popular sempre se dá o risco de acabarmos em lugares comuns e o Berlim de entre-guerras é um deles. O Corto atual devia ficar fora deles se se quer render homenagem ao legado de Hugo Pratt. É um ícone da BD europeia e isso é o menos que se lhe exige. Está a passar-lhe algo similar a Astérix. Títulos de fatura impecável mas faltos do suficiente espírito, polo menos para mim como leitor de velho. Talvez para os rapazes que os estejam descobrindo agora sejam melhores que tal como eu os leio; oxalá.

PS. Imperdoável gralha ortográfica na capa do livro: o correto em espanhol é Nocturno berlinés, com bê minúsculo.


Adorei. Quer dizer, aborrecim. Do ponto de vista humano a explotaçom laboral e os maus-tratos emocionais que mulheres como as protagonistas sofrem no cenário verídico da Coreia do Sul contemporânea som terríveis. O alcoolismo, os abusos económicos e psicológicos dentro dos casais -embora temporários-, tudo isso. Com que gostei refiro-me ao bom tandem que a mãe do autor como cronista/argumentista e el como criador desta BD conseguirom. É realmente um ótimo trabalho, do melhor que levo visto no ano, um em que as evidentes limitações gráficas (um estilo como amateur, feio, que é mui comum nas novelas gráficas atuais) do assinante acabam carecendo de importância quando a história e os personagens têm tanto a dizer, sem suavizar os retratos em nengum momento, aportando sempre a expressividade ou a pausa precisa, cumprindo sobradamente coa narraçom, co ritmo da história.


Acreditaria a Ibáñez mas o guiom é de J. Cos e acho que o criador de Mortadelo nunca colaborou com escritores. Pergunto-me se será de Lurdes Martín Gimeno, a autora de El escarabajo de Oro (tinta de Juan Manuel Muñoz), que era umha fora de série desenhando Sacarino.


Resulta surpreendente que da ediçom antológica em volume unitário de La familia Trapisonda (esquerda) prefiro as cores, porque nom gosto do recolorido efetuado na ediçom em dous álbuns menores distribuída com jornais (direita) mas esta última, que em teoria é umha versom mais económica, tem a linha de arte a tinta negra muito mais nítida que a outra.
Para observar, se se calcar, amplia-se a imagem.