1971 vs. 2019

1971 vs. 2019

Parto do princípio de que a ediçom contemporánea -vid direita- se realizou, como parece à vista, a partir da digitalizaçom de pranchas impressas, editadas, e nom das páginas originais (nem, suspeito, fotólitos). Nela, contudo a linha estar bastante bem lograda em clareza, assim como as legendas dos balões de diálogo, hai problema coas cores, especialmente no negro. A tinta das massas de negro, essenciais neste tipo de BD, saía perfeitamente saturada nas revistas originais dos primeiros 70 (e nom só) -vid esquerda-, porém o livro antológico publicado no s. XXI (2ª ed., 2019) cambiou-nas por blocos escuros carentes da saturaçom precisa. O mesmo acontece coas cores, sem intensidade e degradadas na versom da era digital -v. direita-. Isto nom tem justificaçom vindo do gigante editorial -Penguim Random House- atrás dum título como este, célebre no seu mercado.

As cousas hai-nas que fazer melhor. Até meio século depois.

Sempre The Spirit

Nom importa o tempo que passar, voltas e ainda é o melhor (e continua para mim o mistério de por que prefiro com muito esta ediçom à antológica cartoné):

Sempre The Spirit

Ediçom espanhola de 1988. Contém «The Valentine» [20-2-1949]; «The deadly comic-book» [27-2-1949]; «Glob» [6-3-1949]; «Death, taxes... and the Spirit» [13-3-1949].

Xosé Manuel comenta:
- Eu case prefería a de Garbo (?) dos setenta.
- Essa n'a conheço! A Archives, a colorida editada pola DC, supom-se que é a definitiva e ainda nom entendo o motivo de que nom me valesse, continuo coa de Kitchen Sink/Norma. Norma tamém publica Archives em castelhano. Quero pensar que nom é nostalgia, suponho que é a cor ou o papel ou nem ideia... Adoro os comic-books, isso influirá. Adoito preferir branco e negro, isso sim. Um caso paradigmático é Bone: esse título, colorido, mata-me. Incidentalmente descobrim comprando o The Spirit da Kitchen Sink que nom coincide a numeraçom com Norma. Terás ou podes pôr imagens do formato físico da de Garbo? Que medidas eram?
- Só mercara algúns números soltos dos primeiros e despois este retapado que é o que sobreviviu...

Sempre The Spirit

... De longo un par de milímetros máis, porén de largo 19 cm e meio. Da unha imaxe algo máis grande e enche toda a páxina:

Sempre The Spirit

- Que bom! O uso da cor aqui tapa-me a boca do dito antes. Comparastes a cor da Garbo coa da ediçom de Archives? Que data original tem esta história da foto?
- 19 decembro 1948 (Núm. 27 da edición de Norma). Eran catro historias a b/n e unha a cor. Tiraron uns vinte números e nos últimos só era de Spirit a historia a cor. A nostalxia inflúe moito. Eu o último de Spirit que merquei foi a de Norma. Vin outras edicións e as cores son máis vivas e fortes que as de Garbo, pena ser poucas.
- Tens um tesouro aí, n'o vim nem em bíblios nem em livrarias de velho.
- En biblios nos anos setenta só poderías atopar de Bruguera para a Sala Infantil. Toda banda deseñada desa época e de Garbo era moi sospeitosa moralmente. Editaban Vampus (Creepy), outros familiares deste e penso que tamén Vampirella. Todo vetado.

E polo menos na exígua mostra a mão, na comparativa entre Garbo nos 70 e DC (Norma em Espanha) do 2000 para diante, para mim narrativamente ganha, com diferença, a cor da primeira:

Sempre The Spirit
Falávamos o ano passado do armazenamento e da conservaçom de BDs. Hoje, prévia desculpa a quem for profissional da enquadernaçom, comento como recuperei tomos voluminosos que passárom polas minhas mãos quando estavam destroçados, quer por virem dum trabalho de imprensa péssimo, quer porque fórom mui mal tratados em uso, quer polas duas cousas.

Ediciones B foi responsável de edições penosas quando tinha os direitos de Mortadelo. Cousas como esta infra (imprimiu EGEDSA) na altura de 2006 som imperdoáveis, mais quando se trata da 6ª ediçom e o título já levava dado dinheiro a eito:



O uso normal dum livro nom pode dar numha desfeita tal. Contudo, depois alguns apanhos som bastante piores que o dano que pretendiam arranjar:



Eu uso um papel grosso castanho reciclado e reutilizado para devolver a consistência do espinhaço do livro. Deu-me até agora mui bom resultado quando nom importa tanto a estética dos interiores de capa e contracapa como a fortaleça do resultado.



A cola que utilizo contém 1,2-benzisotiazol-3(2H)-ona, 2-metil-2H-isotiazole-3-ona, Mistura de: 5-cloro-2-metil-2H- isotiazole-3-ona (N. CE 247-500-7) e 2-metil-2H-isotiazole-3-ona (N. CE 220-239-6) (3:1). Se trabalhares em restauraçom ou sabes de química e estou fazendo umha barbaridade agradeço comentário. Os resultados a muitos meses vista, nom obstante, som de momento ótimos, mesmo quando o exterior do volume cai literalmente a cachos:









Nengumha soluçom externa (fita americana, fita adesiva transparente convencional, etc.) me convenceu até agora como para a recomendar, daí que nom tenha usado nengumha no título destas últimas imagens.


Alguém mui perspicaz viu o que eu próprio tinha feito inconscientemente e sem me dar conta. Até quatro vezes. Nem agora sei explicar.

Conservar e armazenar BDs

Conservar e armazenar BDs

As BDs som para ler e se houvesse que escolher entre as ter novinhas sem tocar ou mui gastadas polo uso e re-leituras, sempre melhor o último.

Porém eu partir de determinada idade comecei a ser cuidadoso con elas. Co material de Bruguera e Lumen nom tanto, mais bem co editado por Junior e Grijalbo, e depois os superherois de Forum e Zinco já os fum guardando com maior atençom. Os clássicos franco-belgas como Tintin e Astérix já fora mais fácil sempre porque os álbuns eram de tapa dura, mais resistentes. Quanto ao comprado aos EUA um adquiria quase sem querer a cultura de conservaçom coas sacas plásticas específicas e os cartonzinhos que alá chamam backing boards.

Hai uns dias perguntei a um amigo por BDs velhas e el aproveitou para consultar-me por conselhos de conservaçom de BD.

Nom me considero experto mas diria que o principal é abri-los de vez em quando, passar as páginas, que respirem e para isso nada como os re-ler, obviamente. Talvez deixá-los um dia ou dous em riba dumha mesa, fora de caixas e estantes, que nom estejam dez anos sem os tirar ao ar.

É tamém fundamental nom lhes aderirmos nada, nem autocolantes nem fita adesiva, essa é umha norma de arquivística que aprendim num curso com um profissional. Sei que som um pouco estrito e que na gestom de bibliotecas sim se lhes adere a etiqueta física identificativa, o que em espanhol chamam tejuelo, mas eu nom o fago nunca nem na minha biblioteca nem na bedeteca. Sinceramente, para mim tendo bases de dados nom é necessário.

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Quando era miúdo na minha ingenuidade pugera fita adesiva transparente da que chamamos celo ou fixo a bastantes Mortadelos, por exemplo nos lombos, para que nom se estragassem, mas logicamente figem-no pior. Coitado de mim, nom sabia mais.

Outro conselho que daria, este mui fácil de entender, é mantermos as BDs longe da água e da humidade. Se pode ser -nom sempre é possível- tê-los em locais onde nom tenham excessiva humidade ambiental.

Nem o sol diretamente, isso acaba cegando os lombos, deixando-os brancos como o papel.

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Se se usarem sacas plásticas como fago eu, para que os exemplares mais velhos ou frágeis nom se estraguem ao meter e tirar de estantes, nom podem ser ácidas (acid-free dim os estado-unidenses) porque se nom o plástico acaba interagindo quimicamente co livro e dana-o. Contudo, dentro do habitual melhor tê-los algo protegidos se houvesse bichos que os podam atacar, como os nojentos peixes de prata, que podem comer cola de enquadernar edições e até têm preferência por determinados papeis, e nom digamos já se hai polilha, nesses caso as sacas americanas som as melhores porque ademais protegem algo da humidade se estám bem fechadas.

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A saca de Lucky Luke da imagem é tamanho revista, ainda que as mais habituais som as de tamanho comic-book, como a foto superior dos X-Men.

O uso ou nom de sacas realmente depende do perigo que tiver cada espaço, se as BDs nom vam ser acedidas em muito tempo e nom lhes dá o ar será melhor até os álbuns cartoné terem essa proteçom adicional, penso eu.

Hai tipos de sacas que têm a sua própria franja autocolante,

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que vai perdendo efetividade co passo do tempo, de todos os jeitos eu prefiro as que nom a levam, parecem-me mais cómodas de usar (cuidado com que se cole à BD que se está guardando nela ou tirando dela) ainda que talvez nom sejam tam herméticas:

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Alguns grandes colecionistas que conheço, bem maiores do que eu que nom passo de modesto, nom concordam e nunca guardam as suas BDs em nada que nom seja umha livraria. Eu só vos podo contar pola minha experiência.

Em geral som contrário a todo tipo de enquadernaçom conjunta de revistas, sobretudo quando nom é um trabalho feito por alguém experto nesse labor manual:

Conservar e armazenar BDs

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Contudo, até editoras como Lumen ou Ediciones B têm feito verdadeiras trapalhadas em edições voluminosas, algo inacreditável tratando-se de companhias supostamente profissionais:

Conservar e armazenar BDs

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... nengumha BD deveria auto-destruir-se dessa maneira só por um uso normal. Vejamos dous exemplos mais: Norma publicando formatos sem umha resistência aceitável...

Conservar e armazenar BDs

... (de baixo para cima, a sequência cronológica de desgaste por antigüidade dos volumes 1-2-3-4) e, por outro lado, Planeta-DeAgostini nem sequer fornece um mínimo de qualidade de encadernaçom:

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Na prática muita gente precisa recorrer, por falta de espaço, a guardar edições fora de moradas, em caixas em faiados, sótãos, etc. Por isso insisto no de revisar o material de vez em quando, ainda que tiverem passado anos, porque podes encontrar surpressas como esta:

Conservar e armazenar BDs

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Nesse caso a caixa deve ser desbotada imediatamente, os livros limpados ou aspirados e cambiados de contetor, até melhor em saca de papel se a caixa tiver risco.

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