Escobar nom é suspeitoso de retrógrado mas eram outros tempos...

Tecnicamente fai-me graça o contra-ponto que dá a perspetiva da oitava vinheta respeito das demais.


O Ibáñez de que mais gosto é o dos 60 e prefiro o uso de umha soa cor a produtos posteriores em quadricromia. Mesmo a cor de 13, Rúe del Percebe na contra e a textura do papel a como sai nos compilatórios antológicos atuais. Nom pode ser nostalgia porque eu nom vivim essa época. Esteticamente esse tempo é umha das cimeiras da escola Bruguera: Escobar, Gosset, Conti, Segura (quem até admiro mais como artista de capa que como autor de BD) e tantos outros.

"Todos sabían que Elena era una muchacha de ideas avanzadas, modernas. Sin embargo...
—Jamás creí que pudiera interesarle el arte abstracto."



Ainda piora a cousa: a carga retrógrada da história da capa tem verdadeira culminaçom no desenlace da história, asseguro-vos.

1971 vs. 2019

1971 vs. 2019

Parto do princípio de que a ediçom contemporánea -vid direita- se realizou, como parece à vista, a partir da digitalizaçom de pranchas impressas, editadas, e nom das páginas originais (nem, suspeito, fotólitos). Nela, contudo a linha estar bastante bem lograda em clareza, assim como as legendas dos balões de diálogo, hai problema coas cores, especialmente no negro. A tinta das massas de negro, essenciais neste tipo de BD, saía perfeitamente saturada nas revistas originais dos primeiros 70 (e nom só) -vid esquerda-, porém o livro antológico publicado no s. XXI (2ª ed., 2019) cambiou-nas por blocos escuros carentes da saturaçom precisa. O mesmo acontece coas cores, sem intensidade e degradadas na versom da era digital -v. direita-. Isto nom tem justificaçom vindo do gigante editorial -Penguim Random House- atrás dum título como este, célebre no seu mercado.

As cousas hai-nas que fazer melhor. Até meio século depois.