Nom sei se terá valia para quem nom for seguidor do gekiga ou se interessar polo passado do manga em geral. Eu nom me arrependo de o ter comprado porque, ainda que graficamente nom é nada do outro mundo -sim funcional-, a intrahistória criativo-editorial dos autores de banda desenhada geralmente chama-me (por motivos óbvios).
O retrato que pinta é bastante desalentador se um se pom a pensar que a indústria se ergueu -nom só em Oriente-, além de contados casos de sucesso particular, em base a sacrifícios persoais tremendos, nom só dos protagonistas senom tamém das suas famílias. Nesta obra vê-se umha precariedade laboral absoluta para os autores, deprimente. É a crônica de sonhos truncados, temor ao porvir, a incerteza perante o favor do público, hai miséria, dívidas impagadas, alcoolismo, depressom, enfim, qualquer cousa menos um relato feliz. Que nesse contexto eles ainda pudessem conservar algumha ilusom para avançar e re-começar, voltar-se a erguer depois do enéssimo contratempo, e que fossem capazes de continuar avante coa criaçom, entretendo os leitores -às vezes contados por muitos miles- parece-me um ato quase heróico. Como aquilo que cantava Yosi de Cuántas ilusiones / traje a este mundo al revés / que perdiendo una al día / creo que aún me quedan dos o tres. Pois isso mesmo.
E o reconhecimento póstumo nom vale um adarme. Ainda bem para os poucos que, como Tatsumi, desfrutárom umha relativa valorizaçom no seu dia (cronologicamente posterior ao narrado neste livro).