Javier Rodríguez e Álvaro López, principalmente desenhando e colorindo respetivamente, já têm colaborado inúmeras vezes e conformam um dos duos de maior elegância nom só nos cómics comerciais dos EUA senom da BD mundial em geral.

Esta última minissérie é só mais outra mostra da sua muita classe na ilustraçom, composiçom e cor.


Dos que conheço Ken Niimura é o autor que melhor usa o espaço em branco. Entre isso e a sua reduçom gráfica no narrativo, às vezes quase aproximando-se da abstraçom, demonstra como ninguém que "menos é mais".
Neste título adata lendas japonesas dando-lhe um giro no desenlace.


Melhor que nove de cada dez novelas gráficas que me ponha a ler (nom com todas podo, algumhas som superiores às minhas forças) e na última temporada ainda fórom umhas poucas.

Esta obra nom cai em maniqueísmos nem num final fácil... e digo isto só porque supugem, lendo, que era um trabalho mais ou menos autobiográfico, mas nom o sei, pois desconhecia antes de colhê-lo tanto o título como a autora.

Se efetivamente for autobio dá para refletirmos no imenso caudal de talento que xs autorxs nom cisheteronormativxs levam aportado à BD na última década (e nom só) tanto em Galiza (de início penso em 2 foras de série na Corunha e 1 de Vigo) como no imediato mercado espanhol (onde perdo a conta de assinaturas na média de qualidade ou por cima dela), muito mais nos maiores (EUA+Canadá, a Europa francófona, o Japom).

É digno de estudo.


Nom sei se terá valia para quem nom for seguidor do gekiga ou se interessar polo passado do manga em geral. Eu nom me arrependo de o ter comprado porque, ainda que graficamente nom é nada do outro mundo -sim funcional-, a intrahistória criativo-editorial dos autores de banda desenhada geralmente chama-me (por motivos óbvios).
O retrato que pinta é bastante desalentador se um se pom a pensar que a indústria se ergueu -nom só em Oriente-, além de contados casos de sucesso particular, em base a sacrifícios persoais tremendos, nom só dos protagonistas senom tamém das suas famílias. Nesta obra vê-se umha precariedade laboral absoluta para os autores, deprimente. É a crônica de sonhos truncados, temor ao porvir, a incerteza perante o favor do público, hai miséria, dívidas impagadas, alcoolismo, depressom, enfim, qualquer cousa menos um relato feliz. Que nesse contexto eles ainda pudessem conservar algumha ilusom para avançar e re-começar, voltar-se a erguer depois do enéssimo contratempo, e que fossem capazes de continuar avante coa criaçom, entretendo os leitores -às vezes contados por muitos miles- parece-me um ato quase heróico. Como aquilo que cantava Yosi de Cuántas ilusiones / traje a este mundo al revés / que perdiendo una al día / creo que aún me quedan dos o tres. Pois isso mesmo.
E o reconhecimento póstumo nom vale um adarme. Ainda bem para os poucos que, como Tatsumi, desfrutárom umha relativa valorizaçom no seu dia (cronologicamente posterior ao narrado neste livro).

Descobrindo Chloé Wary

Descobrindo Chloé Wary

O que acontece quando o futebol parece quase a única saída numha vizinhança marginalizada? Provavelmente que exceda o hobby para se converter num modo/motivo de vida.
Nom é muito assim da minha preferência nem o guiom nem o estilo gráfico mas achei um trabalhaço. Mais de duaszentas páginas em que se percebe umha dedicaçom à história e ao estilo visual persoal que só me causa o maior dos respeitos, em termos de autoria. Merecidíssimos prémios, estou certo.
Se gostas de histórias humanas de bairro e desportes, olho aí. Esta ademais está protagonizada por mulheres.