Para começar na BD

Bom momento para quem quiger conhecer a banda desenhada em livrarias especializadas da Corunha como Alita ou Metrópolis, tamém presentes em Vila Garcia, Ferrol ou Compostela.

Para começar na BD

Supra: dous títulos destacados dos EUA (esquerda), dous japoneses (direita).

Tenho em rústica Devil Dinosaur da Marvel, ótima, mas essa de Panini España em tapa dura é basicamente a mesma ediçom, obviamente traduzida. Os outros três títulos tamém passados para castelhano, ao igual que este outro infra, dos meus favoritos de sempre, do qual além da ediçom francesa original nos volumes 4-5 tenho em português os 1 a 3. BD publicada em Portugal pode-se encomendar na livraria Suévia.

Para começar na BD

Outro clássico estadounidense, ediçom original em inglês, rústica, em duas partes. Graças a Rinoceronte tende-lo tamém em galego.

Para começar na BD

A editora canguesa tem umha boa escolma de títulos de novela gráfica internacional em galego, estes dous dos meus preferidos:

Para começar na BD

Além das especializadas hai boas livrarias na cidade como Azeta, Moito Conto, ... fareis-lhe gasto a elas e nom às grandes áreas comerciais. Quanto às livrarias de velho, recomendamos o Fiandón e a Tobeira de Oça.


Conhecim Magius (nom quero dizer persoalmente, porque quando coincidim no Autoban BD nom falei com el) hai quase dez anos, quando Luis Sendón me emprestou o seu memorável Black Metal Comix, que já anticipava umha notável capacidade para usar a ficçom dando a sensaçom de se aproximar à realidade além do aparente. Atravês do humor negro desenhava umha caricatura que parecia parida por alguém com um conhecimento significativo do gênero musical nórdico e do que o rodeava. Depois da sua pontual contribuiçom ao Altar Mutante o meu seguinte contato foi lendo-o nom como criador auto-editado senom já como autor de novela gráfica por conta alheia, em El método Gémini, um trabalho de 2018 que argumentalmente podiam (quereriam?) ter assinado Scorsese ou qualquer um dos seus discípilos avançados, dado que o eixo ambiental era a violência extrema da máfia nos EUA. O ano passado Magius publicou Primavera para Madrid e é só a terceira vez na trajetória do Premio Nacional de Cómic, depois de El arte de volar e Lamia, que pensei ao ler "Duvido muito que no ano houvesse um título melhor que este". Magius continua, como nas cousas contadas que lhe lim antes, demostrando que sabe apropriar-se completamente de contextos de raiz real do mais diverso, para acabar realizando obras mui persoais nas que, penso eu, transmite unha fascinaçom pola miséria humana atravês do poder, isto é: a pura maldade. Todas as persoas e feitos da podredume espanhola que alimentam o relato de Primavera de que sei -e som bastantes- som verídicas mas, lendo, frequentemente nom fum capaz de discernir até onde Magius se documentara e onde estava simplesmente ficcionando. Para mim isto é umha virtude, porque em última instância tudo parece autêntico e homogêneo por muito que su(per)realista. O mesquinhos, atravessados, corruptos e indignos que podem chegar a ser os que mandam no plano económico, político, mediático e institucional na capital do reino está para sempre imortalizado neste livro de folhas douradas. Apesar do estilo, que oscila do mais fiado narrativamente a outros trechos em que o relato se quadra cursa mais anedoticamente, a obra conjunta constitui um logro maior, um co que Magius excede o meio tam frequentemente auto-referencial e egocéntrico da banda desenhada, superando assim todos os seus autores compatriotas contemporâneos e legando um fito cultural do nosso tempo: o retrato descarado do miserento poder em Espanha no início do século XXI.

The chapter William Exley drew in this book would be enough for me to buy it, but what a nice read altogether. What Exley does is what makes me love comics, wouldn’t miss it for anything. Jamie Rhodes, the writer, did a great work of extracting seeds from documented History and turn them (along with illustrators Isaac Lenkiewicz, Briony May Smith, Becky Palmer and Isabel Greenberg) into five stories regarding an actual “Castle in England”. I enjoyed it thoroughly.

This is the real thing.

This is why comics can be awesome.

Triggering a dreamlike small universe in motion, Brais Rodríguez builds a story filled with symbolisms both as hypnotic as open to interpretation. A raw 3x3 layout and some of the slickest black and white art he’s ever delivered (which is a lot to say) set up this book you’ll want to read again in the years to come. Utterly inspiring and fascinating.

A man begins a journey as the world shivers in silence: an overcoming shadow or an overcoming shade?



Just out of print as it sold out its first run. I’m sure we can expect a new printing soon.

Dezanove anos depois de o começar a ler, treze depois de se ter completado a edição original, este 2017 acabei de ler “Bone”.

Quando a edição em comic-book em espanhol que eu seguia foi cancelada ficando a série inconclusa, neguei-me a passar ao formato de livros da nova editora licenciada, assim que após Dude Comics veio para mim Image Comics e finalmente de volta à casa matriz, Cartoon Books. Fui completando a série com a minha habitual lentidão e, felizmente, sem spoilers de ninguém. Acho que, realmente, também eu prolonguei consciente ou inconscientemente a leitura para que me acompanhasse um longo treito do caminho. Faço o mesmo com outros títulos.

É realmente um trabalho imenso de Jeff Smith, uma jóia da banda desenhada de aventuras e fantasia que adorei e que não concebo -ao igual que outros comics como Torpedo- em cor, pois o trabalho em preto e branco me parece magistral e qualquer adição a ele desnecessário.

Deu-me pena rematar a leitura e também pensar pessimistamente que provavelmente um sucesso assim não se repita de parte do autor.

Hei re-ler com prazer algum dia.