A sensaçom que este título me deixou nom sei se se deve a que sobredimensionamos -por mor da sua hegemonia na cultura popular- o que acontece(u) nos EUA ou se simplesmente é que Chris Ware "fijo muito dano". Mas que se dedique, coa pulcritude gráfica e sentido da perfeita composiçom deste último, um livro extenso assim, a algo tam anedótico, para mim é totalmente excessivo. Suponho que, polo contrário, para o criador a queda dum meteorito em riba dumha senhora anónima -e o que seguiu- tem um simbolismo impressionante, que dá pé a retratar o insignificantes que somos perante a eternidade, etc. porém o álbum persoalmente nom me dixo nada e as suas repetições só me cansárom mais em cada iteraçom. Isso sim, o desenho, exquisito, a legendagem e a ediçom, perfeitas e a narraçom nom diria tanto mas bastante lograda. (Incidentalmente, nom sabia que havia clones de Ware).


Espetáculo circense digno dos trasnos de terceira de Inferno às ordens de Arcade. É verdade que já o reconhecem da parte autoral (ou editorial?) classificando-o explicitamente como eXploitation (décadas atrás teriam etiquetado como X-ploitation, com certeza) mas que cousa mais banal. Penso em como estas protagonistas na era Claremont tinham alma e agora parecem simplesmente estúpidas. Nom digo que haja que escrever os personagens como el, nem como o faria Morrisom na sua fase nem como Hickman na atual (cujo conceito de mutantes em mutantelândia me interessa zero) mas eu particularmente algo mais pediria.


Com Tillie Walden passa-me o que com quase nengumha assinatura na BD, a metade da sua obra aborreço-a e a outra adoro-a. Se nom esqueço nada lim -sempre traducidas para castelhano por La Cúpula- "El final del verano", "¿Me estás escuchando?", "En un rayo de sol" (vol. I) e "Piruetas". As duas primeiras resultárom-me pesadíssimas e de nulo interesse, enquanto que as duas últimas as achei fresquíssimas, persoais e memoráveis.
Estou vendo agora a cronologia por primeira vez e resulta que "Spinning" e "On a sunbeam" som de 2017-18, "The end of summer" de 2015 (debut, o qual justifica certas cousas) e -infelizmente- "Are you listening?" de 2020.
Para este ano a editora barcelonesa prepara um compilatório de histórias curtas de quando esta talentosa autora era (ainda mais!) nova.
"Todos sabían que Elena era una muchacha de ideas avanzadas, modernas. Sin embargo...
—Jamás creí que pudiera interesarle el arte abstracto."



Ainda piora a cousa: a carga retrógrada da história da capa tem verdadeira culminaçom no desenlace da história, asseguro-vos.


Desenho tentadoríssimo, de pulcritude brilhante, mas um guiom tontíssimo. Nom o digo pola premisa, que vai ao que vai, nem polo enfoque, co target de idade óbvio (namoramento instantáneo, fantasia tétrica tiktokker, sangue por sexo, etc) senom polo desenvolvimento de encefalograma plano que se leva a cabo, no qual nom hai nada minimamente consistente. E é umha pena porque com que o argumento tivesse "algo" eu seguia a série. Contudo nom sei se melhora além do primeiro volume, claro.


Pois colhim por primeira vez este de hai mil anos e, ainda que a obra de Jan merece toda a minha reverência e carinho, pareceu-me que nom tinha muito jeito precisamente. Enfim, ainda muito del que ler (ou re-ler os integrais): álbuns de Super López, o Don Talarico novo, Super Rayón, Cab Halloloco, Días Moscosos, Superioribus...


Joann Sfar é literalmente um fora de série, nom o vamos descobrir agora. Depois de muitas leituras da sua obra este Aspirina surpreendeu-me enormemente porque me pareceu ao mesmo tempo umha mostra do seu enorme talento e versatilidade e umha novela gráfica horrível. A primeira metade é diretamente insofrível, nom sei o que pretendia mas os personagens som todos aborrecíveis e diretamente nom hai história. Na segunda dá um volantaço para a aventura colorista-terrorífica-pop sem complexos mas nem acaba de calhar. Ediçom ótima de Fulgencio Pimentel para um trabalho perfeitamente esquecível dum autoraço como hai poucos no continente.

P. D.


Claro que sí, guapi.


Umha cousa é o que se vê que quer vender um produto (mulher entrando na primeira maturidade à que se lhe passa o arroz tem umha bizarra oportunidade de experimentar algo novo) e outro o pouso ideológico que deixa: o primeiro volume pareceu-me de um regrógrado brutal, imagino que porque até no s. XXI Japom é umha sociedade tremendamente machista, mas mesmo assim... que nom contem comigo para o n.º 2.