Adorei.

Quando saiu a sua BD sobre os atentados ao Charlie Hebdo nom tivem humor para ler (talvez algum dia); nom relacionei ao apanhar este e assim comecei a ler sem saber quem era a autora. Foi o meu primeito contato coa sua assinatura e considero é realmente umha criadora sobresaliente, crítica e subtil, abençoada para o humor, capaz do poético e do cómico, de abranger a magnificência (a cultura, a natureza) mas tamém o anedótico (as pequenas memórias familiares ou da infância).

Aliás, eu estudei engenharia, nada mais longe de história da arte, por isso nem todas as referências pictóricas -e nom só- as colho, mas no final da ediçom (original, na da imagem traduzida para espanhol) vai umha página a jeito de índice de referências para quem quiger pescudar mais ou conhecer os trabalhos artísticos em que ela inspirou momentos desta sua brilhante crónica autobiográfica.

Umha das minhas melhores leituras desta temporada.


Trabalhaço do BWS, quando menos eu contava. Vem sendo como o seu What If dos EUA e dos nazis a partir do epílogo da II Guerra Mundial atravês do universo Marvel (Hulk, Capitám América, mutantes, ...)

Quantos anos lhe puido levar completar as cerca de 400 páginas nem imagino, a quantidade de horas que tivo que meter nessas pranchas, umha loucura. Tour de force.


Título totalmente equívoco -nom sei se do original ou da traduçom- que devia ter sido "Acabé hecha un trapo alcoholizándome".

Leitura entretida. A nível autoajuda, inspiracional e similar, passo de valorá-lo. O mais demencial, isso sim (e olho que vos rebento parte do final, nom sigais lendo) é que a senhora quase morre com trinta e poucos e nem por essas deixa de beber. Estám loucos estes japoneses. Enfim. É a autora de vários volumes autobiográficos que nom lim (experiência lésbica coa soidade etc.) porque tampouco me chamavam muito.

PS.- Ponho foto porque a segunda tinta na sobrecapa real da ediçom espanhola nom se parece nada ao laranja que estranhamente é o que publicita a editorial por meios digitais. Este tipo de detalhes descolocam-me.


Javier Rodríguez e Álvaro López, principalmente desenhando e colorindo respetivamente, já têm colaborado inúmeras vezes e conformam um dos duos de maior elegância nom só nos cómics comerciais dos EUA senom da BD mundial em geral.

Esta última minissérie é só mais outra mostra da sua muita classe na ilustraçom, composiçom e cor.


Dos que conheço Ken Niimura é o autor que melhor usa o espaço em branco. Entre isso e a sua reduçom gráfica no narrativo, às vezes quase aproximando-se da abstraçom, demonstra como ninguém que "menos é mais".
Neste título adata lendas japonesas dando-lhe um giro no desenlace.


Umha cousa é o que se vê que quer vender um produto (mulher entrando na primeira maturidade à que se lhe passa o arroz tem umha bizarra oportunidade de experimentar algo novo) e outro o pouso ideológico que deixa: o primeiro volume pareceu-me de um regrógrado brutal, imagino que porque até no s. XXI Japom é umha sociedade tremendamente machista, mas mesmo assim... que nom contem comigo para o n.º 2.