O Ibáñez de que mais gosto é o dos 60 e prefiro o uso de umha soa cor a produtos posteriores em quadricromia. Mesmo a cor de 13, Rúe del Percebe na contra e a textura do papel a como sai nos compilatórios antológicos atuais. Nom pode ser nostalgia porque eu nom vivim essa época. Esteticamente esse tempo é umha das cimeiras da escola Bruguera: Escobar, Gosset, Conti, Segura (quem até admiro mais como artista de capa que como autor de BD) e tantos outros.

"Todos sabían que Elena era una muchacha de ideas avanzadas, modernas. Sin embargo...
—Jamás creí que pudiera interesarle el arte abstracto."



Ainda piora a cousa: a carga retrógrada da história da capa tem verdadeira culminaçom no desenlace da história, asseguro-vos.


Desenho tentadoríssimo, de pulcritude brilhante, mas um guiom tontíssimo. Nom o digo pola premisa, que vai ao que vai, nem polo enfoque, co target de idade óbvio (namoramento instantáneo, fantasia tétrica tiktokker, sangue por sexo, etc) senom polo desenvolvimento de encefalograma plano que se leva a cabo, no qual nom hai nada minimamente consistente. E é umha pena porque com que o argumento tivesse "algo" eu seguia a série. Contudo nom sei se melhora além do primeiro volume, claro.


Por que nom tolero O gourmet solitário, de Taniguchi, mas esta pequena BD sim, nom sei explicar. O que fai esta autora tem-me bastante encanto, até quando o relato, como é o caso aqui, é totalmente anedótico e superficial (refiro-me na exploraçom dos personagens, nom quero dizer frívolo).


Pois colhim por primeira vez este de hai mil anos e, ainda que a obra de Jan merece toda a minha reverência e carinho, pareceu-me que nom tinha muito jeito precisamente. Enfim, ainda muito del que ler (ou re-ler os integrais): álbuns de Super López, o Don Talarico novo, Super Rayón, Cab Halloloco, Días Moscosos, Superioribus...


Adorei.

Quando saiu a sua BD sobre os atentados ao Charlie Hebdo nom tivem humor para ler (talvez algum dia); nom relacionei ao apanhar este e assim comecei a ler sem saber quem era a autora. Foi o meu primeito contato coa sua assinatura e considero é realmente umha criadora sobresaliente, crítica e subtil, abençoada para o humor, capaz do poético e do cómico, de abranger a magnificência (a cultura, a natureza) mas tamém o anedótico (as pequenas memórias familiares ou da infância).

Aliás, eu estudei engenharia, nada mais longe de história da arte, por isso nem todas as referências pictóricas -e nom só- as colho, mas no final da ediçom (original, na da imagem traduzida para espanhol) vai umha página a jeito de índice de referências para quem quiger pescudar mais ou conhecer os trabalhos artísticos em que ela inspirou momentos desta sua brilhante crónica autobiográfica.

Umha das minhas melhores leituras desta temporada.


Trabalhaço do BWS, quando menos eu contava. Vem sendo como o seu What If dos EUA e dos nazis a partir do epílogo da II Guerra Mundial atravês do universo Marvel (Hulk, Capitám América, mutantes, ...)

Quantos anos lhe puido levar completar as cerca de 400 páginas nem imagino, a quantidade de horas que tivo que meter nessas pranchas, umha loucura. Tour de force.


Bastante bom. Nom som experto no personagem mas esperava algo menos canónico, parece um Blueberry com todas as da lei. O que sim, tira-me da história que se ponham decalques de Claudia Cardinale ou Woody Strode. Criativamente parece-me umha decisom absurda (até pouco profissional). Na comédia (Astérix) este tipo de aparições som simpáticas mas se a história se pretende tomar a sério para mim nom funcionam. O resto das apropriações/inspirações nom se me parecem nada (Paul Dano, Richard Harris, etc.) mas os que identifiquei para mim provocam o que chamaria a suspensom da suspensom da descrença.